17 da janeiro de 2016, 15 horas, Abrantes
Taça do Ribatejo – 3ª jornada, 1ª fase.
União Desportiva Abrantina 2 – Centro Recreativo e Cultural de Santo António de Assentis 0
Jogo envolto em contestação por parte das hostes abrantinas, devido aos últimos esclarecimentos prestados aos clubes pela Associação de Futebol de Santarém, no âmbito dos critérios de desempate entre equipas pontualmente empatas no fim desta fase. Os abrantinos sentiam-se prejudicados por uma decisão que no seu entender, contraria o Regulamento de Provas Oficiais dado a conhecer no inicio da época, e que em caso de empate pontual entre as três equipas com possibilidades de passagem atiraria a União Abrantina para fora da competição. Mas vamos ao jogo, porque afinal não foram precisas contas para proceder ao apuramento das equipas.
Primeira nota, para a estreia em casa da nova equipa técnica da União Desportiva Abrantina. Paulo Fernando “Seninho” é o treinador principal, tendo como adjuntos Nuno Aperta e Nuno Mata (transita da equipa técnica anterior).

Jogo disputado a baixo ritmo, mais na primeira parte que na segunda, muito por culpa da equipa da casa que demorou algum tempo a dar velocidade ao seu jogo. Ainda assim, foram os abrantinos sempre os mais perigosos sobre o relvado, tendo disposto nos primeiros 45 minutos de ocasiões para irem para o descanso a vencer por mais que um magro 1-0. As três primeiras grande oportunidades do jogo pertenceram a Hélio Ocante. Aos 7 minutos de cabeça, em cima da linha de pequena área e após um canto, atira ao lado.

Aos 13 minutos em boa posição, ligeiramente descaído para a esquerda, a meio da grande área de Assentis, frente a Kevin, permite uma excelente intervenção deste e aos 19 minutos, na sequência de uma boa jogada do ataque azul e antecipando-se a um defensor, atira ao poste da baliza de Kevin e na recarga nem Diogo Rosado, nem Bruno Moita conseguiram emendar.
Ao minuto 25, após a marcação de um canto, a bola aparece no fundo da baliza de Assentis cabeceada por Hélio, gritou-se golo e inclusivamente o árbitro da partida apontou para o circulo central, mas segundos depois, volta com a decisão atrás por indicação do seu assistente, assinalando uma carga do avançado de Abrantes sobre o guarda-redes de Assentis. Em nossa opinião decisão correta.

Dois minutos depois, surge o golo caseiro. Jogada disputada na área de Assentis, Diogo Rosado tenta passar a bola sobre um adversário, que no entender do árbitro joga com o braço, levando Pedro Fonseca a apontar para a marca de 11 metros. Lance muito contestado pela equipa amarela, o jogador de Assentis alega ter jogado apenas com a cabeça, mas à distância e do ângulo em que nos encontrávamos temos que dar o beneficio da duvida ao árbitro que está mais perto. A decisão demorou a sair, pelo que supomos que houve troca de impressões (via intercomunicador) com os árbitros assistentes. Da marca de grande penalidade, João Martins, bate à maneira clássica, bola para um lado e guarda-redes para o outro. Até final dos primeiros 45 minutos nada mais de realce houve a registar.


No segundo tempo, o ritmo subiu ligeiramente, as duas equipas vieram com mais intensidade para o jogo, no entanto a equipa da casa pareceu-nos sempre melhor no aspeto físico que o seu adversário, pois com o avançar do marcador, os amarelos iam começando a dar mostras de grande cansaço, não tendo também Bruno Pereira muito a fazer, pois apenas tinha duas opções no banco. Esta etapa complementar fica marcada por quatro lances. Pelo golo de Diogo Rosado, a terminar em força, à terceira, uma jogada de insistência do ataque da casa, eram decorridos 74 minutos de jogo.

Antes pelo falhanço incrível de Bruno Moita, que a escassos centímetros da linha de golo, superiormente assistido por Diogo Rosado que serpenteou entre adversário para cruzar da linha final, falha por duas vezes o mais fácil. E pelas duas oportunidades de golo dos forasteiros. A primeira, mais criada por André Pereira, que após um cruzamento não afasta a bola da melhor maneira, permitindo uma recarga que defendeu com valentia e a segunda, num cabeceamento dentro da área abrantina, ao qual André Pereira se opôs em grande nível.


Resultado correto de 2-0, num jogo em que a equipa de arbitragem sai com nota positiva. No lance do golo não validado, consideramos correta a decisão e no lance da grande penalidade ficamos com algumas duvidas, mas temos que dar o beneficio da duvida a quem está mais perto do lance.

Notas finais. A primeira para a equipa de Assentis que foi uma digna vencida. Num jogo que para si nada decidia, aproveitou para treinar um pouco mais a sério, o que, levando em conta as palavras do seu treinador, não consegue durante a semana. A segunda para Diogo Rosado que em nosso entender foi uma peça em destaque em toda a partida.

Por fim para a questão das grandes penalidades. Estiveram os jogadores mais de 15 minutos, parados, transpirados e expostos a um frio intenso, a ver marcar grandes penalidades, que para este jogo e estas duas equipas em concreto, tendo em conta o que estava em jogo, nada decidiram. Foram precisas vinte grandes penalidades para decidir…nada. Venceu o Assentis por 8-7.
Ficha do jogo:
Estádio Municipal de Abrantes
Árbitros: Pedro Fonseca, João Calouro e Fábio Lima

UD Abrantina
André Pereira, Romero (Zé Heitor), Toni, Bruno Morais, João Rui, Manuel Vitor (Picão), João Martins, Diogo Rosado, Bruno Moita (Bexiga), Diogo Barrocas e Hélio
Suplentes: Monteiro, Cartaxo, Salú, Picão, Abílio, Zé Heitor e Bexiga
Treinador: Paulo Fernando “Seninho”

CRC Assentis
Kevin, João Rodrigues, José Breites, André Fernandes, Paulo Neves, Ruben, Vicente, Braçais, Diogo, Félix e João Narciso
Suplentes: Fábio Silva e David Pereira
Treinador: Bruno Pereira

Marcadores: João Martins e Diogo Rosado
A opinião dos treinadores.
Paulo Fernando (União Abrantina)
Bruno Pereira (Assentis)



