A International Football Association Board (IFAB), organismo responsável pela regulamentação das leis do futebol e que reúne duas por vezes por ano, prepara-se para propor um conjunto de alterações no sentido de aumentar o tempo útil de jogo e assim promover-se o futebol espectáculo, sem que as equipas recorram aos habituais expedientes de queimar tempo com as consequências negativas que daí advêm, em particular para os “consumidores” do produto futebol.
Esta reflexão foi iniciada no passado mês de novembro, no encontro realizado em Glasgow, na Escócia, e parece ter merecido o acolhimento da generalidade dos membros do IFAB, sendo sua intenção que as ditas alterações/sugestões possam vir a ser implementadas já a partir da época 2019/2020.
Assim e de forma a tornar mais célere o processo das substituições dos jogadores, o IFAB sugere que os jogadores rendidos deixem o rectângulo de jogo na linha que o limita da qual se encontrem mais próximos, evitando-se, como acontece na maioria dos casos, que os ditos jogadores atravessem a totalidade do campo para abandonarem o mesmo, perdendo-se uma enormidade de tempo.
Por outro lado e contrariamente ao que acontece actualmente, em que aos vários agentes desportivos inscritos nos bancos de suplentes ou suplementar, exceptuando os jogadores, não é exibido o cartão amarelo, no caso de advertência, ou vermelho, se for expulsão, a proposta é que passe a acontecer. Ou seja, ao invés da admoesteção verbal que agora é feita e que muitas vezes não é perceptível aos espectadores, aos referidos agentes desportivos (técnicos, dirigentes, médicos, massagistas ou outros) passará a ser mostrado o respetivo cartão.
Outra medida que certamente irá permitir um desenrolar de jogo mais fluído, diz respeito ao facto de, na marcação de um pontapé de baliza, deixar de ser obrigatório que a bola transponha a linha de grande área, o que, quando agora não sucede, implica a repetição da execução do mesmo.
Em aberto está ainda a possibilidade de, no caso da bola tocar no árbitro e entrar na baliza, ser realizada bola ao solo, bem como a paragem do cronómetro nas perdas de tempo intencionais. Para além destas, foi também levantada a possibilidade de na marcação de grandes penalidades, não vir a ser permitida a recarga, quando a bola bate na trave ou barra da baliza ou quando o guarda-redes defende o primeiro remate, procedendo-se de imediato a anulação do lance.
Mais polémica parece ser a questão relacionada com o termo “deliberadamente”, sendo que o IFAB pretende eliminar esta palavra dos regulamentos no que se refere a mãos na bola. Actualmente os regulamentos estabelecem a marcação de uma falta ou grande penalidade nos casos em que o jogador toca com a mão/braço deliberadamente na bola. O que se pretende agora é alterar este termo para “posição natural” ou não do braço do jogador no momento em que toca na bola. E é aqui pode ser gerada alguma polémica, dado que um jogador pode chutar propositadamente a bola contra a mão/braço de um adversário, sem que este o tenha na dita “posição natural”.
Resta agora aguardar pelo novo encontro que terá lugar no próximo mês de Março, para sabermos se as ditas sugestões/alterações entrarão mesmo em vigor na época seguinte.
