ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE 2 – CLUBE RECREATIVO DE PORTO SALVO 2
Liga Placard – Campeonato Nacional da 1ªDivisão – 17ªjornada (em atraso)
Pavilhão Gimnodesportivo de Ponte de Sor
17-02-2021
Com o Eléctrico a atravessar uma fase muito difícil, desde o segundo confinamento devido a vários casos de covid-19 no plantel, este jogo com a equipa de Oeiras, em atraso da 17ª jornada, podia marcar a retoma da equipa treinada por Kitó Ferreira.

Os Leões de Porto Salvo, com uma equipa experiente, recheada de nomes sonantes do futsal luso, como Bebé, Ré ou Pedro Cary, não teve um arranque de época ao nível dos seus pergaminhos. Com a chegada do técnico Ricardo Lobão as coisas melhoraram e a equipa do Porto Salvo ocupa o sétimo posto na Liga.
O jogo da primeira volta ditou uma vitória dos alentejanos em Porto Salvo por 2-3. O equilíbrio é a nota dominante nos confrontos entre estas duas equipas: seis vitórias para cada uma com um empate pelo meio.

A primeira grande oportunidade surgiu antes dos dois minutos. Numa reposição lateral interpôs-se Danny que obrigou o guarda redes Diogo Basílio a defesa com os pés.
A resposta da equipa da casa surgiu por Henrique Vicente mas Bebé estava atento e defendeu. O Eléctrico estava melhor na partida, com maior posse de bola e as oportunidades iam-se sucedendo.
Aos cinco minutos Costelinha, numa boa iniciativa individual pelo lado direito, obrigou Bebé a aplicar-se, a fazer a mancha, tapando o ângulo de remate.

Pouco depois Costelinha voltou a estar em foco ao chegar atrasado ao segundo poste, falhando a emenda à assistência de Henrique Vicente. Ao sete minutos o possante André Galvão rematou forte mas ao lado da baliza dos pontessorenses.
Com metade do primeiro tempo disputado notava-se um ascendente da equipa da casa só não materializado em golos porque na baliza dos lisboetas estava Um Bebé inspirado.
Sentindo-se empurrada para junto da sua área, a equipa de Ricardo Lobão começou a subir as linhas, defendendo alto em busca do erro do adversário.

Aos onze minutos os Leões dispuseram de excelente oportunidade com a defensiva da casa a ter de se aplicar. De imediato Kitó Ferreira parou o jogo, pedindo uma pausa técnica.
No recomeço, com doze minutos de jogo, o Eléctrico chegou ao golo através dum livre batido por Luiz Fernando que atingiu Diogo Santos, tendo sobrado para o remate vitorioso de Costelinha.
Um golo muito procurado pelos pontessorenses que, libertos da carga ansiosa, podiam procurar um resultado favorável.

Quem não esteve pelos ajustes foi André Galvão. Logo no minuto seguinte, na sequência dum excelente trabalho individual, disparou forte e rasteiro, batendo Diogo Basílio e repondo a igualdade. Os festejos dos alentejanos foram muito breves…
À passagem do quarto de hora o guarda redes Diogo Basílio tentou surpreender o seu congénere do outro lado da quadra e quase tinha sucesso.
Aos 17 minutos o experiente Ré conduziu uma veloz transição, assistiu Danny que entrava pelo lado esquerdo, e este rematou cruzado, voltando a superar Diogo Basílio e conseguindo a reviravolta no marcador. Estava feito o 1-2.

De imediato o técnico dos Leões pediu uma pausa técnica, antecipando a carga dos alentejanos de forma a minimizarem os estragos. Não se enganou…
A partir do golo de Galvão até ao descanso só “deu” Electrico. A grande perdida foi logo aos 18 minutos com Rodriguinho a obrigar a defensiva visitante a trabalho apurado. O intervalo chegou com os Leões na frente do marcador a penalizar a melhor equipa que também foi a mais perdulária.

A segunda parte começou praticamente com a amostragem de um cartão amarelo para cada lado: Rodriguinho e André Galvão.
Aos 23 minutos os Leões, que entraram por cima no segundo tempo, dispuseram de soberana ocasião para aumentar o “score”. Dura, na cobrança dum livre, enviou o esférico à trave.
O Eléctrico, passada a “tremideira”, agarrou no jogo e passou a assumir as iniciativas atacantes. Entretanto Wesley viu o cartão amarelo pela primeira vez. Acabaria excluído da partida mais à frente.

