Campo de Jogos José dos Santos Ruivo, Concavada (Abrantes)

C. D. R. CONCAVADA 3 – VILARREGENSE F. C. 2

Grupo C – 1ª fase – 5ª Jornada – 18-11-2018

A formação de Concavada criou ocasiões de golo suficientes para justificar vitória.

A formação do Clube Desportivo e Recreativo de Concavada venceu a equipa de Vila de Rei por 3-2 e isolou-se no comando do Grupo C. Vitória difícil, mas justa, perante um adversário que mostrou bastante eficácia na concretização das oportunidades criadas ao logo da partida. Ao contrário, a equipa da casa, não obstante ter tido as melhores chances e ter somado os 3 pontos, foi algo perdulária na hora da finalização.

Concavada e Vilarregense proporcionaram excelente espectáculo de futebol.

O jogo iniciou-se debaixo de chuva intensa, mas até o S. Pedro deu tréguas para poder colaborar no encharcado Campo de Jogos José dos Santos Ruivo. Num desafio disputado a um ritmo intenso desde o apito inicial de Paulo Costa, os protagonistas empregaram-se a fundo, apesar do estado do terreno, com muita lama e poças de água. Cedo se percebeu que estávamos perante duas equipas que iram vender cara a derrota e que são – de facto – dois sérios candidatos a seguir em frente para a fase final da Série 1.

Ao minuto 14, Berry responde da melhor forma a um pontapé de canto e faz o primeiro para os locais.

O conjunto local, mais esclarecido nos seus ataques, ia construindo jogadas atrás de jogada com o Vilarregense a espreitar o contra ataque e a aproveitar para subir no terreno também com grande perigo. O golo poderia cair para qualquer dos lados logo nos instantes iniciais. Foi mais feliz a Concavada à passagem do minuto 14 com Berry a responder a um pontapé de canto do lado direito do seu ataque. A bola iria entrar diretamente na baliza, mas, caprichosamente, um lago de água travou o esférico em cima da linha de golo. Um homem de azul, no entanto, conseguiu ainda tocar a bola para o fundo das redes, antes que um jogador vilarregense afastasse o perigo. Feito o tento inaugural, podia pensar-se que o ritmo iria refrear.

A equipa de Vila de Rei deu boa réplica, principalmente no primeiro tempo.

Mas foi o contrário, com o Vilarregense a reagir da melhor forma e a igualar a partida, apenas 4 minutos depois. Albertino Leal subiu no terreno e respondeu da melhor forma a um cruzamento largo, de cabeça, conseguindo assinar um belo golo.

O festival de bom futebol continuou com os homens da casa a voltarem à carga e bastaram mais três minutos para se colocarem novamente em vantagem. Edgar Soares consegue rececionar um cruzamento bombeado do meio terreno e, com uma ligeira rotação do tronco (os vilarregenses ficaram a queixar-se que tinha sido com a mão) desvia o esférico de André Ventura e coloca a sua equipa a vencer por 2-1, apenas com 21 minutos de jogo.

Edgar Soares faz o segundo da sua equipa e o primeiro da sua conta pessoal.

Por esta hora a chuva já tinha deixado de cair e a correria frenética dos atletas não baixava de intensidade. O Vilarregense foi, de novo, em busca do empate e, após remate de longe e bem direcionado, é Valência que “aproveita” para brilhar.

Em sentido oposto, os pupilos de Bruno Alves procuravam ampliar a vantagem de modo a irem mais descansados para o intervalo. Mas foi mesmo a equipa de Vila de Rei que empatou a contenda mesmo em cima do minuto 40, por intermédio do seu treinados/jogador. Joca respondeu de cabeça, e como mandam as regras, a um cruzamento do lado esquerdo do seu ataque. No alto dos seus quase dois metros quase que nem precisou tirar as chuteiras do chão, bastando-lhe dizer “sim” à bola, encostado ao segundo poste, e depois de boa desmarcação que deixou a defensiva da Concavada descompensada.

A primeira metade da partida terminaria poucos segundos depois com o público a aplaudir as duas formações, agradecendo o excelente espectáculo proporcionado até então.

