Perante o seu público o Pego desejava pontuar mas o Mocarriense foi mais forte e mostrou porque é líder da série C. Foto: mediotejo.net

CASA DO POVO DO PEGO 0 – C.C.R.D. MOÇARRIENSE 3
Campeonato Distrital da AFS – 2ª Divisão – Série C – 13ª jornada
Campo de Jogos do Pego
20-02-2022

Depois de na jornada anterior ter sido batido por três bolas sem resposta, em casa do rival Tramagal, a equipa da Casa do Povo do Pego tinha a difícil tarefa de ser a primeira a roubar pontos ao Moçarriense, líder da série C da 2ª divisão distrital de Santarém.

Moçarriense lidera só com vitórias.

De fato, a equipa da Moçarria “passeia” classe pelo distrital com quatro dezenas de golos marcados e apenas quatro sofridos. O “rácio de 10/1 entre marcados e sofridos diz bem da superioridade da equipa comandada por Nuno Guerra, já com lugar marcado nos “play-off” de subida e apuramento de Campeão.

Ao Pego competia, no seu reduto e perante os seus fiéis adeptos, honrar a camisola e tentar o melhor resultado possível.

Bons apontamentos no Pego em vitória justa do Moçarriense.

Se o cenário se apresentava difícil pior ficou. Aos dois minutos, numa reposição lateral à direita o Moçarriense adiantou-se no marcador.

A bola, colocada no coração da área, foi “penteada” por um defensor pegacho para a zona do segundo poste onde surgiu Ricardo a dar o melhor destino ao esférico.

Ainda as equipas procuravam encaixar as suas unidades e o Pego já remava contra a maré.
Cinco minutos após o golo, Miguel Jesus conseguiu isolar-se na cara do guarda redes pegacho, Leonardo, não o conseguindo desfeitear. No entanto, o árbitro da partida, Filipe Batista, por indicação do auxiliar, havia anulado o lance por posição irregular.

Festa do golo fez-se logo no segundo minuto.

A equipa de Bruno Alves tinha de reagir e foi o que fez. O capitão Fábio Santos deu o exemplo e, de fora da área fez um chapéu bem medido a Diogo Carmo. O jovem guarda redes, numa estirada monumental negou o golo, defendendo para a barra.

Era uma grande perdida e Fábio Santos continuou a comandar as suas tropas ao assalto da baliza adversária com cerca de dez minutos jogados. Uma trivela bem executada entrou nas costas da equipa da Moçarria mas ninguém surgiu para a emenda e o lance perdeu-se.

Entretanto, logo a seguir, Diogo Lopes testou a meia distância mas falhou o alvo.

Pego reagiu e Fábio Santos esteve perto de marcar.

Já passava do quarto de hora quando se voltaram a ouvir os adeptos da casa. Um canto permitiu o cabeceamento do central Pedro Alves mas o esférico saiu ao lado.

Depois do assédio da equipa da casa, a equipa da Moçarria voltou a “pegar” no jogo, com uma estratégia “camaleónica”, como alguém a definiu, com jogadores a fazerem várias posições, que obriga a especial atenção na marcação, surgindo sempre alguém a desequilibrar e a criar perigo na zona de construção e ataque.

O conjunto da Moçarria ia construindo jogadas bem gizadas e conquistando cantos sucessivos, empurrando a equipa da casa para perto do seu último reduto. Aos 24 minutos um cruzamento do lado direito permitiu a David Cordeiro cabecear com muito perigo. Tirou a defensiva para canto.

Muito trabalho para a defensiva do Pego.

A equipa visitante continuava a ser a mais perigosa com o Pego a espreitar uma oportunidade para lançar o contra golpe. Aos 28 minutos Barrela fez “gato-sapato” da defensiva pegacha e bem dentro da área cruzou… para ninguém.

Pouco passava da meia hora quando o Pego descobriu Fábio Santos encostado aos centrais contrários e lhe endossou a bola. Com o peito Fábio serviu Miguel Jesus que vinha a chegar, em corrida. O remate, na passada, sobrevoou a baliza de Diogo Carmo. Não marcou o Pego fê-lo o Moçarriense…

No contra golpe Simão cruzou da ala direita para o segundo poste onde surgiu David Matias a marcar, aumentando a vantagem dos visitantes, aos 32 minutos.

Moçarriense adiantou-se no marcador aos 32 minutos.

Apesar de estar a vencer, a equipa líder da série C do Distrital da 2ª Divisão não dava sinais de abrandar. Com uma ambição tremenda continuaram a pressionar, impedindo a equipa da casa de se organizar numa primeira fase de construção.

Aos 38 minutos Ricardo tentou surpreender Leonardo de muito longe mas o guarda redes mostrou atenção. No minuto seguinte uma falta dura a meio do meio campo defensivo do Pego originou um livre para os visitantes.

Pedro Soares, com uma execução perfeita enviou o esférico ao ângulo superior da baliza de Leonardo que apesar do voo e da distância percorrida pela bola nada pode fazer. Entrou onde “dorme o mocho” como se diz na gíria!

Leonardo voou mas esta levava o selo de golo.

Com pouco para jogar no primeiro tempo, aos 43 minutos, os visitantes ainda beneficiaram dum livre, descaído para o lado esquerdo. Telmo cabeceou e Leonardo defendeu com classe.