Aos 27 minutos Bebé voltou a ter de se aplicar para se sobrepor a Célio Coque. No minuto seguinte o Eléctrico desperdiçou mais uma excelente oportunidade para empatar.
Em superioridade no ataque, Rodriguinho optou pelo remate com o colega. o remate saiu por alto e perdeu-se pela linha de fundo. Com pouco mais de meia hora foi a vez de Diogo Basílio negar o golo a Daniel Machado.

Aos 32 minutos o Elétrico partiu para o contra ataque em clara superioridade. Com três elementos para um defensor, Rodriguinho voltou a ter uma má decisão, entregando o esférico a Costelinha quando tinha Célio Coque isolado na ala esquerda. Bebé saiu de entre os postes e resolveu.
Pouco depois Bebé voltou a aplicar-se a remate de Henrique Vicente e Gustavo rematou ao lado. Aos 37 minutos Wesley viu o segundo cartão amarelo e deixou os Leões de Porto Salvo a jogar em inferioridade numérica.

Henrique Vicente disparou à malha lateral da baliza dos visitantes e Kitó Ferreira pediu uma pausa para lançar Henrique Vicente como guarda redes avançado. Nem com 5 para 3 o Eléctrico conseguiu chegar ao almejado golo.
A estratégia de guarda redes avançado tem prós e contras. Uma perda de bola permitiu a Pedro Cary alvejar a baliza deserta mas a bola passou ao lado, muito perto.

Com o jogo a caminhar para o final o técnico Ricardo Lobão pediu uma pausa, pensando em “arrefecer” um jogo em que, aparentemente, a vitória já não lhe escaparia.
Já no último minuto uma defesa incompleta de Bebé permitiu o remate de Costelinha. Evitando o pior, Danny cortou pela lateral.
Na reposição o capitão Renan Fuzo acreditou, encheu o pé e fuzilou a baliza de Bebé, empatando a partida a faltarem 17 segundos para o apito final!

Isto é futsal e até ao “lavar dos cestos é vindima”…
Com poucos segundos para jogar ainda os Leões tiveram tempo para um ataque que terminou com a defensiva da casa a aliviar embatendo o esférico na mão dum defesa. Reclamaram os visitantes mas os árbitros nada assinalaram, prevalecendo o empate.

Foi um bom jogo de futsal bum resultado que penaliza ambos os conjuntos. Os Leões de Porto Salvo souberam defender denodadamente a magra vantagem até segundos do fim.
O Eléctrico pagou caro, mais uma vez, a sua pouca produtividade ofensiva.
Apesar de algumas queixas, o trabalho da equipa de arbitragem esteve em plano aceitável.
Na próxima jornada, já este fim de semana, o Eléctrico recebe o SC Braga, num jogo importante para as contas do play-off, enquanto os Leões recebem o Futsal Azeméis.

Ficha do jogo:
ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE:
Diogo Basílio, Dudu, Renan Fuzo, Rodriguinho e Henrique Vicente,
Suplentes: André Correia, Diogo Mateus, Bruno Graça, Célio Coque, Gustavo, Miguel Pegacha, Luiz Fernando e Costelinha.
Treinador: Kitó Ferreira.

CLUBE RECREATIVO LEÕES DE PORTO SALVO:
Bebé, Danny, Dura, Ré e Wesley.
Suplentes: Pedro Martinho, Diogo santos, Rodrigo Hiroshi, Pedro Cary, Francisco Oliveira, Daniel Machado, Tomás Reis, Papa Unjanque e André Galvão.
Treinador: Ricardo Lobão.

GOLOS:
Costelinha e Renan Fuzo (Eléctrico), Danny e André Galvão (Leões).
EQUIPA DE ARBITRAGEM:
José Gomes, Francisco Costa e David Martins.

No final fomos escutar as reações dos técnicos:
KITÓ FERREIRA (Treinador do Eléctrico)

RICARDO LOBÃO (Treinador dos Leões de Porto Salvo)

*Com David Belém Pereira (multimédia).
