SPORT ABRANTES E BENFICA 1 – ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE 1
Campeonato Distrital da AFS – 1ªDivisão – 4ª jornada (jogo em atraso).
Campo Nº1 do Estádio Municipal de Abrantes.
23-12-2020
Numa hora pouco habitual, 20 horas e 30 minutos, de quarta feira, dia 23 de dezembro, o renovado relvado do Estádio Municipal de Abrantes iluminou-se para se disputar a partida em atraso da 4ª jornada, adiada pela presença de casos de Covid na equipa de Alcanena.

Com a torre de telecomunicações da Cidade de Abrantes iluminada e o frio próprio desta quadra, foi em ar natalício que se iniciou a partida. Ambos os conjuntos vinham de resultados pouco abonatórios. O Benfica abrantino empatou em casa com o Entroncamento no passado domingo, enquanto à mesma hora o Alcanenense perdia em Mação por 3-0.

O técnico benfiquista, Paulo Seninho, viu o jogo longe do seu banco por questões disciplinares e não terá gostado do que viu. Os últimos resultados intranquilizaram a equipa. Com algumas ausências de peso no onze, houve ensejo de ver em ação jovens promissores como o guarda redes Canais ou Rodrigo Carraceno.
A equipa de Pedro Gil, recheada de jovens com valor, tem nos veteranos Faia e Peu o contraponto.
Com jogadores velozes na frente de ataque, a equipa visitante tentou surpreender e a primeira intervenção coube a Canais, a defender um remate de António Sanca ainda o relógio marcava o primeiro minuto da partida.

A equipa da casa parecia algo desatenta e os visitantes iam assentando o seu jogo e construindo situações embaraçosas para o extremo reduto abrantino. À passagem do quinto minuto valeu a atenção do capitão Toni a “desfazer” um perigoso cruzamento vindo do lado direito do ataque alcanenense.
Logo após este lance, o desafortunado Inocent foi obrigado a abandonar o jogo, por lesão, dando o lugar a Djau. Aos nove minutos surgiu a esperada reação dos da casa. João Marchão, de pé quente, com um forte remate deu a Francisco Esteves motivo para valorosa defesa.

O minuto 13 poderia ter sido fatídico para as aspirações dos “encarnados”. Um penalti descortinado por Rúben Pinheiro, chefe da equipa de arbitragem, levou Celso para a marca dos onze metros e com a pontaria bem afinada enviou o esférico à base do poste esquerdo da baliza de Canais.
O nulo mantinha-se e a equipa da casa começou a “entrar” no jogo” equilibrando o tempo de posse de bola e dividindo os lances de perigo.

Aos 18 minutos um livre batido para o “coração” da área dos visitantes sofreu um desvio de cabeça e passou muito perto da baliza de Esteves. Na resposta, uma rápida transição obrigou o guarda redes das “águias”, Canais, a ter de sair da sua área e antecipar-se, evitando males maiores.
Aos 21 minutos, Marchão arrancou um centro remate muito perigoso para Francisco Esteves. Por via das dúvidas, optou por, com uma “sapatada”, enviar o esférico pela linha lateral.

Aos 26 minuto Sanca aprontava-se para ficar isolado mas o auxiliar do lado do peão invalidou o lance provocando um coro de protestos do banco dos visitantes. Na resposta Damas resiste à pressão dos adversários, foi até à zona de tiro mas o remate saiu ao lado mas muito perto da baliza.
Aos 28 minutos um bom cruzamento do lado direito do ataque abrantino proporcionou uma cabeçada de Manuel Vitor que a defensiva afastou para uma zona onde estava Marchão que encheu o pé e atirou ao lado.

Já com meia hora de jogo e com o jogo num impasse, o Benfica de Abrantes ganhou um canto e Diogo Mateus com forte cabeçada poderia ter “desatado o nó”. A defensiva cedeu novo canto e foi o central Faia a “arrumar a casa”.
Já com o intervalo no horizonte, depois dum quarto de hora menos bem jogado, com muito equilíbrio a meio campo e sem situações de perigo junto das balizas, o Alcanenense ganhou um canto que os abrantinos afastaram. A segunda bola apanhou os defesas na viagem gorando-se a oportunidade. Pouco depois Rúben Pinheiro mandava toda a gente para o descanso.

O nulo registado ao intervalo, ainda que justo, não podia agradar a ninguém e para o segundo tempo havia a curiosidade de saber o que poderiam as equipas fazer para pender o resultado para o seu lado.
Com as equipas com figurinos idênticos, o segundo tempo teve a primeira grande oportunidade foi aos 50 minutos quando João Marchão testou a segurança de Francisco Esteves com um forte pontapé do “meio da rua”.
O guarda redes defendeu para canto que, batido para a entrada da área, lhe permitiu mais duas defesas de elevado grau de dificuldade.