Pouco depois o árbitro Filipe Batista mandou os protagonistas do jogo recolherem aos balneários para o descanso. O resultado parecia ajustado, sendo que o Pego talvez merecesse um golo.

A expectativa ao intervalo era a de avaliar como iria o Pego reagir a um resultado tão dilatado e se iria conseguir melhor para o segundo tempo.

Esperava-se reação pegacha no segundo tempo.

No reatamento o Pego Surgiu com David Fontinha e João Gonçalo nos lugares de João Ruivo e Diogo Lopes, numa clara tentativa do técnico Bruno Alves refrescar a sua equipa. Do lado da Moçarria o desenho era o mesmo, mantendo-se o perfil do jogo.

Sempre com os olhos na baliza de Leonardo, sempre a tentar aumentar a contagem, os “amarelos” continuavam a ser a equipa mais atacante e com maior posse de bola. Logo aos 48 minutos um cruzamento “venenoso” de Rodrigo Matias, agora do flanco esquerdo, obrigou Leonardo a defesa de recurso. A defesa completou e afastou.

Tarde trabalhosa para Leonardo.

Aos 50 minutos os visitantes, na transformação dum livre através de Rafa, marcaram por Telmo aquele que seria o quarto golo não fosse o auxiliar ter erguido a bandeirola, tendo o juiz invalidado o lance. O Pego ia tentando chegar ao golo mas a sorte e a fraca pontaria iam evitando esse desiderato.

Aos 54 minutos Pepê assistiu Fábio Santos que, já dentro da área, cabeceou ao travessão superior da baliza à guarda de Diogo Carmo. Os visitantes armaram um rápido contra ataque, travado de forma ilegal por João Gonçalo que viu-lhe ser exibido o cartão amarelo. Pouco depois Ricardo foi solicitado no segundo poste mas não chegou no tempo certo.

Pego lutou mas não foi fácil sacudir a pressão.

Com uma hora de jogo, Barrela rematou ao lado e aos 63 minutos um cruzamento da direita do ataque do Moçarriense teve correspondência no remate forte de Simão… à trave.
Com os ferros a substituírem os guarda redes, o Pego, num canto, permitiu a defesa de Diogo Carmo.

Aos 68 minutos Rodrigo Matias viu Leonardo negar-lhe o golo, numa boa defesa instintiva, com o joelho. Com o tempo a esgotar-se, e as forças também, o relógio galgava minutos sem que se vislumbrassem alterações no marcador e as oportunidades começavam a escassear.

Escassas oportunidades de golo.

Ainda assim, aos 79 minutos, na cobrança dum livre, Tiago Marchante bateu forte, Diogo Carmo não conseguiu agarrar e numa segunda vaga o mesmo Tiago Marchante errou o alvo. Com o tempo regulamentar esgotado o Moçarriense, na cobrança dum canto, levou a uma completa confusão na área pegacha, sendo Simão o último a tocar na bola, rematando por cima.

O árbitro da partida concedeu quatro minutos de compensação e no segundo deles Tiago Marchante tentou usar a sua meia distância. A bola saiu forte para boa defesa de Diogo Carmo para canto. Na cobrança Fábio Santos cabeceou ao lado.

Pego melhorou no segundo tempo

Pouco depois o árbitro deu por terminado um jogo com alguns pontos de interesse com os visitantes a arrumarem a questão ainda no primeiro tempo, o Pego a tentar reagir, sem sucesso. Fez o suficiente para merecer o golo…

Esta equipa do Moçarriense, que conta por vitórias os doze jogos disputados no Campeonato é, certamente, candidata a ser o Campeão do Distrital secundário da Associação de Futebol de Santarém.

A arbitragem de Filipe Batista e seus auxiliares não esteve isenta de erros mas não foi por aí que o jogo teve este desfecho.

“Fair-play”.

Ficha do Jogo:

CASA DO POVO DO PEGO:
Leonardo, João Ruivo (David Fontinha), Cartaxo, João Roldão, Pedro Alves, Tiago Gaspar (Leandro, depois Pascoal), Pepê, Tiago Marchante, Miguel Jesus, Diogo Lopes João Gonçalo e Fábio Santos.
Suplente não utilizado: Mário Lopes.
Treinador: Bruno Alves.

Casa do Povo do Pego.

C.C.R.D. MOÇARRIENSE:
Diogo Carmo, Rodrigo Matias (Diogo), Rúben, André (Simões), Ricardo, Pedro Soares, Simão (Fredy Silva), Barrela, David Cordeiro, Rafa (Leo Martins) e Telmo.
Suplentes não utilizados: Fredy e Pascoal.
Treinador: Nuno Guerra.

C.C.R.D.Moçarriense.

GOLOS:
Ricardo, Rodrigo Matias e Pedro Soares (Moçarriense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Filipe Batista, Vítor Clemente e João Simões.

Equipa de Arbitragem: Filipe Batista, Vítor Clemente e João Simões com os capitães.

No final ouvimos os treinadores:

BRUNO ALVES (Pego)

Bruno Alves, treinador do Pego. Foto: Arquivo mediotejo.net

NUNO GUERRA (Moçarriense)

Nuno Guerra-Treinador do Moçarriense. Foto: Arquivo mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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