Muacir foi protagonista a marcar e assistir.

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE 2 – ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS 0
Campeonato de Portugal – Série D – 8ªjornada
Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos na Sertã
06-12-2021

Numa tarde em que um vento gélido se fez sentir na Sertã, ainda assim com as bancadas bem compostas, encontraram-se no Dr. Marques dos Santos duas equipas vindas de derrotas na última jornada e com necessidade de retificar.

Bancadas compostas apesar do frio.

Apesar da derrota tangencial em Peniche, o Sertanense manteve o segundo lugar, numa perseguição denodada ao comandante Fontinhas. O Oleiros, com duas derrotas depois da vitória caseira sobre o vizinho Benfica de Castelo Branco, encontrava-se no quinto posto, com dez pontos, menos cinco que o seu adversário da oitava jornada.

Equipas separadas por cinco pontos antes desta jornada.

Assumindo o favoritismo que se lhe reconhecia, a equipa de Natan Costa “pegou” no jogo assim que o árbitro aveirense Daniel Cardoso apitou para o início. Sem criar grandes oportunidades, ia rodando o esférico espreitando uma brecha para em rápida transição criar embaraços aos oleirenses.

Foi o que sucedeu logo no segundo minuto quando Jamerson Bahia conseguiu rematar cruzado do bico esquerdo da área à guarda de Ayoub com o guarda redes tunisino a demonstrar atenção e agilidade. Estava dado o aviso…

À passagem do sexto minuto registo para uma boa combinação entre Muacir e Karamoko com o português a devolver o passe, já na área, ao costa-marfinense, e este não se fez rogado, abrindo a contagem com um remate colocado.

Karamoko abriu a contagem.

Com a equipa da casa a ganhar desde muito cedo, cedo se percebeu que a equipa de “Porto” Gomes ia ter muita dificuldade em inverter a tendência do jogo já espelhada no marcador.

O Sertanense não dava mostra de abrandar e aos nove minutos Karamoko conseguiu isolar-se em zona frontal e ficou em boa posição para marcar. Valeu Ayoub que saiu da sua área e defendeu com os pés.

Aos 12 minutos Karamoko voltou a estar em foco assistindo, mais uma vez, Muacir que rematou de forma acrobática para boa defesa de Ayoub.

Avançados sertanenses foram dor de cabeça constante.

Instalado algum equilíbrio, o Oleiros chegou pela primeira vez à área contrária à passagem do 21ºminuto. Um perigoso cruzamento da direita, na sequência dum livre, foi resolvido a soco pelo guarda redes da casa, Daniel Azevedo.

Aos 26 minutos a dupla dos “suspeitos do costume” voltou a fazer estragos. Karamoko cruzou com boa conta do lado direito e no “coração” da área, em lance semelhante ao do primeiro golo, surgiu Muacir a encostar e a aumentar a contagem para o Sertanense.

Muacir encostou para o 2-0.

Motivados, os sertaginenses, continuavam a ser a equipa mais perigosa. Aos 32 minutos Rafa Pinto enquadrou-se com a baliza, em zona frontal, à entrada da área e rematou forte. Ayoub com excelente defesa cedeu canto.

Minutos depois, sentindo que tinha de ser mais acutilante, “Porto” Gomes procedeu a alterações na sua equipa: Ruca e Aliu Baldé cederam os seus lugares a Fernando Príncipe e ao nigeriano Yemi.

Estas alterações vieram trazer um Oleiros mais criativo, com maior posse de bola e a dispor de algumas oportunidades para surpreender a equipa de Natan Costa.

Alterações trouxeram um Oleiros mais atacante.

Aos 37 minutos, o Oleiros, na sequência dum livre, obrigou Daniel Azevedo a usar os punhos. A sua defesa, muito segura, completou o alívio. Com uma equipa com boa estampa física, os visitantes iam aproveitando as bolas paradas para se abeirar da baliza da equipa da Sertã.

Aos 42 minutos, na conversão dum livre, Nuno rocha colocou tenso na área, criando algum “frisson”. A defensiva dos “branco negros” resolveu.

Oleiros criava algum perigo.

Com pouco para jogar no primeiro tempo, a equipa da “Capital do Cabrito Estonado” instalou-se no meio campo contrário e aos 44 minutos, após um canto, Gabriel Ferreira rematou de fora da área. Novamente a defensiva da casa esteve à altura dos acontecimentos e aliviou para longe.

