Pego, 5 de outubro de 2016, 15 horas
Taça do Ribatejo – 1ª fase – 1ª jornada
Casa do Povo do Pego 1 – Clube Desportivo Amiense 0
Perante uma plateia a rondar as setenta pessoas, uma temperatura agradável e um pelado bem tratado, mas seco e de muito pó, Pego e Amiense jogavam o único embate entre equipas da 1ª Distrital neste Série 1 da Taça do Ribatejo.
No primeiro tempo o 5-1-3-1 do Amiense, que a atacar projetava a equipa para algo perto do 3-3-4, teve ascendente sobre o 4-2-3-1 do Pego. A equipa da casa só ao minuto 40 levou perigo à baliza do forasteira (até aí só remates para fora), quando no seguimento de um rápido desdobramento ofensivo, Danilo serve na meia direita o seu irmão Gustavo, com este a atirar às malhas laterais da baliza de Chico.

Até esse momento tinha sido a equipa de Rui Gaivoto adaptar-se melhor ao pelado e criar três flagrantes oportunidades de golo. Ao minuto 21, após um cruzamento da direita que sobrevoou toda a área do Pego, Frazão cabeceia ao lado. Um minuto volvido, Ricardo Rei cruza para a área e livre de marcação, novamente Frazão, de cabeça, atira por cima. Três minutos depois foi Luís Ferreira em ajuda defensiva que cabeceia para a zona central (meio círculo da área), onde Francisco recebendo a bola “a jeito” desfere potente remate que só foi parado pela barra da baliza de Norberto. Por fim, aos 38 minutos, novamente de cabeça, Rodrigo Neves, na sequência de um livre, foi esquecido pela defesa, mas só conseguiu atirar ao lado da baliza. De referir que nas três ocasiões há mérito do ataque, mas a defensiva pegacha não fica isenta de erros.




Ao intervalo o empate a zero castigava a falta de eficácia da equipa de Amiais de Baixo.
No segundo tempo mudou tudo. Wilson Leite faz entrar Fábio Santos, que conjuntamente com Bioucas que tinha entrado a 15 minutos do intervalo, vieram alterar o sentido do jogo. O Pego passou a ter mais capacidade de contensão e circulação da bola, passando a ter ascendente sobre o adversário. Táticamente os treinadores também mexeram. O Pego passou a dispor-se em 4-1-3-2, ao passo que os encarnados de Amiais colocavam em campo mais um 3-5-2.
Curiosamente o primeiro aviso é dado pelos forasteiros, que logo no primeiro minuto, perdem um golo cantado. Tico cruza para a área e Benny sem oposição atira cruzado ao lado. Esta foi a última oportunidade digna desse nome para os amienses.

O Pego começa a subir de produção, com Bioucas, Danilo e Faneca a pautarem o jogo, que no ataque Fábio Santos ia partilhando com Gustavo. Aos 59 minutos, Fábio Santos recebe na área um passe de Danilo, e à meia volta remata para fora. Foi o lance que mostrou aos pegachos o caminho.

Aos 68 minutos surge o golo. Fábio Santos contemporiza na zona central e na altura certa isola Gustavo, com o 9 do Pego, descaído ligeiramente para a direita, a rematar cruzado sem hipótese para Chico.

Feito o 1-0, o Pego tinha o jogo como gosta. Concedeu a iniciativa de jogo ao adversário e passou a usar o contra-ataque. O Amiense ia tentando, mas a boa organização defensiva pegacha (não só da defesa, de toda a equipa), não lhe permitia chegar com perigo à área de Norberto.
Aos 73 minutos, Fábio Santos ganha um duelo individual com um defesa, coloca no meio em Danilo, este de primeira isola Gustavo, que na cara de Chico não consegue tocar para golo. Fechavam as oportunidade de golo do jogo, com a jogada mais bonita de todo o encontro.

Até final acentuou-se a pressão do Amiense, em especial nos últimos cinco minutos e tempo de compensação (4 minutos), mas ai foi Norberto que correspondeu com grande qualidade aos cruzamentos sucessivos da equipa do Amiense.
Vitória dos pegachos num jogo repartido, que premeia a sua eficácia, penalizando a falta dela por parte dos amienses.
O trio de arbitragem realizou trabalho de grande qualidade, contando com a colaboração dos jogadores para isso mesmo. Três notas apenas, uma para cada elemento. Gonçalo Freire, não precisa de gritar para os jogadores virem ter com ele, não fica bem. Em nossa opinião deverá chamar jogador e caso este não venha ter consigo, age em conformidade. Vasco Pinto, do local onde estávamos colocados, pareceu-nos ter deixado passar dois lances claros de fora de jogo (um em cada parte), no entanto estando ele mais no enfiamento dos lances que nós, damos-lhe o benefício da dúvida. Pedro Lopes mesmo a terminar tem uma decisão que mostra muita qualidade e atenção Gonçalo Freire dá a lei da vantagem (e bem) num lance de ataque do Pego, mas a bola é passada (pelo jogador que sofreu a falta) para um jogador em fora de jogo. Pedro Lopes dá a sinalética correta para ser marcada a falta anterior.
Duas notas. Uma para o muito pó que fez sentir no Campo de Jogos do Pego. Por muitos cuidados que os dirigentes pegachos tenham, de verão haverá sempre pó que dificulta a ação dos jogadores. Aguardemos pelo inverno…


A segunda vai para as exibições de Basílio, o central pegacho mostra ser um jogador acima da média, de Bioucas e Fábio Santos, que vieram revolucionar o jogo do Pego. Do lado do Amiense, destacamos Ricardo Rei, sempre inconformado e muito veloz, Carapito, um lutador nato, e Miguel Mateus.
Ficha do jogo
Campo de jogos do Pego
Árbitro: Gonçalo Freire
Árbitros Assistentes: Pedro Lopes e Vasco Pinto

CP Pego
Norberto, Basílio, David, Igor (Bioucas) (Pisco), Pedro Almeida, Faneca, Tiago Marchante (Fábio Santos), Singéis (Tiago Silva), Luís Ferreira, Gustavo e Danilo
Suplentes: Guilherme, João Ruivo, Bioucas, Fábio Santos, Calhamaço, Tiago Silva e Pisco
Treinador: Wilson Leite

CD Amiense
Chico, Rodrigo Neves, Tiago Mateus, Fojo, Carapito, Ricardo Pedro, Dany, Ricardo Rei, Frazão (Cristiano), Francisco (Miguel Mateus) e Tico (Tiago Lopes)
Suplentes: Castelão, Lista, Miguel Mateus, Nuno Tiago, Tiago Lopes, Benny e Cristiano
Treinador: Rui Gaivoto

Cartão amarelo: Carapito (90′)
Marcador: Gustavo (68′)

