12 de março de 2016, 15 horas, Alcanena
Campeonato Nacional da 2ª Divisão de Juniores – Manutenção
Atlético Clube Alcanenense 2 – Atlético Clube de Portugal 1
Crónica do jogo por Jorge Beirão

Jogo da 4ª jornada em que o Atlético Clube Alcanenense, venceu o Atlético Clube de Portugal por duas bolas a uma, mantendo a liderança da sua série com mais cinco pontos que o segundo classificado Sintrense e mais onze que o primeiro lugar que poderá dar a descida de divisão (play-off).
Tarde de sol em Alcanena, relvado natural do Estádio Municipal Joaquim Maria Batista em boas condições para a prática do futebol. Entrou melhor no jogo a equipa da casa, demonstrando que pretendia resolver a questão o mais cedo possível, até porque seria o modo mais assertivo de colocar em “sentido” o adversário para não o motivar ou permitir veleidades. E conseguiu no primeiro período, mercê de uma maior velocidade e melhor entrosamento uma superioridade que lhe valeu a obtenção de dois bonitos golos, com a bola a circular a toda a largura do terreno de jogo e conclusão irrepreensível dos seus atacantes.
Aos dez minutos, Vassalo, no interior da área adversária abriu o marcador e aos dezassete foi a vez de Rato com uma incursão no corredor direito para o interior do terreno e na zona frontal da baliza à guarda de Fragoso, ultrapassando os adversários que lhe surgiram à frente rematou para o fundo da baliza dilatando para dois zero.



Até final da primeira parte foi um jogo em que se esperava o dilatar do marcador, mas isso não aconteceu devido à retenção da bola por parte da equipa da casa recreando-se no seu meio campo com alguns gestos técnicos bastante interessantes, nomeadamente Bruno Ferreira, Filipe e Pedro Silva, mas sem efeitos práticos deixando que o adversário recuperasse o seu posicionamento defensivo. Resultado certo ao intervalo, dois a zero, favorável à equipa que mais tempo teve a posse da bola e consequentemente a autoridade competitiva.

Nos segundos quarenta e cinco minutos, vitória do Atlético por um zero, porque aproveitou a falta de rigor e concentração da equipa Alcanenense, que se deixou surpreender pela pressão adversária, porque os jogadores que têm a função de distribuir o jogo e até os laterais abusaram na retenção do esférico, mais os primeiros que os segundos, tendo por vezes que recorrer à falta para emendar esses erros, que lhes valeram a amostragem de alguns cartões amarelos pelo albicastrense Flávio Silva, árbitro da partida.
E foi numa jogada de recuperação da bola, aos sessenta e oito minutos, que o Atlético veio a beneficiar de uma grande penalidade, quando o jogador Macedo entrou na área do Alcanenense e no duelo com Fábio Marques a bola bate no braço deste e em cima do lance o árbitro assinala o penalti respetivo. Figueiredo encarregue da marcação não perdoou, não dando hipóteses a Francisco. Com o resultado em dois a um favorável aos rapazes de Alcanena, pairou uma certa frustração nas bancadas por dar a sensação que o que parecia fácil ir-se-ia complicar.

Isso não aconteceu, porque Bruno Ferreira teve que rectificar as operações com as substituições necessárias, respondendo a Emanuel Mesquita que já havia iniciado essa necessidade na sua turma e que resultou na obtenção de um golo. Até final apenas se assistiu a mais duas oportunidades de golo, uma para cada lado.
Resultado final ajustado ao que se passou durante a partida, com a vitória da equipa do Atlético Alcanenense, pela boa prestação na primeira parte com a obtenção dos dois golos. Estando correta também a superioridade dos lisboetas na segunda parte com a obtenção do seu golo.
Entendemos que o “sofrimento” que a equipa da casa passou no declinar da partida, foi mais por culpa própria, pois com a capacidade técnica demonstrada pelos seus jogadores do meio campo não se justificava essa situação (insistência na retenção do esférico), qual recreio, quando por exemplo, tanto Patrick (velocidade impressionante) e Rato (bom no duelo 1×1), poderiam ser muito mais vezes servidos, porque estiveram sempre no seu posto de alas bem “abertos” e com o corredor livre à sua disposição e quando isso aconteceu houve sempre “estragos” na defesa contrária e grande preocupação para Fragoso.
A equipa de arbitragem, que viajou de Castelo Branco, chefiada por Flávio Silva tendo como assistentes, Carlos Silva e Nelson Araújo, realizaram um bom trabalho, tanto no aspeto técnico como no disciplinar, pese embora a amostragem de sete cartões amarelos um por simulação de grande penalidade e os restantes por infracção sistemática das leis do jogo (cinco para o ACA e dois para o ACP).
Ficha do jogo:
Estádio Municipal Joaquim Maria Batista
Árbitros: Flávio Silva, Carlos Silva e Nelson Araujo (CA de Castelo Branco)

AC Alcanenense
Fancisco, Pedro Silva, Afonso, Bernardo Gomes, Fábio Marques (Iuri), Filipe, Vassalo (Ivan), Rato (Pan Qit), Patrick, Lista e Bruno Ferreira
Suplentes: Leirião, Pan Qit, Iuri, Bernas, Gao Bo, Ganso e Ivan
Treinador: Bruno Ferreira

Atlético CP
Fragoso, Miguel Silva, João Pedro, Mário Simões, Sérgio Ferreira (Marinho), Dani Costa (Marcos), Figueiredo, Macedo, Renato, Xavi e Miguel Ramos (Joel)
Suplentes: Nelson, Cunha, Marinho, Marcos, Benny, Eury, Joel
Treinador: Emanuel Mesquita

Marcadores: Vassalo (10′) e Rato (17′) ; Figueiredo (68′)
A opinião do treinador:
Bruno Ferreira (Alcanenense)
