Casais de Revelhos e Vilarregense proporcionaram jogo agradável em domingo quente. Foto: mediotejo.net

S. R. P. CASAIS de REVELHOS 1 – VILARREGENSE F. C. 2

Série 2 – 1/2 Final

Campo de Jogos de Casais de Revelhos / 28-04-2019

Jogo de tudo ou nada entre Casais de Revelhos e Vilarregense numa meia final da série 2 da Liga Inatel que definiria a equipa que assegurava um lugar na disputa do troféu. Um encontro com muito público e que se previa aberto com ambos os conjuntos a quererem vencer para marcar presença na grande final de domingo, dia 5 de maio, precisamente no estádio Municipal de Vila de Rei.

Casais de Revelhos e Vilarregense discutiram acesso à final da Série 2 do Inatel de Santarém, época 2018/2019.

Início de jogo electrizante com ambas as formações a poderem marcar logo nos primeiros instantes pelos seus capitães, o que só não aconteceu por manifesta falta de pontaria e algum (des)mérito.

Primeiro a turma de Vila de Rei, logo no primeiro lance da partida com Rui Duque a obrigar Tiago Rapazote a ter que se aplicar na sua primeira grande defesa da tarde. No lance seguinte, é Mauro Santos que, isolado na cara de Diogo Dias, não consegue corresponder da melhor forma a um cruzamento telecomandado de Flávio Amorim.

Ainda cabeceia mas de forma deficiente com a bola a passar pouco por cima do travessão da baliza forasteira.

Início de jogo electrizante com ambas as formações a poderem marcar logo nos primeiros instantes.

Estava dado o mote para um jogo que se previa aberto com ambos os conjuntos a querem vencer para marcar presença na grande final de domingo, dia 5 de maio, precisamente no estádio Municipal de Vila de Rei.

Era o jogo do tudo ou nada e o mesmo estava repartido, com predominância para os vilarregenses, uma vez que se mostravam um pouco mais consistentes no seu meio campo aproveitando alguma “moleza” dos locais nas abordagens às segundas bolas.

Ambos os conjuntos deram tudo do primeiro ao último minuto.

Contudo, são os locais que se adiantam no marcador à passagem do minuto 22, com Fábio Massa a ser infeliz e a introduzir a bola na sua própria baliza quando pretendia fazer um corte para canto após jogada perigosa dos Casais de Revelhos. A tendência do jogo podia “cair” para qualquer dos lados e acabou por ser mais feliz a equipa da casa que, dessa forma, se adiantava no marcador.

A tendência do jogo podia “cair” para qualquer dos lados e acabou por ser mais feliz a equipa da casa que, dessa forma, se adiantava no marcador.

Mas a resposta não demorou e o Vilarregense empatava dois minutos depois por Álvaro Gomes a culminar uma boa iniciativa conjunta da equipa que viajara da vila que assinala o centro geodésico de Portugal.

Era, uma vez mais, a prova de que o desafio estava aberto e que os dois conjuntos não queriam ficar pelo caminho. Ao minuto 26, beneficiando de um pontapé de livre directo após mão na bola de Flávio Amorim, a centímetros do limite da sua área, Álvaro Gomes desperdiça com o seu remate a esbarrar na barreira defensiva dos locais, perdendo-se a jogada por aí.

Ao golo de Casais de Revelhos, responderam de pronto os homens de Vila de rei, conseguindo o empate no lance seguinte.

Até final do primeiro tempo, os dois conjuntos procuravam espaços para progredir no terreno e, sobre o apito final do primeiro tempo, é novamente o capitão Mauro Santos a desperdiçar uma soberana ocasião para os locais poderem ir para o descanso em vantagem.

Isolado, e apenas com Tiago Rapazote pela frente, cabeceia para a baliza com o esférico a embater com estrondo no travessão da baliza dos vilarregenses. Gorava-se a iniciativa e a oportunidade dos locais se adiantarem no marcador num lance que poderia ter feito toda a diferença no que ao desenrolar do resto do jogo diz respeito.

Paulo Neves e seus pares davam por terminado o primeiro tempo com as equipas empatadas a uma bola, reflexo do equilíbrio verificado dentro das quatro linhas. Afinal de contas, estava em causa o acesso à Final da Série 2 deste campeonato e uma derrota ditaria o adeus à competição.

A segunda metade do jogo foi ligeiramente diferente, com os homens de Vila de Rei a surgirem mais “atrevidos”.

A segunda metade do jogo foi ligeiramente diferente, com os homens de Vila de Rei a surgirem mais afoitos e o resultado disso foi a marcação do seu segundo tento aos três minutos depois do reatamento da partida.

Após uma primeira iniciativa individual de Albernido Soares, que a defesa local conseguiu suster, à segunda tentativa o jovem atleta conseguiu mesmo fugir à marcação de três atletas do Casais de Revelhos e, à saída de Tiago Rapazote, aplica um “chapéu” com a medida certa e a bola só parou no fundo das redes.

