10 de janeiro de 2016, 15 horas, Mação
Campeonato Distrital da 1ª Divisão de Seniores da Associação de Futebol de Santarém
Associação Desportiva de Mação 2 – Grupo de Futebol dos Empregados no Comércio 1
No Campo Municipal Agostinho Pereira Carreira encontravam-se duas equipas empatadas pontualmente na classificação, o que deixava antever um jogo equilibrado e repartido. Na realidade foi, mas teve duas partes com posturas das equipas completamente diferentes.
A primeira parte, foi fraca e desinteressante, com forte vento mas sem chuva. Ambas as equipas mostraram futebol sem ligação, com muita bola no ar, em que um ou dois passes consecutivos ainda se conseguiam ver, mas o terceiro já ia para fora ou para o adversário. Muita luta a meio campo, em que os ataques eram facilmente anulados pelas defensivas. Nesta altura destacavam-se nos da casa, Ducho e Lélé, enquanto nos forasteiros sobressaiam Rodrigo Martins e Zé Miguel. Realce para única oportunidade clara de golo desperdiçada por Persi, decorriam 31 minutos, que de tanto querer colocar a bola, atirou-a para fora. De referir que esta não seria a única perdida do avançado de Mação, no entanto esta poderia ter tido uma importância extrema. Estava 0-0, o jogo estava a ser mau e pelo que se via, as oportunidades como esta não iam abundar. Chega o intervalo com um 0-0, que só castigava a meia centena de pessoas presentes.

A segunda parte, embora jogada debaixo de chuva, por vezes bem forte, foi melhor (pior era impossível), embora já tenhamos visto fazer melhor a ambos os conjuntos. A melhoria da partida em muito fica a dever-se com o golo obtido pelos forasteiros logo ao minuto 46, quando Bernardo Rama no enfiamento da face lateral esquerda da grande área de Mação (direita do ataque escalabitano), com um remate em arco, colocado, a fazer o esférico passar sobre João Rosa e a fazer a bola entrar nas redes maçaenses. O golo despertou os visitados. Aceleraram mais o seu jogo, passaram a jogar mais tempo no meio campo do adversário e a ter mais posse de bola. Também nesta altura e com o resultado a seu favor, ficou patente a intenção dos Empregados do Comércio em jogar a um ritmo mais lento, jogando desde cedo com o relógio (várias vezes foi requerida a assistência do fisioterapeuta/massagista). Numa primeira fase os homens da “Capital do Presunto” não foram muito efetivos na busca da baliza contrária, diga-se também que tinham poucos espaços para progredir no terreno (mérito do adversário que lhos tirava), o que levava a que tivessem de recorrer a muito jogo lateralizado. Paulo Costa foi ao banco buscar a solução, mexeu e as alterações produziram efeito. Retira do jogo Esteves (tocado) e Pedro Louro, chamando a jogo, Marcos Patrício e Rui Sousa. A equipa ganhou mais presença na frente, mais poder de choque, ganhando mais espaço para libertar os corredores laterais.
Numa altura em que já justificava o empate, Barata, com duas excelentes intervenções negou os intentos a Pita e Persi, a equipa da casa chega ao golo, por Lélé ao minuto 77.


Jogada de insistência da equipa de Mação, após um canto, a bola depois de disputada pelo ar sobra para uma zona onde estão dois jogadores amarelos, sendo o toque decisivo pertença do central de Mação. Um minuto volvido, e novo golo. Cruzamento para área azul e fora da pequena área, Rui Sousa num cabeceamento cruzado (excelente gesto técnico) a dar a “cambalhota ao resultado”.


A perder e a faltar pouco mais de 15 minutos (com o tempo adicional) para o fim, os Empregados no Comércio foram à procura do empate. O jogo ficou partido, mas as ocasiões de golo flagrante só apareceram junto da baliza da equipa de Santarém, com Persi, por duas vezes, a voltar a não aproveitar para deixar a sua marca na partida.

Vitória que premeia a equipa que teve coração sem perder a cabeça, para ir em busca da felicidade, que acabou por justificar, enquanto que a equipa dos Empregados no Comércio, pareceu-nos que depois de estar em vantagem, pensou muito cedo em defender um resultado tangencial.
Sobre o trio de arbitragem há pouco a dizer. Num campo com o relvado rápido e propicio ao choque, Paulo Raposo esteve sempre perto dos lances, ajuizando bem os choques e os lances mais polémicos. Achamos que na parte final podia ter exibido por duas vezes (as únicas em todo o jogo) o cartão amarelo, mas optou por não o fazer. Os assistentes revelaram-se sempre atentos, “tirando” boas decisões.
Ficha do jogo:
Campo Municipal Agostinho Pereira Carreira
Árbitros: Paulo Raposo, Pedro Lopes e Filipe Correia

AD Mação
João Rosa, Bernardo, Diogo Rocha (Saul), Gonçalo Lélé, João Vitor, Ducho, Esteves (Marcos Patrício), Pita, Bruno Lemos, Persi e Pedro Louro (Rui Sousa)
Suplentes: Mário Lopes, Leonardo, Rodrigo, Rui Sousa, Marcos Patrício, Jorge Lourenço e Saul
Treinador: Paulo Costa

GF Empregados no Comércio
Barata, Pató, Diogo Gonçalves, Rui Simões, Zé Miguel, Dani, Chaparro (Costinha), Vasco Belmonte, Rodrigo Martins, Miguel Calisto e Bernardo Rama (Beni)
Suplentes: André Rodrigues, Filipe Godinho, Costinha, Beni e Filipe Madeira
Treinador: Jorge Peralta

Marcadores: Gonçalo Lélé e Rui Sousa; Bernardo Rama.
A opinião dos treinadores:
Paulo Costa (Mação)

Mário Ruas (adjunto do Empregados no Comércio)

