Caxarias vence em Alferrarede ao cair do pano. Foto: mediotejo.net

Alferrarede, 05 de Março de 2017, 15 horas

Campeonato Distrital de Futebol de 11 da 2ª Divisão (Associação de Futebol de Santarém)

Série A – 17ª jornada

C.D.R. de Alferrarede 1 – C.C.D. de Caxarias 2

Entrada das três equipas em jogo no campo CUF. Foto: mediotejo.net

Só a falta de sorte do Alferrarede não justifica a derrota: a muita juventude do plantel e uma equipa de arbitragem de “bradar aos céus” fez o resto.

Até começaram melhor os comandados de Nuno Mateus que entraram em campo a mandar no jogo com vinte minutos de bom futebol onde os homens de Caxarias apenas “cheiravam” a bola. As oportunidades dos da “casa”, bem aproveitadas, poderiam ter deixado a equipa mais tranquila, podendo vir a encarar o embate com outra serenidade, mas, de todo o caudal ofensivo, onde beneficiaram de alguns pontapés de canto e livres directos, apenas por uma vez fizeram o gosto ao pé, neste caso, à cabeça.

Foi por intermédio de Nuno Henrique que, à passagem do oitavo minuto de jogo, respondendo bem a um lançamento de linha lateral que mais parecia um canto, apareceu solto, dentro da área e não perdoou, inaugurando o marcador. E a equipa fabril parecia querer mais, pois continuou na busca do segundo tento o que acabou por não acontecer e ser-lhe fatal.

Golo de Nuno Henrique – Alferrarede – foto: Virgílio Loureiro

O que aconteceu sim, foi o caso (mais grave) do jogo, decorriam 28 minutos desde o apito inicial de Rúben Pinheiro que começava, por esta hora, a manchar o seu trabalho com a (des)ajuda dos seus auxiliares sempre muito “distraídos”. Numa das raras ofensivas do Caxarias, um dos seus atacantes é rasteirado fora da área, transformando a equipa de arbitragem um livre directo (perigoso, sem dúvida) numa grande penalidade que só eles viram. Armou-se um “sururu” tal que a partida esteve interrompida cerca de oito minutos até que o castigo máximo fosse apontado.

Confusão antes da marcação do penalti. foto: mediotejo.net

Afonso, (que agarrara a bola imediatamente após a falta) não desperdiçou esta “oferenda divina” e empatou para o Caxarias. O mais caricato que fica desta situação toda é que, quem deu o aviso de penalty para o seu chefe de equipa foi o auxiliar que está distante da jogada uns bons 50 metros (ou mais) do lance que nem Rúben Pinheiro – bem posicionado – nem o auxiliar que acompanhava o ataque visitante vislumbraram. No meio de tanta confusão foram mostradas algumas cartolinas amarelas que o repórter teve dificuldade em contabilizar.

Naturalmente que os “verde-brancos” acusaram o golo sofrido e toda a situação gerada e, a partir desse momento, e até final da primeira parte, foi o conjunto que viajou do concelho de Ourém que assumiu as despesas do jogo, aproveitando para encostar o adversário às cordas, manifestando dificuldade em sair daquele espartilho. Ainda assim, numa das poucas vezes que o conseguiu, o Alferrarede ainda assustou o guardião Filipe, do Caxarias que teve que se aplicar para negar o segundo dos locais.

Chegou (finalmente) o intervalo para sossego nas cabeças dos jovens jogadores locais… e do público que, apesar de pouco numeroso, foi sempre muito ruidoso quer no apoio à sua equipa quer na contestação ao trio de arbitragem que viajou de Rio Maior.

A segunda metade começou quase como a primeira, pese embora o maior equilibrio evidenciado pelos visitantes. Mais jogado e mastigado a meio campo foram poucas as oportunidades que qualquer das equipas dispôs para desfazer a (justa) igualdade no marcador.

