O derby ribatejano de futebol feminino terminou empatado a uma bola, com o resultado final a ser construído ainda na 1.ª parte. O golo do Salvaterrense foi obtido através de um autogolo marcado pela jogadora Deo e o golo da equipa da Casa do Povo do Pego foi obtido pela atleta Verónica. Com este resultado a equipa do Pego manteve a 6.ª posição, com 19 pontos entre 10 equipas, ao passo que o Salvaterrense está em 5.º lugar com 21 pontos. A equipa do Pego fará o seu último jogo deste campeonato no domingo, dia 26 de março, em Rossio ao Sul do Tejo, frente ao Meirinhas da AF Leiria.

Com este resultado a equipa do Pego manteve a 6.ª posição com 19 pontos entre 10 equipas, já o Salvaterrense está em 5.º lugar com 21 pontos. Foto: Paulo Delfino Cruz/Nélia Peixe

Ficha de Jogo:

Complexo Desportivo de Marinhais, Campo n,º 1

Assistência cerca de 80 espetadores

Árbitro: Vanessa Gomes da A. F. Lisboa

Salvaterrense

Daniela Graça (Gr), Sara Freitas, Mafalda Lobato, Verónica Nogueira, Raquel Mendes, Mariana Franco, Márcia Graça, Cláudia Leocádio, Tânia Rebelo (Cap.), Anabela Coelho e Márcia Caseiro.

Suplentes: nada a registar.

Treinador: Sérgio Mendes

Casa Povo do Pego:

Ana Grácio (Gr), Deo, Marisa, Filipa Canana, Daniela, Cátia (Cap.), Inês Cadete, Francisca, Verónica, Andreia e Érica.

Suplentes utilizadas: aos 56′ Renata por Francisca, aos 76′ Sara Cruz por Érica e aos 83”Filipa Mendes por  Verónica que saiu lesionada.

Não Utilizadas: Maria Carolina (Gr) Vanda Trincheiras e Inês Gaudêncio.

Treinadores: Hermínio Rosado/Marco Cadete

Treinador Adjunto: Bruno Miguel

Treinador G.Redes: Carlos Marcão (Kaka)

Resumo do Jogo

Jogo bem disputado desde o apito inicial, com muita luta e entrega das jogadoras pela conquista das jogadas no miolo do terreno de jogo, e sem grande jogadas de perigo por ambas as partes. O primeiro remate a uma baliza surgiu por volta dos 13′ com a atleta de Salvaterra, Márcia Caseiro, a rematar para defesa segura de Ana Grácio (CP Pego).

Aos 14′ surge o 1-0, por Deo, que fez autogolo. A equipa de Salvaterra ganhava ascendente na partida e numa insistência do seu lado direito, Tânia Rebelo cruza para a área e ao segundo poste a atleta do Pego, Deo, ao tentar desviar a bola, esta acaba no fundo da sua baliza.

Aberto o marcador, tentou reagir a equipa do Pego mas sem criar grandes laces de perigo para a baliza adversária, sendo que, aos 22′, Márcia Caseiro podia ampliar a vantagem do Salvaterrense. Márcia apareceu isolada na área pegacha mas acabou por rematar à figura de Ana Grácio.

A partir dos 25′ a equipa do Pego começa a subir as suas linhas, domina o meio campo e toma conta do jogo, surgindo nesse período, aos 31′, o golo do empate da equipa que viajou do concelho de Abrantes, por intermédio de Verónica Delgado.

Jogada de insistência pelo ataque do Pego, Andreia surge pela meia direita sozinha, faz um cruzamento para a área onde aparece a jogadora Verónica que, perante a guarda-redes do Salvaterra, remata para o seu lado contrário enganando a mesma.

Aos 37′ as atletas do Pego podiam ter uma oportunidade soberana para completar a reviravolta no marcador, num lance que nos pareceu de grande penalidade por mão na bola da atleta do Salvaterra, dentro da sua área. A árbitro assim não entendeu e porfiavam as mulheres do Pego na busca do golo da vitória.

Aos 43′, Cátia surge isolada do lado esquerdo do seu ataque e desperdiça uma excelente oportunidade para a equipa do Pego, rematando à figura da guarda-redes da equipa adversária. Chega o intervalo e, com ele, o empate a 1-1.

Na segunda parte pensámos que, como a equipa do Pego tinha acabado o primeiro tempo a cair em cima da equipa de Salvaterra (equipa que atuou sem suplentes), que pudesse superiorizar-se no jogo, mas tal não aconteceu.

As mudanças tácticas que foram operadas durante a 2.ª parte e as substituições realizadas, baralharam ainda mais a equipa, o que fez com que o Salvaterrense criasse mais perigo à baliza de Ana Grácio e a equipa do Pego não tivesse feito um único remate à baliza adversária.

A troca de Francisca por Renata, fez com o jogo não chegasse ao ataque e depois , com a saída de Érica por Sara, os intentos de marcar por parte do Pego reduziram-se substancialmente.

Foi mesmo o Salvaterrense mais perigoso, com remates de Márcia Caseiro, aos 60′, e de Tânia Rebelo, aos 76′, e ainda com duas excelentes intervenções de Ana Grácio aos 80′, a um remate de Mafalda Lobato de livre direto, e de Raquel Mendes, aos 88′, após a marcação de um canto.

Pelo meio houve a mostragem de amarelos a:

62′ Inês Cadete (CP Pego), após derrube a uma adversária à entrada da área.

69′ Marisa Rodrigues (CP Pego) também por derrube a uma adversária à entrada da área.

80′ Anabela Coelho (Salvaterrense) por entrada mais dura sobre Andreia.

90′ Tânia Rebelo (Salvaterrense) por entrada por trás sobre Marisa, que cobria a bola e a jogadora de Salvaterra tem uma entrada por trás, que podia ter-lhe custado o cartão vermelho, pois tratou-se praticamente de uma agressão.

A equipa de arbitragem liderada por Verónica Gomes mostrou-se fraca, principalmente pela própria, pois ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do CP Pego, ajuizou os lances mais difíceis sempre a favor da equipa da casa e a amostragem de cartões não foi uniforme. Entendemos ainda que ficou por mostrar o cartão vermelho à jogadora de Salvaterra por entrada por trás a Marisa, do Pego.

Com este resultado a equipa do Pego manteve a 6.ª posição com 19 pontos entre 10 equipas, já o Salvaterrense está em 5.º lugar com 21 pontos.

A equipa do Pego fará o seu último jogo deste campeonato no último domingo de mês, dia 26 de março, em Rossio ao Sul do Tejo, frente ao Meirinhas, da AF Leiria.

Fotos: Paulo Delfino Cruz/Nélia Peixe

Nasceu a 14 de junho de 1972 em Faro, ganhando desde tenra idade o gosto pelo futebol, uma vez que a sua casa era mesmo em frente ao estádio de São Luís, onde treinou desde os 9 anos com os profissionais do futebol, antes de ir para a escola da Penha. Mudou-se em 1981 para Concavada, Abrantes, devido às suas raízes paternas, mantendo sempre o gosto pelo futebol, jogando e tendo também sido diretor e treinador da equipa local. Foi também em Vale das Mós, jogador, treinador e dirigente. O gosto pelo desporto está e esteve sempre nas suas raízes pelo que esta colaboração constitui-se como complemento para desanuviar da sua atividade profissional, administrativo hospitalar. O gosto pela escrita informativa surgiu após divulgação do desporto feminino local num blogue, não esperando chegar tão longe e a tantas pessoas, nos quatros cantos do mundo.

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