CASA DO POVO DO PEGO 3 – CLUBE ATLÉTICO RIACHENSE 5
Campeonato da 2ª Divisão da AFS – Apuramento do Campeão – 6ª jornada
Campo de Jogos
Pego
19-05-2019

Na primeira jornada da segunda volta do “play off” de apuramento do Campeão da 2ª divisão distrital, e que se destina a apurar também as quatro equipas que irão ser promovidas ao escalão maior do futebol no distrito, nada iria ficar definido. Apenas o Sport Abrantes e Benfica carimbou a subida, de resto, completamente expectável, atendendo ao campeonato imaculado da equipa de Abrantes.
No Pego encontraram-se duas equipas com ambições. O Pego na frente do Riachense e com uma vitória em Riachos (0-2) detinha o favoritismo. Mas equipa de Paulo Costa vinha com outras ideias…

Começaram melhor os pegachos e logo no terceiro minuto beneficiaram do primeiro canto que a defesa riachense se apressou a afastar. Passados três minutos reclamou-se mão na área do Riachense. Bem o árbitro a considerar a casualidade do lance e a apontar o quarto de circulo. Do canto nada resultou.
O Pego parecia confortável no jogo, com maior pendor ofensivo, pecando na finalização.
Aos 13 minutos Luís Vieira, de longe, testou a atenção de Rui Galrinho.
O mesmo Luís Vieira, referência do ataque da equipa da casa, conseguiu fugir à marcação, aos 17 minutos, isolando-se na zona frontal da área. O remate obrigou a enorme defesa de Galrinho.

Este lance funcionou como o “canto do cisne”…
A expectante equipa de Riachos tomou conta do jogo e aos 19 minutos Rosa atirava por cima do travessão do seu homónimo, guarda redes do Pego.
Aos 22 minutos novo aviso para a defensiva pegacha. Ivo rematou de fora da área para defesa atenta de João Rosa. O aviso estava dado e no minuto seguinte os riachenses beneficiaram de um livre, descaído para o lado esquerdo do seu ataque. Luís Alves respondeu com forte cabeçada que abriu o activo.

À equipa de Fernando Rosado competia inverter a tendência do marcador e numa reposição lateral, à passagem da meia hora, Vieira recebeu na área, rematou de pronto e a bola desviada por um defesa acabou nas luvas de Galrinho.
Quando o Pego carregava em busca do empate Leandro, aos 31 minutos, recebeu o esférico, transpôs a linha do meio campo e ensaiou um forte remate. A bola, colocada junto à base do poste, não deu hipóteses a João Rosa.
Um “golaço”, disparado a 40 metros, aumentou a vantagem dos visitantes.

A matriz do jogo mantinha-se, com o Pego mais atacante. Aos 36 minutos, Pedro Rosado cruzou muito para cima da baliza e Vieira é carregado nas costas. Seria grande penalidade mas o árbitro auxiliar entendeu que o esférico já teria ultrapassado a linha de fundo. Pareceu um juízo correto.
Aproveitando o adiantamento dos “amarelos” a equipa do concelho de Torres Novas ia espreitando o contra ataque. A cinco minutos do descanso Leandro recebeu o esférico, entrou na área e Pedro Alves foi obrigado a cometer uma grande penalidade. Da marca dos onze metros Luís Alves não vacilou e bisou na partida deixando as hostes pegachas “à beira de um ataque de nervos”…

Antes do intervalo, Ivo, de cabeça, obrigou João Rosa a boa defesa. Pouco depois o árbitro Adelino Crespo decretou o regresso aos balneários. Resultado demasiado pesado para o Pego premiando a eficácia da equipa de Paulo Costa.

Perante um cenário apenas possível nos seu piores sonhos Fernando Rosado tinha de fazer algo. E fez…
Rendeu Pedro Alves e André Batista ao intervalo. Apostou no risco, jogando no “um para um” no seu extremo reduto. Não foi feliz.
Logo no terceiro minuto do complemento um atraso arriscado para o guarda redes permitiu a intromissão de Leandro que, na “zona de ninguém”, executou um chapéu perfeito a João Rosa aumentando o “score” e a ansiedade pegacha.

O desacerto defensivo da equipa da casa manteve-se e aos 52 minutos foi o guarda redes João Rosa a sair fora de tempo permitindo o remate de Pires, desta feita, para fora.
No minuto seguinte, Luís Vieira, a tentar remar contra a maré, ensaiou a meia distância com o remate a sair largo, por cima.