Com o tempo regulamentar esgotado o Oleiro ganhou novo livre a meio do meio campo dos sertaginenses e Marco Fernandes, à cautela, cedeu canto. Do canto nada resultou e Daniel Cardoso mandou os protagonistas para os balneários. Resultado justo ao intervalo. Poderiam ter havido mais golos.

Sertanense celebrou por duas vezes mas podiam ter sido mais.

A segunda parte começou com o vento frio e a quebra de luminosidade a dar a sensação precoce de ser quase noite. Não refreou a vontade das equipas em amealharem os pontos em compita.

Natan Costa, sabendo que o seu adversário iria reagir e com um futebol direto, muito vertical, lhe poderia criar problemas, tomou ele próprio a iniciativa de jogo, empurrando o Oleiros para trás.

Aos 49 minutos, na sequência dum canto, Marco Fernandes foi à área contrária cabecear mas por cima dos ferros da baliza de Ayoub.

Ayoub com trabalho apurado, coroando boa exibição.

Aos 55 minutos Karamoko voltou a cruzar, procurando Muacir na área. Ayoub adivinhou o lance, antecipou-se e, com os pés, esconjurou o perigo. Enorme a defesa do tunisino…

A resposta oleirense surgiu à hora de jogo com Diogo Rodrigues a subir toda a ala esquerda e a entrar na área. Rematou forte mas não surpreendeu o guarda redes da equipa da casa, Daniel Azevedo.

Três minutos depois Muacir cruzou do lado esquerdo para dentro da área onde surgiu Jamerson Bahia a rematar para defesa de Ayoub.

Sertanense muito confortável no jogo.

O Sertanense tinha o jogo controlado e mesmo sem grandes acelerações ia mantendo o Oleiros em sentido. A equipa visitante nunca se coibiu de atacar, mas com pouca consistência. Aos 65 minutos aquele que foi um dos protagonistas dos golos, Karamoko, saiu agarrado à coxa esquerda, numa possível lesão muscular. Entrou para o seu lugar o colombiano Kevin Lopez.

Aos 76 minutos o Oleiros, na conversão dum canto, obrigou o guarda redes Daniel Azevedo a subir mais alto que toda a gente.

Oleiros tentou reagir sem sucesso.

Com cerca de um quarto de hora para jogar as equipas começaram a acusar o frio e o cansaço, fisico e psicológico. Seja como for, as equipas mostraram-se conformadas com o resultado. Não houve mais futebol e a vitória da equipa da casa por 2-0 aceitou-se como resultado justo.

O Oleiros nunca conseguiu responder de igual para igual, sendo presa fácil da bem escalonada defensiva do Sertanense. Ambas as equipas mantêm as posições que já ocupavam na tabela classificativa. agora com oito pontos a separá-las.

O juiz aveirense Daniel Cardoso e seus auxiliares conduziram a partida sem sobressaltos e não interferiram no resultado da partida. Positivo.

Boa arbitragem em jogo sem casos.

Ficha do Jogo:

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:
Daniel Azevedo, Desailly (Matheus Barbosa), Marco Fernandes Luís Martins, Ibouka, Jamerson Bahia, Mauro Santos (David Branco), Rafa Pinto (Toni Obonogwu), Vitor Pisco, Muacir (Nicolas Meek) e Karamoko (Kevin Lopez).
Suplentes não utilizados: Pedro Simões e Diogo Pimenta.
Treinador: Natan Costa.

Sertanense Futebol Clube.

ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE OLEIROS:
Ayoub, Diogo Rodrigues, Nuno Rocha, Hugo Duque, Vasco Coelho, Anderson Pereira, Valentine Akpey (Lane Nhaga), Ruca (Yemi), Aliu Baldé (Fernando Príncipe), Batistuta e Gabriel Ferreira (Rodrigo Bastos).
Suplentes não utilizados: Joel Sousa, Diogo Nascimento e Diego Carrillo.
Treinador: Jorge “Porto” Gomes.

Associação Recreativa e Cultural de Oleiros.

GOLOS:
Karamoko e Muacir (Sertanense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Daniel Cardoso, Marco Machado e Renato Monteiro (AF Aveiro).

Equipa de Arbitragem: Daniel Cardoso, Marco Machado e Renato Monteiro com os capitães.

No final os treinadores de ambas as equipas falaram à Comunicação Social:

NATAN COSTA (Sertanense)

Natan Costa-Treinador do Sertanense. Foto: Arquivo mediotejo.net

JORGE “PORTO” GOMES (Oleiros)

Jorge “Porto” Gomes, treinador do Oleiros.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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