19 de dezembro de 2015, 15 horas, Abrantes
Campeonato Distrital da 1ª Divisão de Seniores da Associação de Futebol de Santarém
União Desportiva Abrantina 1 – Clube Desportivo Amiense 3
No Estádio Municipal de Abrantes jogava-se uma partida importante nas contas da manutenção. A União Abrantina que nas últimas 4 jornadas tinha somado 8 pontos, fruto de duas vitórias e dois empates, e que tinha passado a linha de água, recebia um, também moralizado, Amiense que tinha perdido em casa a meio da semana com o líder Fátima, mas que nas duas jornadas anteriores tinha empatado em casa com a União de Almeirim e ganho em Fazendas de Almeirim.
O jogo começa equilibrado e com as duas equipas a querem perceber o que o adversário trazia para a partida. O primeiro sinal de perigo sai da cabeça de Salu, a rondar os dez minutos, que correspondendo a um livre de Diogo Rosado, envia a bola à trave da baliza de Amiais de Baixo.

Foi a única coisa de realce que o médio abrantino fez, pois aos dezassete minutos, teve que ser substituído devido a problemas musculares na sua coxa esquerda. Para o seu lugar entrou Picão e esta substituição obrigou a um redesenhar do onze de Abrantes. Seninho passou para o flanco direito, Picão foi para a esquerda e João Rui, que até ai jogava na ala direita, foi para o centro. Ganhou velocidade o ataque abrantino mas perdeu poder de choque e capacidade de luta no zona onde o jogo se estava a decidir, o meio campo. Dois minutos após a alteração na equipa da casa, surge o primeiro golo. Cruzamento para área de Abrantes, Jimmy e Benny a olhar para a bola, batem ombro com ombro e desse choque o jogador encarnado cai na área, ajuizando Gonçalo Freire como lance faltoso, apontando para a marca de grande penalidade. Dos onze metros, Ricardo Rei não falhou fazendo o 1-0.

Daí para a frente a Amiense, passou a jogar mais em contra-ataque, com um futebol que passava quase sempre pelo seu capitão, Hugo Pereira, que ou abria nas alas ou colocava na referência Vindima. Os abrantinos iam tendo mais posse de bola, procuravam entrar no bloco amiense, mas quer numa balizar, quer noutra os lances de perigo eminente não apareceram, atingindo-se o intervalo com o resultado favorável aos comandados de Rui Pedro Gaivoto.
Na segunda parte, a toada manteve-se. Rui Gaivoto e Renato Dias mexem nos onzes. João Alves entra para o lugar de Benni, no Amiense e nos abrantinos saía João Rui e entrava João Martins. O Amiense refrescava e metia velocidade, ao passo que a Abrantina metia mais músculo e posse de bola no meio. No entanto é o Amiense que chega ao golo, dois minutos após estas substituições, decorria o minuto 54. A equipa de Abrantes balanceada no ataque é apanhada em contra-pé e João Alves, fresquinho, corre mais de 30 metros e só com Chico pela frente faz o 2-0. Animicamente os abrantinos vão abaixo, mas os homens de Amiais, fruto de estarem a fazer o terceiro jogo numa semana, dão o que se chama o “estouro” e permitem uma boa reação caseira. A partir do 2-0 praticamente só deu Abrantina, procurando o Amiense em bolas diretas ou despejadas da sua defesa criar perigo por Vindima. Aos 63 minutos aparece o 2-1, bola cruzada para a área de Amiais, e no meio da muita confusão, a bola tocada por Diogo Rosado bate num defesa e toma a trajetória do fundo da baliza do Amiense.

Com os homens do Amiense em nítidas dificuldades físicas e com o tónico do golo para os de Abrantes esperava-se o sufoco final. Não veio a acontecer, a União Abrantina continuo a mandar no jogo, mas sem ser sufocante, foi mais perigosa mas não foi avassaladora. Renato Dias como lhe competia, aos 32 minutos, joga o tudo por tudo, Tira o defesa Cartaxo, passa a jogar com três defesas e coloca Bruno Moita. Ainda a equipa se tentava ajustar a esta alteração táctica, novamente dois minutos depois da substituição, o Amiense mata o jogo, fazendo o 3-1. A defensiva abrantina não consegue tirar a bola da sua zona de perigo, dá uma segunda bola ao Amiense, e Vindima com um remate colocado faz o golo.
Até final, alguns lances de perigo, a maior parte deles na área do Amiense, fruto de cantos ou livres, mas que o ataque abrantino não conseguia resolver a contento.
Resultado justo, talvez por números exagerados, que premeia a garra e a entrega dos homens de Amiais, que mostraram um coração enorme, perante uma União Abrantina que a jogar em casa, e num jogo que não sendo uma final era importante para as contas da manutenção, teria que fazer mais do que fez.
Destaque na UDA para Toni, Diogo Rosado e Seninho, no Amiense destacamos Ricardo Rei, Hugo Pereira e Vindima.
O trio de arbitragem sai de Abrantes com nota negativa. O lance do penalti deixa-nos dúvidas, alguns lances de fora de jogo parecem-nos mal tirados (em prejuízo dos dois conjuntos) e acima de tudo falhou no aspecto disciplinar, em especial quando perdoou em dois lances, quase consecutivos, o segundo amarelo a Pedro Lista. O central do Amiense só saiu de jogo porque o seu treinador vendo o que se estava a passar, prevenindo-se de mal maiores, retirou-o de campo.
Ficha de jogo:
Estádio Municipal de Abrantes
Árbitros: Gonçalo Freire, Pedro Freire e Vasco Pinto

UD Abrantina
Chico, Jimmy, China, Toni, Cartaxo (Bruno Moita), Salu (Picão), Diogo Rosado, Barrocas, Seninho, Hélio e João Rui (João Martins)
Suplentes: André Pereira, Romero, Bexiga, Manuel Vitor, Bruno Moita, João Martins e Picão
Treinador: Renato Dias

CD Amiense
Chico, Luís Duarte (Gonçalo Crespo), Pedro Lista (Parreira), Fojo, Dani, Carapito, Nuno Tiago, Hugo Pereira, Benny (João Alves), Vindima e Ricardo Rei
Suplentes: Castelão, Parreira, Gonçalo Crespo, João Alves, Diogo Queirós, Miguel Mateus e Francisco
Treinado: Rui Pedro Gaivoto

Marcadores: Auto-golo; Ricardo Rei, João Alves e Vindima
A opinião dos treinadores:
Renato Dias (Abrantina)

Rui Pedro Gaivoto (Amiense)

A arbitragem gerou grande indignação nas hostes abrantinas, que foi bem expressa Director Desportivo da UD Abrantina, Paulo Fernando “Seninho”.

