ASSOCIAÇÂO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS 3 – GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE 1
Campeonato de Portugal – Série E – 16ªjornada
Estádio Municipal de Oleiros
14-02-2021
Numa tarde primaveril, com muito sol e temperatura agradável, reencontraram-se no Municipal de Oleiros as equipas que na primeira volta protagonizaram o jogo mais “louco” desta série do Campeonato de Portugal.

Em Cernache do Bonjardim, com um empate então a quatro golos, com alternância e incerteza até ao fim, assistiu-se a magnífico espetáculo e as expectativas para este jogo eram altíssimas. Com as equipas massacradas com a covid-19, num lento retomar dos trabalhos, era o momento para aquilatar da forma física e anímica duma e outra equipa.

Tentou surpreender desde o apito inicial a equipa de Ricardo Nascimento e logo aos dois minutos Eduardo Souza teve uma iniciativa individual, arrancou do seu meio terreno, galgou metros em velocidade e quando entrou na área o corte providencial dum defensor evitou males maiores.
No minuto seguinte o guarda redes da equipa da casa demorou na reposição e quando o fez foi contra Balla Sangaré que acorreu ao lance. Por pouco a bola não se encaminhou para a baliza…

Aos seis minutos Ricardo Silva pareceu ser derrubado à entrada da área dos oleirenses, reclamou-se falta mas o árbitro bem colocado não atendeu e mandou jogar.
A equipa de Oleiros reagiu da melhor forma e no minuto seguinte Ricardo Almeida deu o melhor seguimento a um cruzamento do lado direito. Saltou mais alto que toda a gente e a forte cabeçada acabou com a bola a “beijar” as redes da baliza do camaronês Ohoulo Framelin. Estava feito o 1-0 para a equipa de Oleiros.

O golo madrugador teve o condão de “abrir” o jogo, passando as equipas a jogar a toda a largura do terreno em alternância da posse de bola.
Aos dez minutos, o irrequieto Balla Sangaré, deambulando por toda a frente de ataque do Sernache, surgiu na ala esquerda e cruzou para o centro da área, onde, após alguns calafrios surgiu Falcão a cabecear por cima.
À passagem do quarto de hora Marcelo Dias caiu na área dos visitantes em lance limpo sobrando o esférico para cruzamento do lado esquerdo. O autor do golo, Ricardo Almeida, novamente nas alturas, “penteou” para o remate acrobático de Brian. O pontapé de bicicleta levou a bola a passar muito perto dos ferros.

Aos 16 minutos o Vitória de Sernache beneficiou duma reposição no quarto de circulo e Ricardo Silva imprimiu uma trajetória quase perfeita. O esférico embateu no segundo poste com a defensiva da casa completamente batida. Bom momento…
Responderam os pupilos de Fábio Pereira de imediato e uma rápida transição permitiu o remate a Brian na passada. A bola ganhou altura e sobrevoou a baliza de Framelin.
Pouco depois Balla Sangaré desencadeou novo “raid” rumo à área da equipa da casa e só a intervenção faltosa do capitão Baiano o travou. Valeu o amarelo para o brasileiro e o livre, em cima da linha de área em zona frontal foi batido por Rudy com a bola a passar sobre a trave da baliza de Pedro Palha.

A meio do primeiro tempo o Oleiros beneficiou dum livre, muito longe da área, e a bola, com boa conta, ia diretinha para a cabeça de Baiano. Valeu na circunstância a experiencia de Luiz Grando que se antecipou e resolveu.
Numa fase em que os oleirenses parecia mais confortáveis no jogo , aos 38 minutos, uma reposição lateral permitiu um cruzamento bem medido para a cabeça de Brian. De novo a linha de fundo foi o destino da bola.

Já perto do intervalo, aos 41 minutos, Duvan Guerra teve uma excelente iniciativa individual. O colombiano desembaraçou-se do marcador direto, procurou o pé esquerdo e enquadrado rematou contra o defesa que executou a dobra. Ibraima completou o alívio.
Com a equipa da casa por cima do jogo, uma reposição negligente do seu guarda redes Pedro Palha permitiu a intromissão de Balla Sangaré que rematou para o golo do empate quando faltavam apenas três minutos para o descanso.

Em cima da hora para o intervalo Duvan Guerra ganhou a linha de fundo e o “venenoso” centro remate obrigou o guardião Ohoulo Framelin a trabalho aplicado, mantendo o empate a poucos segundos do final do primeiro tempo.
Entretanto o árbitro Diogo Coelho apitava, decretando tempo de descanso no Municipal de Oleiros. Jogo emotivo, sem grandes apontamentos estéticos mas agradável de seguir.
O empate era um resultado aceitável e deixava grandes expectativas para o segundo tempo.

