SPORT ABRANTES E BENFICA 0 – GRUPO DESPORTIVO “O CORUCHENSE” 1

Taça do Ribatejo – 1/2 Final – 1ª Mão
Estádio Municipal de Abrantes
03-03-2019

Foram necessários mais de 2000 minutos (23 jogos) para que o Sport Abrantes e Benfica provasse o sabor amargo da derrota nesta presente temporada (contabilizando Campeonato Distrital da 2ª Divisão e Taça do Ribatejo) uma vez que, para vencer o jogo deste domingo “O Coruchense” – que lidera a divisão principal de Santarém – apenas conseguiu fazer o seu único golo no último minuto do tempo regulamentar.

A equipa abrantina parte, desta forma, em desvantagem contabilística para a segunda mão desta meia-final da Taça do Ribatejo, jogo que se realizará em Coruche, no próximo dia 24.

Começo de jogo mais esclarecido por parte do SAB com algumas investidas em ambos os flancos procurando na área quer Hélio Ocante quer Marcos Patrício, mas a experiente defesa de “O Coruchense” ia conseguindo dar conta do recado com o seu guardião bastante seguro e a ser uma excelente “voz de comando”. Após o minuto 15, os forasteiros foram subindo no terreno, ganhando metros, e iam começando a causar alguns problemas à defensiva vermelha que também se mostrava bastante atenta não se registando grande lances de perigo para ambas as formações, no primeiro tempo de jogo.

A segunda parte não começou de forma muito diferente, mas começavam a surgir lances de maior perigo em ambas as áreas, pensando-se que o golo poderia aparecer a qualquer momento para qualquer conjunto. Aos 65 minutos de jogo, é Bernardo Bexiga que tem a possibilidade de marcar para, na jogada seguinte, ser Heta a ter a oportunidade de ser feliz.

Mas a grande ocasião de golo acabou mesmo por pertencer aos homens da casa quando Hélio Ocante, de forma incrível, falha um golo “cantado” quando já o estádio se preparava para festejar. Estávamos a meio do segundo tempo e o Abrantes e Benfica vivia a seu melhor momento tendo o recém entrado Wilson Leite, pouco minutos depois, obrigado Gonçalo Guerra a efectuar a defesa da tarde.

Entrados nos últimos 10 minutos da contenda, “O Coruchense” conseguiu sacudir a pressão que vinha a sentir e, aproveitando algum desgaste físico dos benfiquistas, veio em busca do golo que aparece ao cair do pano através de uma grande penalidade a castigar derrube evidente de Duarte Basílio. Chamado à conversão, Sadjo não vacilou e bateu Joel Dias pela única vez na partida. O jogo desta primeira mão terminaria segundos depois.

Final amargo para os abrantinos que se bateram bem perante o líder do escalão principal do escalão maior, mas que em nada se notou dentro das quatro linhas.  Arbitragem regular tendo ficado na retina um lance no primeiro tempo que poderia muito bem ter sido ajuizado de outra forma, e que poderia ter contribuído para uma grande penalidade a favor dos locais. Visto o lance à distância deixamos o benefício da dúvida se foi “mão na bola” ou “bola na mão” do atleta coruchense. De resto, nada mais a assinalar.

FICHA DO JOGO:

SPORT ABRANTES E BENFICA:

Joel Dias, Diogo Rocha, António Matos, Duarte Basílio, Rui Sousa (cap.), Diogo Mateus, Diogo Barrocas, Bernardo Bexiga, José Pedro, Hélio Ocante e Marcos Patrício.

Suplentes: Diogo Pascoal, Wilson Leite, Miguel Domingos, Fábio Rodrigues, Ricardo Amaral, Luís Silva e Miguel Victor.

Treinador: Paulo Fernando “Séninho”.

GRUPO DESPORTIVO “O CORUCHENSE”:

Gonçalo Guerra, Lourenço, Cajarana, Heta, Mike, Semiano (cap.), Joel, David Silva, Luís Carlos, Miguel Seninho e Kevin.

Suplentes: Carrapato, Botelho, Capito, Costa, Serge, Sadjo e Dinis.

Treinador: Gonçalo Silva.

GOLOS: Kevin (gp) (“O Coruchense”).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Gonçalo Pereira, Pedro Fonseca e Tiago Ribeiro.

Os técnicos dos dois clubes estão de acordo quando perguntamos se este é um resultado que deixa tudo em aberto para a segunda mão que se realiza no próximo dia 24 de março, em Coruche:

Gonçalo Silva, novo treinador de “O Coruchense”.

 

Paulo Seninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica.

 

José Belém

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *