C. P. PEGO 1 – TRAMAGAL S. U. 0
Séria A – 6ª Jornada – 11-11-2018
Campo de Jogos do Pego

Numa tarde imprópria para a prática desportiva que condicionou a qualidade do futebol apresentado, a Casa do Povo do Pego venceu por 1 a 0 o Tramagal Sport União que se queixou do trabalho do trio de arbitragem.

Num relvado completamente encharcado e onde a bola dificilmente conseguia circular, não se poderia esperar que os intervenientes fossem mágicos ao ponto de proporcionarem um bom espectáculo à assistência que se apresentou em razoável número nas bancadas do Campo de Jogos do Pego.

Contudo o jogo realizou-se, pese embora as condições meteorológicas não fossem as mais favoráveis. A equipa da casa, um pouco mais esclarecida e melhor ambientada ao estado do terreno, foi aproveitando algumas iniciativas para incomodar o último reduto tramagalense que ia chegando para as “encomendas”.

Aos 20 minutos de jogo surge uma contrariedade para Fernando Rosado, que se viu obrigado a mexer na equipa com a saída de Luís Vieira que se ressentiu de lesão recente para a entrada de Paulo Batista que acabaria por se tornar na chave do jogo.

Dignos de registo, no primeiro tempo, apenas dois lances no ataque pegacho. Aos 37 minutos, um jogador do Pego atira forte, de longe, com o esférico a roçar a trave da baliza de Jaime. O guarda-redes do TSU mostrou-se firme ainda aos 40 minutos ao defender remate de Luís Rodrigues que levava a direção certa.

A chuva não parava de cair e o encontro chegou ao intervalo com as equipas empatadas a zero. O único tento da partida surge logo no reatamento numa jogada algo confusa e que gerou grandes protestos nos jogadores, técnicos e massa associativa do TSU.
André Miguel cai na sua área ficando toda a equipa do Tramagal a pedir falta atacante enquanto que a bola sobrava para Paulo Batista que só teve que empurrar para o fundo das redes de Jaime. Decorriam 50 minutos de jogo.

Muito se reclamou nas hostes tramagalenses, mas a árbitro principal Ana Rita Marques apontou mesmo para o centro do terreno não aceitando as reclamações dos azuis de borboleta ao peito. Estava desbloqueada a partida através de um lance que deixa – de facto – algumas dúvidas quanto à sua legalidade.
O Tramagal não acusou o golo mas também não conseguia contrariar o Pego que poderia ter aumentado a vantagem ao minuto 77 quando a juíza da partida apontou para a marca de grande penalidade, lance também muito contestado pelos forasteiros. Chamado a apontar, Diogo Rosado permite a defesa de Jaime que se cotou como uma das figuras da partida e, por aí, se poderá justificar a vitória do Pego, pois acabou por ser a equipa que dispôs das melhores ocasiões da partida, apesar de raras.

FICHA DO JOGO
C. P. PEGO:
Mário Lopes (cap.), Daniel Patrício, Fábio Duque, Bruno Ferreira, Gonçalo Silva, André Baptista, Pedro Rosado, Diogo Rosado, João Rodrigues, Luís Rodrigues e Luís Vieira.
Suplentes: João Rosa, João Roldão, Paulo Baptista, Diogo Magalhães, Rúben Fernandes, André Neves e Filipe Paulo.
Treinador: Fernando Rosado.

TRAMAGAL S. U.:
Jaime, André Miguel, Condeixa, Alfaro, Tonicha, Marco Freitas, Calado, Gonçalo Fernandes (cap.), Rui Costa, Pisco e Sérgio.
Suplentes: Félix, Valente, Monteirinho, Dani, Leandro, Daniel Marques e Daniel Jesus.
Treinador: Rui Horta.

GOLOS: Paulo Batista (C. P. PEGO)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Ana Rita Marques, Samuel Dionísio e Rodrigo Viana.

No rescaldo da partida, a opinião dos treinadores não foi consensual como já se esperava. Para Fernando Rosado, a vitória da Casa do Povo do Pego é justa mas no sentido inverso, Rui Horta mostrou-se desiludido com a equipa de arbitragem:


Apesar de derrotados, os homens da borboleta agradeceram o apoio aos seus adeptos que se deslocaram até ao Campo de Jogos do Pego:
