Seninho, Ocante e Patrício em luta nas alturas.

UNIÃO DESPORTIVA ABRANTINA 0 – ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO 1
Campeonato Distrital da AFSantarém – 1ªDivisão
Estádio Municipal de      Abrantes
24-09-2017

Marcos Patrício domina o esférico com Diogo Mateus por perto.

Numa tarde de sol, com algum vento, no relvado do Municipal de Abrantes encontraram-se duas equipas com resultados opostos na 1ª jornada: A Abrantina foi perder a Amiais pelo mesmo resultado, quatro a zero, com que o Mação venceu em casa o Ouriense.

Paulo Seninho, treinador da equipa de Abrantes, conhecedor do valor do adversário, montou uma estratégia que passava por dar a iniciativa ao adversário e procurar, com segurança defensiva, ganhar rapidamente a bola para lançar as suas pedras mais adiantadas: Ocante e Zé Pedro.

Respondia João Vitorino, técnico visitante, com o adiantamento dos laterais, principalmente Miguel Seninho, a dar profundidade ao ataque. E logo aos quatro minutos Miguel Seninho, em dribles sucessivos, entrou na área da casa e assiste Marcos Patrício que estava em fora de jogo. Estava dado o aviso…

Miguel Seninho incorporou-se por várias vezes no ataque de Mação.

De imediato as equipas encaixaram, o Mação com maior posse e a Abrantina com muito acerto defensivo.Circulava a bola pelo meio campo. Foi necessário esperar pelo minuto 12 para ver um belo remate de Prates que na viagem para a baliza apanhou o colega Marcos Patrício e gorou-se o lance.

Respondeu a Abrantina, de bola parada. Livre no meio campo, descaído pela esquerda. A bola foi lançada para Hélio Ocante, junto à linha que cruzou com boa conta para cabeçada de Diogo Barrocas mas por cima.

Pouco depois, aos 19 minutos, em novo livre foi Toni a obrigar Chico Sousa a boa defesa mas o central foi apanhado em posição irregular. Aos 23 minutos Filipe Pereira introduziu o esférico na baliza abrantina mas em posição de fora de jogo prontamente assinalada.

A equipa de Abrantes, muito unida, com grande entreajuda, ia conseguindo proteger o seu último reduto lançando venenosos contataques. Em cima da meia hora Prates remata para defesa de Daniel Marques que repõe rapidamente e isolou Hélio Ocante que tentou, sem êxito, um chapéu a Chico Sousa que
defendeu.

Muita luta pela posse de bola a meio campo.

Zé Pedro, muito batalhador, conseguiu isolar-se à passagem do minuto 33 e rematou para excelente defesa de Chico Sousa.
Três minutos depois Filipe Pereira centrou da direita à procura da cabeça de Marcos Patrício que falhou. A faltarem três minutos para o descanso foi a vez de João Freitas, no coração da àrea a enviar o esférico à trave.

O intervalo chegou com uma sensação de que o empate com golos daria uma melhor expressão ao futebol desenvolvido.

Jogo emotivo teve bons momentos de entrega.

Após o descanso o treinador maçaense deixou Prates no balneário e lançou no jogo o homem que o viria a decidir: Miguel Luz.
O jogo recomeçou em toada de equilíbrio, muito disputado a meio campo, algo quezilento, levando à amostragem de vários amarelos. O primeiro sinal de perigo foi do Mação, aos 59 minutos, de novo por Marcos Patrício infeliz nos cabeceamentos.
No minuto seguinte foi a vez de Miguel Luz rematar frouxo para as luvas de Daniel Marques.

Aos 64 minutos foi a vez de João Freitas tentar, em remate acrobático, com a bola a sair por cima. Respondeu a Abrantina aos 67 de livre com o esférico a acabar em Chico Sousa.

Chico Sousa segura lá no alto sob ameaça de Hélio Ocante.

Na resposta Filipe Pereira consegue ganhar a linha de fundo, cruzou ao segundo poste e apareceu Miguel Luz a antecipar-se aos adversários e a introduzir o esférico na baliza da equipa da casa. Respiravam de alívio os de Mação.

Paulo Seninho não se conformou e reformulou a estratégia da sua equipa que, mais afoita, se foi abeirando da àrea maçaense.
Aos 70 minutos Duarte Basílio executou um livre, de muito longe, com boa conta e quando já se gritava golo Chico Sousa estirou-se e defendeu junto à base do poste mais distante. Enorme defesa…

O final do jogo aproximava-se mas Luís Rodrigues ainda tentou de longe para nova defesa. Faltavam nove minutos para terminar.
Aos 83 minutos a Abrantina tem o melhor momento para empatar: Ocante chegou atrasado a bom cruzamento da direita.

Dupla de ataque da UDA espreitava qualquer hipótese.

Até ao final não houve novas oportunidades e o Mação arrecadou mesmo os três pontos fruto do golo solitário de Miguel Luz.
Assistiu-se a um jogo muito tático, com ocasiões para ambos os conjuntos premiando a equipa com maior posse de bola.
A Abrantina talvez merecesse melhor…

O trabalho do árbitro não foi fácil, com muitos contactos e consequentes quedas, provocando grandes paragens no jogo.
Segurou o jogo com a amostragem de vários cartões. Positivo.

Muitos contactos físicos obrigou a várias interrupções.

FICHA DO JOGO

UNIÃO DESPORTIVA ABRANTINA:
Daniel Marques, Miguel Catarino (André Miguel), Toni, Duarte Basílio, Luís Ferreira, Diogo Mateus, Fábio Rodrigues, Diogo Barrocas (Luís Rodrigues), Zé Pedro, Rafael Silva (João Rodrigues) e Hélio Ocante.

Suplentes não utilizados: Diogo Pascoal, João Rui, Rafa e Manuel Vitor.
Treinador: Paulo Seninho.

União Desportiva Abrantina

ASSOCIAÇÂO DESPORTIVA DE MAÇÃO:
Chico Sousa, Miguel Seninho, Esteves, Gonçalo Lelé, Rui Sousa, Prates (Miguel Luz), Júlio Batista, Bruno Lemos, Filipe Pereira, João Freitas (Bernardo Bento) e Marcos Patrício (Daniel Lourenço).
Suplentes não utilizados: Carlos Nabais, Pedro Louro e Diogo Rocha.
Treinador: João Vitorino.

Associação Desportiva de Mação

GOLO: Miguel Luz (ADM)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Tiago Graça, Nuno Martins e João Veríssimo

Equipa de arbitragem: Tiago Graça, Nuno Martins e João Veríssimo com os capitães de equipa.

DISCIPLINA
Cartões amarelos: Miguel Catarino, Duarte Basílio, Diogo Mateus e José Pedro (UDA); Gonçalo Lelé e Bruno Lemos (ADM).

No final auscultamos as opiniões dos técnico:

Seninho-Treinador da UDA
João Vitorino-Treinador da ADM

* Com David Pereira (fotos)

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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