A segunda parte já não foi tão intensa e as oportunidades de golo foram mais raras.

A segunda parte já não foi tão intensa e as oportunidades de golo foram mais raras com a Concavada a tentar controlar o jogo, procurando mais vezes o ataque do que os Vilarregenses. O técnico local procedeu a algumas alterações e ajustes no seu xadrez o que acabou por condicionar a estratégia dos visitantes. A Concavada ia fechando os sectores com entreajudas bastante solidárias não dando veleidades ao adversário.

Depois de um excelente trabalho de Daniel Vieira, Edgar Soares só teve que confirmar o terceiro da Concavada.

O embate ficou resolvido a meio do segundo tempo quando realmente a Concavada já merecia outro resultado. Com poucos minutos em campo, Daniel Vieira descobriu uma abertura no lado direito do seu flanco de ataque, levanta a cabeça e, vendo o guardião adversário um pouco longe dos postes desfere um remate que só não deu golo direto porque – uma vez mais – a água acumulada junto à baliza travou a bola. Mas estava lá Edgar Soares que chegou mais rápido que o central e confirmou o tento (o seu segundo na partida) e dando justiça no marcador.

Até final a Concavada controlava o jogo com o Vilarregense já com poucas forças para reagir.

Até final ambos os conjuntos procuraram outro resultado, mas sem resultados práticos com a Concavada a fechar as suas portas e o Vilarregense impotente para dar a volta à situação, pese embora a boa réplica que ofereceu.

De referir que em campo estiveram três grandes equipas com boa atitude, entrega e bastante fairplay numa jornada desportiva que foi o símbolo máximo daquilo que deve ser um jogo de futebol. Ou seja, nota máxima para Concavada, Vilarregense e para a tripla de arbitragem chefiada por Paulo Neves.

Nota máxima para Concavada, Vilarregense e para a tripla de arbitragem chefiada por Paulo Neves.

FICHA DO JOGO

C. D. R. CONCAVADA:

Valência, Luís Carlos, João Cartaxo, Paulo Edgar, Júlio, Rúben, Berry, Cláudio Rodrigues (cap.), Pedro Alves, Edgar Soares e Fábio Gomes.

Suplentes: Luís Santos, Nuno Coxinho, Anderson, Paulo Lopes, Sérgio Taxo, Daniel Vieira e David Mata.

Treinador: Bruno Alves.

Formação inicial da Concavada.

VILARREGENSE F. C.:

André Ventura, Albertino Leal, Márcio Azevedo, Hugo Louro, Pedro Dias, Rui Duque (cap.), Álvaro Gomes, Paulo César, Joca, André Santos e André Luís.

Suplente: Tiago Santos, Fábio Massa, Hugo Domingos, João Silva, André Alves e Fábio Vinagre.

Treinador: Joca.

Onze titular da equipa que viajou de Vila de Rei.

GOLOS:
Berry e Edgar Soares (2) (Concavada); Albertino Leal e “Joca” (Vilarregense).

Paulo Costa, André Cristóvão e Tiago Miné com Capitães de Equipas.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Paulo Costa, André Cristóvão e Tiago Miné.

Antes do início da partida foi prestado um minuto de silêncio em memória de um antigo colaborador do Clube Desportivo e Recreativo de Concavada, recentemente falecido.

Nas entrevistas rápidas em exclusivo ao mediotejo.net, os dois técnicos estiveram de acordo, com Bruno Alves a lamentar-se da falta de eficácia da sua equipa face às oportunidades que criam em todos os jogos, e Joca a reconhecer humildemente, que apesar do jogo intenso de ambas as equipas, o adversário foi mais forte e mereceu a vitória:

Bruno Alves, treinador Concavada.

 

Joca, treinador/jogador do Vilarregense.

Na próxima jornada, que se realiza dia 25 de novembro, a Concavada volta a jogar no seu reduto com a sempre difícil equipa de Mouriscas, que também espreita a qualificação direta, enquanto que o Vilarregense se desloca à casa do Bairrense, num embate com grau de dificuldade elevado.

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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