Aos 55 minutos Um cruzamento muito bem medido permitiu o remate de Rafa para um defesa enorme de Esteves.
Logo a seguir foi Diogo Barrocas a testar a meia distância com resposta positiva do guarda redes. No lance seguinte, o banco da equipa da casa reclamou grande penalidade. O remate, na área do Alcanenense, apanhou, a curta distância, um defensor visitante na cabeça. Decidiu bem o árbitro da partida.
À passagem do quarto de hora um livre, favorável ao Atlético, levou perigo à baliza de Canais. A velocidade viria a ser a grande arma dos forasteiros.
Uma “cavalgada” pelo lado direito culminou com uma assistência para António Sanca encostar para golo.

O Atlético Alcanenense passava para a liderança aos 64 minutos, no melhor período da equipa do Benfica de Abrantes que acusou o golo e voltou a “cair” no jogo. Não parecia possível, nem física (jogaram no domingo e o relvado estava muito pesado), nem animicamente que os pupilos de Seninho conseguissem inverter a tendência do jogo.
Mas no futebol até “ao lavar dos cestos é vindima” e é um desporto fértil em surpresas.
Logo após o golo, no reatamento, Miguel Seninho disparou forte para nova intervenção de Esteves, a revelar segurança.

Foi preciso esperar pelos 80 minutos para ver a bola rondar uma das balizas. Canais aplicou-se para agarrar o esférico num perigoso cruzamento. O árbitro entendeu que o guarda redes foi tocado na zona de proteção e anulou o lance.
A faltarem seis minutos para o tempo regulamentar Marchão assistiu João Marques, entrado há pouco tempo, mas este permitiu o corte. Na resposta, um rápido contra ataque do Alcanenense apanhou Sanca em boa posição na área mas um pouco atrasado. A bola perdeu-se pela linha de fundo.

Mesmo em cima dos 90 minutos, Marchão, que tanto rematou sem sucesso, tentou uma vez mais.
Desta vez a bola rematada de muito longe não deu a Esteves a mínima hipótese de defesa.
Com um grande golo de Marchão o Benfica abrantino empatava a partida, minimizando os estragos de mais um resultado negativo no seu reduto.

O árbitro concedeu quatro minutos de compensação.
Tempo ainda para Seninho “fazer” todo o lado esquerdo e servir Marchão na área. O remate deu para Esteves fazer mais um brilharete.
Com o tempo esgotado um livre favorável ao Alcanenense “morreu” na barreira naquele que foi o último lance do encontro.

Foi um jogo interessante, nem sempre bem jogado mas intenso. O empate afigura-se como o resultado acertado atendendo à produção de ambas as equipas.
No final do jogo, o guarda redes do Abrantes e Benfica foi expulso por palavras dirigidas ao árbitro. Canais e Joel, os dois guarda-redes estão assim castigados e não poderão dar o seu contributo à equipa no próximo desafio.
Com este ponto conquistado, o Sport Abrantes e Benfica segue no 2º lugar da tabela classificativa, com 20 pontos, a quatro pontos do líder Coruchense, equipa que vai defrontar no próximo domingo. O Alcanenense, com 15 pontos, segue no 6º lugar da tabela.
A equipa de arbitragem, chefiada por Rúben Pinheiro, sofreu queixas das duas equipas mas foi globalmente acertada. Sem influência no resultado terá de ser considerada positiva.

Ficha do jogo:
SPORT ABRANTES E BENFICA:
Ricardo Canais, Miguel Catarino, Toni, Manuel Vitor, Rodrigo Carraceno, Diogo Mateus, Diogo Barrocas (Marcos Patrício), Miguel Seninho, Rafa (João Marques), João Marchão e Damas (Fábio Rodrigues).
Suplentes não utilizados: Elisbão, Diogo Rocha, Cardoso e Guilherme Bispo).
Treinador: Paulo Seninho.

ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE:
Francisco Esteves, Salgueiro (Sentieiro), Abulai Sanhá, Peu, Faia, Adilson, Ben Adamou (Baldé), António Sanca (Eduardo), Inocent (Djau), Romero e Celso.
Suplentes não utilizados: Coutinho, João Afonso e Rodrigo.
Treinador: Pedro Gil.

GOLOS:
João Marchão (Abrantes) e António Sanca (Alcanenense).
EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Rúben Pinheiro, Tiago Carvalho e Afonso Silva.

No final fomos escutar ambos os treinadores:


*Com David Belém Pereira (multimédia).