Até que, quando já nada o fazia prevêr, surge um elemento de seu nome Afonso (lembram-se dele, o do penalty, o mesmo que não largou a bola desde o momento da falta até à sua concretização, dizendo que ela era só sua)? Aproveitando um providencial alívio da sua defesa que estava a ser assediada pelos locais, e ainda dentro do seu meio campo, colou o esférico no pé direito e foi por aí fora, driblando uma a um, todos os adversário que encontrava pelo caminho até que, chegada a hora certa, no bico esquerdo da área contrária – ainda fora dela – rematou em arco, mais em jeito do que em força, desfeiteando André Grosso que, ligeiramente adiantado, apenas se deu conta da redonda a entrar na sua baliza “onde o mocho faz o ninho” que é como quem diz, mesmo no cruzamento onde o poste direito se cola com o travessão.

Afonso, o homem do jogo, entre os centrais do Alferrarede. Foto: mediotejo.net

Decorria o derradeiro minuto de jogo e no minuto seguinte, o mesmo Afonso e novamente através do mesmo movimento ofensivo quase fazia o terceiro só que, desta vez, optando por um remate cruzado e rasteiro a bola não entrou, passando a milímetros do poste direito do guardião dos “Dragões”.

Golo de penalti de Afonso – Caxarias – foto: Virgílio Loureiro

Os quatro minutos dados de compensação pelo árbitro, foram de assédio local à baliza do Caxarias numa derradeira tentativa de voltar à igualdade, mas os forasteiros iam defendendo o resultado que lhes estava favorável tendo mesmo conseguido o seu objectivo, amealhando três preciosos pontos que os coloca, agora, no quinto posto da tabela com 26 pontos, apenas a cinco dos segundos classificados, Ferreira do Zêzere e Atalaiense, e apenas a um do Rio Maior.

Na próxima jornada (que será a última) o Caxarias recebe o Ferreira do Zêzere podendo, em caso de vitória, aproveitar para subir mais um lugar na classificação geral, beneficiando da “folga” do Rio Maior.

A formação de Alferrarede, comandada por Nuno Mateus, que nesta partida fez alinhar sete jogadores com idade de juniores (alguns de primeiro ano), mantém a penúltima posição, visitando o Tramagal (“lanterna vermelha”) na derradeira jornada da prova.

Em relação ao trio de arbitragem não há muito mais a comentar. Arbitragem fraca para uma partida em que os jogadores não apresentaram complicações.

Ficha do jogo

Campo “CUF” de Alferrarede

Árbitro: Rúben Pinheiro

Árbitros Assistentes: João Calouro e Pedro Fonseca

C.D.R. de Alferrarede

André Grosso, João Condeixa (cap.), Fábio Gomes (Tiago Alexandre), Luís Loureiro (Bruno Miguel), Pedro Alves (André Filipe), Loureiro, Pedro Barralé, Ricardo Jorge, Ricardo Damas, Nuno Henrique, Flávio Ramalhoso (David Nata) e Nuno Miguel (Douglas Mendes)

Suplentes: Renato Manuel, André Filipe, Bruno Miguel, Filipe Alexandre, Douglas Mendes, Tiago Alexandre e David Nata

Treinador: Nuno Mateus

C.C.D. de Caxarias

 Filipe, Micael, Luís, Dany, Afonso, Lima (Daniel), Edgar (Fábio), Natividade (Cipriano), Rafael (Zé Miguel), Pedro Santos e Faustino

Suplentes: Leandro, Daniel, Fábio, Pedro Fernandes, Cipriano, Zé Miguel e Pedro Franco

Treinador: Marco Marques

DISCIPLINA:

Cartões Amarelos:

C.D.R. de Alferrarede: Nuno Miguel (28’); (*)

(*) no meio da confusão gerada após o assinalar da grande penalidade não foi possível descortinar quais os jogadores castigados disciplinarmente

C.C.D. de Caxarias: Edgar (58’) e Afonso (63’)

Marcadores:

C.D.R. de Alferrarede: Nuno Henrique (8’)

C.C.D. de Caxarias: Afonso (28’ g.p.; 90’)

 

José Belém

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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