Com a equipa do Pego mais subida uma figura começou a emergir. Diogo Rosado, aos 54 minutos, assistiu na perfeição o recém entrado Paulo Batista que rematou contra um defesa gorando-se uma boa iniciativa atacante. Aos 56 minutos foi o próprio Diogo Rosado a ter o ensejo de rematar, já no coração da área. Uma enorme defesa de Rui Galrinho contrariou-lhe as intenções.
A equipa da casa, balanceada para o ataque, permitiu a entrada em velocidade de Pires na área. O central Bruno Ferreira acabou por o derrubar levando o árbitro a apontar novamente para a marca dos onze metros. Luís Alves não falhou, fez o seu “hat trick” e consumou a goleada aos 58 minutos.

Com o orgulho ferido e mais de meia hora para jogar, à equipa da casa restava minimizar estragos numa tarefa com tanto de ciclópica como de quimérica. Aos 62 minutos, Diogo Rosado disparou forte remate à trave. A emenda saiu por cima. A sorte continuava de costas voltadas para a equipa da casa…
Respondeu o Riachense com Leandro, sempre muito dentro do jogo, a ir à linha de fundo executar um perigoso centro remate a que se opôs João Rosa.

O Pego tentava chegar ao golo de qualquer forma. Luís Rodrigues tentou um pontapé de bicicleta de fora da área. O esférico passou muito longe.
Finalmente, aos 68 minutos, a equipa da casa chegou ao almejado golo. Um cruzamento do lado direito do ataque pegacho apanhou Luís Rodrigues ao segundo poste e este não se fez rogado e reduziu a vantagem.
À passagem da meia hora do segundo tempo, depois de Diogo Rosado ver ser-lhe invalidado um lance de perigo por posição irregular, Luís Rodrigues bisou na partida e fez o 2-5, reduzindo a diferença para três golos.

Depois de ter chegado à “mão cheia” de golos a equipa de Paulo Costa desapareceu do jogo e o Pego pareceu acreditar no “milagre”…
Embalados no ataque, os “amarelos” viram ser anulado um golo a Diogo Rosado, por fora de jogo aos 77 minutos. Pouco depois Paulo Batista, em boa posição, permitiu o desarme da defesa “alvi-negra”.
Aos 83 minutos Diogo Rosado chegou ao merecido golo e a esperança renascia no campo de jogos do Pego, com o resultado em 3-5.

Com pouco para jogar sucederam-se as paragens e as entradas à margem da lei, levando o árbitro Adelino Crespo a exibir o cartão amarelo por diversas vezes.
A dois minutos do tempo regulamentar, com os nervos à flor da pele, a reposição lateral da bola junto ao banco do Riachense originou um enorme “sururu”, prontamente sanado sem necessidade de ação disciplinar. Entretanto foi levantada a placa a assinalar oito minutos de compensação.

No primeiro minuto da compensação um cruzamento venenoso do lado esquerdo do ataque da casa levou Galrinho a aplicar-se e a tirar para canto com uma sapatada. Respondeu o Riachense por Luís Alves que se isolou e proporcionou a João Rosa uma excelente defesa. Fábio Duque completou o alívio. Entretanto Adelino Crespo deu o jogo por terminado.
Resultado justo num jogo algo atípico, com o Pego a reagir bem à maior eficácia do Riachense, mas tarde. Boa arbitragem num jogo com decisões difíceis.

FICHA DO JOGO:
CASA DO POVO DO PEGO:
João Rosa, Daniel Patrício, Bruno Ferreira (João Rodrigues), Fábio Duque, Pedro Alves (Luís Rodrigues), André Batista (Paulo Batista), Pedro Rosado (André Neves), Diogo Rosado, Rodrigo Lourenço, Luís Vieira e Bernardo Duarte.
Suplentes não utilizados: Mário Lopes, Filipe Paulo e Ricardo Alves.
Treinador: Fernando Rosado.

CLUBE ATLÉTICO RIACHENSE:
Rui Galrinho, David Martins, Pires (Cláudio), João Sá, Leonardo, João Gouveia, Sérgio Sousa, Rosa, Ivo (João Lopes), Luís Alves e Leandro.
Suplentes não utilizados: João Monteiro, Paulito, Emanuel Conde, Nélson Vicente e Diogo Madeira.
Treinador: Paulo Costa.

GOLOS:
Luís Rodrigues [2] e Diogo Rosado (Pego), Luís Alves [3] e Leandro [2] (Riachense).
EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Adelino Crespo, Pedro Freire e João Lopes.

No final, na impossibilidade de ouvir o técnico Fernando Rosado, do Pego, fomos falar com o treinador do Riachense, Paulo Costa:

*Com David Belém Pereira (fotos).