As equipas regressaram para o complemento com o mesmo desenho e postura. Na equipa da casa entrou Rayan para o lugar de Duvan Guerra.
Aos 50 minutos as reclamações da equipa da casa fizeram-se ouvir num atraso para o guarda redes Framelin que agarrou o esférico. O árbitro mandou jogar e o Sernache, em ataque organizado, conseguiu ganhar um canto. Balla Sangaré, de cabeça, assistiu o angolano Rudy que introduziu a bola na baliza mas viu ser-lhe assinalada posição irregular.

Após este aviso o Oleiros voltou a pegar no jogo e aos 54 minutos um livre batido de muito longe permitiu o remate de Rúben para defesa apertada de Framelin para canto.
Foi o primeiro duma sucessão de reposições da marca do quarto de círculo, dum e doutro lado.
O minuto 13 do segundo tempo foi aziago para a equipa que viajou de Cernache do Bonjardim. Jair entrou com o esférico “colado” no pé na área e foi tocado, tendo o árbitro apontado de imediato a marca dos onze metros. Daí Rudy rematou de forma denunciada, permitindo a defesa de Pedro Palha. Perdia aqui a equipa de Ricardo Nascimento a possibilidade da reviravolta no marcador e o Oleiros despertou para o resto de desafio.

Na resposta o Oleiros ensaiou uma rápida jogada de envolvência com Rayan a cruzar tenso e com força. A bola percorreu toda a área sem que ninguém a jogasse. Nova oportunidade perdida.
Aos 65 minutos novo ataque do Oleiros com o recém entrado Nuno Pereira a cruzar do lado esquerdo e a defensiva adversária a afastar para fora da área. Marcelo Dias arriscou a meia distância e foi feliz.
A bola passou entre o poste e o guarda redes Framelin sem que este esboçasse sequer a defesa. O Oleiros passava de novo a liderar o marcador.

Os forasteiros ainda tentaram inverter o resultado mas acusaram bastante o golo além da penalidade falhada. Aos 68 minutos abeiraram-se da área do Oleiros, na conversão dum livre, mas a defesa afastou.
No minuto seguinte foi Bruno Falcão a rematar fraco para defesa fácil de Pedro Palha.
Palha iria estar em foco ao minuto 77 ao estirar-se e com uma “sapatada” afastar um cruzamento muito perigoso.
Aos 82 minutos Marcelo Dias devolveu a assistência a Nuno Pereira e este rematou vitorioso batendo Framelin pela terceira vez.

O jogo acabava aqui, no terceiro golo da equipa da casa.
Com as equipas a acusarem a paragem forçada, com níveis físicos muito baixos, os minutos finais, descontos incluídos, foram penosos e nada acrescentaram ao jogo.
Vitória saborosa e ajustada da equipa de Oleiros.
A equipa de Ricardo Nascimento apenas se pode queixar de si. O penalti falhado por Rudy foi altamente desmoralizador. Arbitragem sem problemas.

Ficha do jogo:
ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS:
Pedro Palha, Marcelo Dias, Iago, Tounkara (Rafa Gonzalez), Fábio Lopes (Nuno Pereira), Baiano (Alef Silva), Guerra (Rayan), Rúben, Vasco Gadelho, Ricardo Almeida e Brian.
Suplentes não utilizados: Caio, Ricardo Mango e Pedro Graça.
Treinador: Fábio Pereira.

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE:
Framelin, Vareiro, Luiz Grando, Ibraima, Hugo Abreu (Sani), Rudy, Eduardo Souza, Ricardo Silva (Ricardo Sousa), Jair, Bruno Falcão (Akiode) e Balla Sangaré.
Suplentes não utilizados: Dário Caetano, Gustavo Gandra, Davi Maciel e Samuel Njoh.
Treinador: Ricardo Nascimento.

GOLOS: Nuno Pereira, Marcelo Dias e Ricardo Almeida (Oleiros), Balla Sangaré (Sernache).
EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Diogo Coelho, Ricardo Franco e João Trigo (AF Lisboa).

DISCIPLINA
Cartão amarelo: Baiano, Rúben, Vasco Gadelho, Brian e Nuno Pereira (Oleiros); Bruno Falcão (Sernache).
No final fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas:
FÀBIO PEREIRA (Treinador do Oleiros)

RICARDO NASCIMENTO (Treinador do Sernache)

*Com David Belém Pereira (multimédia).