Bonito golo do jogador que deu “água pela barba” aos locais durante quase todo o jogo.

O jovem Albernido Soares foi um autêntico quebra-cabeças para os homens da casa.

A equipa de Casais de Revelhos “acusou” este segundo golo sofrido e, displicente no seu meio campo, ia dando azo a que o Vilarregense se fosse apoderando com perigo da sua baliza. Tiago Rapazote, com um punhado de boas defesas, evitava males maiores para a equipa de Nelson Matos que se via com problemas, pois no banco de suplentes não tinha grandes opções para tentar inverter o rumo dos acontecimentos.

A meio do segundo tempo pediu-se grande penalidade dentro da área da equipa de Casais de Revelhos mas a jogada continuou. Na sequência do lance, os forasteiros mantiveram a posse de bola e Albernido Soares acabaria por falhar um daqueles golos “cantados”.

Estava “endiabrado” o jovem atleta vilarrengense e aos 22 minutos do segundo tempo, desperdiça nova oportunidade. Na baliza dos Casais, Tiago Rapazote ia brilhando com uma fabulosa defesa à passagem da meia hora, após potente remate de Paulo Luís.

Aos 35 minutos, é Márcio Azevedo a colocar à prova os dotes do guardião local que ia segurando o resultado. Os Casais ainda estavam vivos no jogo e sentiam que poderiam tirar mais alguma coisa da partida.

Os muitos adeptos que viajaram de Vila de Rei, iam fazendo a festa.

O técnico de Vila de Rei “parecia” estar satisfeito com o resultado e foi mexendo no banco, refrescando os seus sectores mais recuados, o que permitiu aos locais subirem um pouco mais as linhas.

Mas só em período de descontos é que conseguem chegar mais perto da baliza contrária, através de lances de bola parada, mas sem conseguirem empatar a partida.

Paulo Neves dava a partida por terminada com o apuramento do Vilarregense para a final do próximo domingo, após vitória “suada”, mas através de um resultado que se ajusta já que foi a equipa que mais quis vencer, principalmente no segundo tempo. A equipa de Casais de Revelhos teve grandes dificuldades no controlo de bola a meio campo, onde perdiam muitos duelos, com destaque evidente para Albernido Soares, um autêntico “quebra-cabeças” para os homens da casa.

Partida com uma arbitragem que nem se deu por ela a não ser pela estreia de equipamento (no mínimo) original.

Vitória final do Vilarregense que acabou por ser justificada pelo seu maior querer.

FICHA DO JOGO

S. R. P. CASAIS DE REVELHOS:

Tiago Rapazote, Afonso Nunes, Miguel Lopes, João Mourato, João Sousa, Rúben Nunes, João Batista, André Leitão, Bruno Tomás, Flávio Amorim e Mauro Santos (cap.).

Suplentes: Sérgio Salgueiro, Filipe Belchior, Daniel Santos, Pedro Marques, Duarte Nunes, Ricardo Lopes e Tiago Batista.

Treinador: Nelson Matos.

Formação inicial da equipa de Casais de Revelhos.

VILARREGENSE F. C.:

Diogo Dias, Fábio Massa, André Luís, Fábio Francisco, Albernido Soares, Rui Duque (cap.), Paulo Luís, Márcio Azevedo, Fábio Domingos, Álvaro Gomes e Luís Bernardo.

Suplentes: Hugo Domingos, André Santos, Tiago Santos, André Ventura, Fábio António, André Alves e Eduardo Araújo.

Treinador: Albertino Leal “Joca”.

Onze inicial do Vilarregense.

GOLOS:
Fábio Massa (ag) (Casais de Revelhos); Álvaro Gomes e Albernido Soares (Vilarregense).

O agradecimento final à sua claque (foto facebook do Vilarregense F. C.)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Paulo Neves, Tiago Vicente e António Antunes.

Capitães de ambas as equipas e trio de arbitragem de onde se destaca a originalidade do equipamento usado em estreia.

Nas entrevistas rápidas e em exclusivo ao mediotejo.net, os dois técnicos abordaram o jogo, com natural satisfação de “Joca” e com Nelson Matos a lamentar-se da falta de eficácia da equipa da casa:

Albertino Leal “Joca”, técnico do Vilarregense.

 

Treinador de Casais de Revelhos, Nelson Matos.

Aproveitando a presença de Ricardo Aires, presidente da Câmara de Vila de Rei, não quisemos deixar de registar a sua satisfação de ter a equipa na Final que se vai disputar no seu Estádio Municipal:

Ricardo Aires, Presidente do Município de Vila de Rei, local onde se disputam as finais distritais, já no próximo domingo, 5 de Maio.

 

No final, o Vilarregense fez a festa junto dos seus adeptos.

José Belém

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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