U. D. ROSSIENSE 3 – C. P. DE SÃO FACUNDO 0
Grupo A – 1ª fase – 1ª Jornada
Campo Municipal nº 3 / Rossio ao Sul do Tejo
13-10-2018
Como o algodão os números não mentem, mas não se pense que o Rossiense teve tarefa fácil, pois os homens de S. Facundo venderam cara a derrota e só declinaram nos últimos vinte minutos da partida quando a maior frescura física e psicológica dos locais se mostrou determinante para o desfecho da contenda.

Num embate entre duas formações que se conhecem bem de outras épocas (e que já se tinham encontrado na recente pré-temporada), Rossiense e S. Facundo deram o “pontapé de saída” para a nova temporada da Liga INATEL, quanto ao Grupo A diz respeito. A primeira parte apresentou-nos um futebol muito “mastigado” a meio campo com as equipas a se respeitarem uma à outra, e encaixando bem os seus esquemas táticos fruto desse mesmo conhecimento.

Ao longo dos 40 minutos não foram muitas as ocasiões de perigo nem uma partida muito entusiasmante. O primeiro tempo ficou marcado pela negativa aos 30 minutos, com a lesão de Márcio, capitão da equipa de S. Facundo, momento que se mostraria determinante para o que viria a acontecer na etapa complementar, pois obrigou o técnico Cláudio Ferreira a mexer no seu sector defensivo, algo que não estaria nos seus planos.

No regresso dos balneários, o Rossiense trouxe uma nova disposição tática com o treinador Paulo Cruz a alterar o seu xadrez efetuando algumas alterações que viriam a dar resultado. À passagem do minuto 60, os rossienses chegaram à obtenção do primeiro tento, por intermédio de Jorge Ferreira, após jogada de insistência onde o jogador porfiou e acreditou até ao fim para finalizar com êxito um bom ataque dos homens de Rossio ao Sul do Tejo.

O S. Facundo acusou o golo sofrido e não conseguia desapertar o colete de forças em que estava metido. Disso se aproveitaram os locais que, através de uma grande penalidade bem assinalada por Bandeira Martins, chegam ao 2-0 após finalização perfeita de Rodrigo Carraceno.

Com dois golos de desvantagem e com a partida a caminhar para o seu final, o S. Facundo foi ao fundo das suas forças e podia ter sido feliz, não fora Paulo Marchante falhar uma grande penalidade a favor da sua equipa, permitindo que o guardião Cláudio Duque adivinhasse o lado e defendesse o penalti. Com 5 minutos para jogar, o S. Facundo perdia dessa forma uma boa chance de poder relançar o jogo.

Contudo, na jogada que se seguiu, acabou por ser o conjunto do Rossio ao Sul do Tejo a fechar as contas do jogo, com um belo golo de Tiago Garrido a desferir um potente remate de longe, sem qualquer hipótese de defesa para Tiago Pascoal. Até final, com os jogadores de S. Facundo já sem grande motivação, o Rossiense ainda dispôs de ocasiões para ampliar o marcador, mas seria injusto para aquilo que o adversário tinha feito ao longo do 80 minutos.

FICHA DO JOGO
UNIÃO DESPORTIVA ROSSIENSE:
Cláudio Duque, Leandro Loiola, Anderson Silva, Hugo Rodrigues (cap.), Ricardo Garrido, Daniel Lopes, Tiago Garrido, Jorge Ferreira, Renato Mendes, Rodrigo Carraceno e Fábio Cruz.
Suplentes: Nuno António, Marco Mateus, Lúcio Proença, José Rafael, Dário Alfaiate, Pedro Oliveira e Diogo Quintas.
Treinador: Paulo Cruz.

CASA DO POVO DE SÃO FACUNDO:
Tiago Pascoal, Francisco Alves, José Ferreira, Rafael, Márcio (cap.), Mário Cardoso, Paulo Marchante, Eduardo Urbano, Alexandre Ferreira, João Nuno e Nuno Mateus.
Suplente: Gonçalo Vicente, João, Pedro, Marcelo, Miguel e Alexandre Rodrigues.
Treinador: Cláudio Ferreira

GOLOS:
Jorge Ferreira, Rodrigo Carraceno e Tiago Garrido.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Bandeira Martins, Hugo Silva e João Domingos

O S. Facundo acabou por sair derrotado, mas mostrou que pode ser uma equipa a ter em conta, principalmente no seu pelado onde contam amealhar pontos de forma a minimizar esta derrota. O Rossiense, por sua vez, mostrou (principalmente na segunda parte depois de acertar posições) que se poderá intrometer na luta pelo acesso à 2ª fase num dos lugares de topo do grupo A. Disso nos deram conta ambos os técnicos no final da partida:


Após o apito final de Bandeira Martins (que com os seus pares teve uma tarde tranquila e sem grandes sobressaltos) e em dia de duplo aniversário entre os rossienses, o habitual convívio entre atletas de ambas as formações, árbitros e público mereceu bolo e o cantar de parabéns.

