Num autêntico bailado à chuva a sorte sorriu aos encarnados.

CASA DO POVO DO PEGO 0 – SPORT ABRANTES E BENFICA 1
Campeonato Distrital da 1ª Divisão da AFS – 10ª jornada
Campo de Jogos do Pego – Pego – 17-11-2019

Tarde de bastante chuva e com Cristiano Ronaldo e seus pares a jogarem no Luxemburgo com transmissão na TV na busca do caminho para o Euro 2020, podia prever-se que muita gente “fugisse” do Campo de Jogos do Pego para mais um (sempre apetecível) dérbi concelhio, mas a “casa” esteve composta com apoiantes das duas equipas e puxarem pelos seus ídolos.

Jogo muito morno numa tarde fria e bastante molhada.

Com o jogo a desenrolar-se muito no miolo do terreno, onde a equipa do Pego não dava grandes veleidades aos abrantinos para explorarem a velocidade dos seus atacantes, eliminando de imediato qualquer tentativa, foi necessário esperar mais de meia hora para que se conseguisse apontar uma jogada de algum perigo e para os locais.

Apesar do mau tempo, o Campo de Jogos do Pego apresentou-se com bastante público.

A toda a linha, o esférico rolou com rapidez entre os homens mais adiantados, contudo o último passe saiu demasiado longo e a tentativa dos pegachos de alvejar a baliza de Joel Dias ficou-se por aí.

Aos 40 minutos, Hélio Ocante não aproveitou um pequeno deslize do guarda redes João Rosa que facilitou e que quase deixava a bola à mercê do seu adversário. E por aqui ficava a história do primeiro tempo, com Hugo Silva a indicar o caminho dos balneários para o descanso e habituais palestras do técnicos que tinham que corrigir alguma coisa para a segunda metade.

No primeiro tempo de jogo, o meio campo pegacho não dei grandes veleidades aos abrantinos.

O terreno estava difícil e os jogadores tinham alguma dificuldade em progredir e explorar o seu jogo habitual. Foi tido esse facto em conta, e os segundos 45 minutos foram de melhor qualidade, principalmente para os atletas do Sport Abrantes e Benfica que se mostraram um pouco mais “atrevidos”, aproveitando a sobrecarga de livres diretos que o Pego se via obrigado a fazer, de modo a travar as investidas encarnadas.

Duarte Basílio era o marcador de serviço, mas também ele não se mostrava inspirado nem os colegas que chegavam sempre tarde aos seu cruzamentos para a pequena área, em busca de algum desvio que nunca apareceu.

O terreno estava difícil e os jogadores tinham alguma dificuldade em progredir e explorar o seu jogo habitual.

Um dos momentos do jogo surgiu ao minuto 61 numa sequência de remates de Hélio Ocante e Marcos Patrício, mas João Rosa mostrou-se à altura dos acontecimentos e, mesmo sendo remates “à queima”, conseguiu fazer a parada em todos eles, para desespero dos atacantes do Abrantes e Benfica.

Os homens do Pego raramente conseguiam subir no terreno, excepção feita aos minutos 22 e 32, primeiro com Flávio Calado que podia ter feito melhor apenas com Joel Dias na sua frente como obstáculo, e depois por Pedro Rosado que, na sequência de um pontapé de canto, atirou muito por cima do travessão da baliza abrantina.

Os homens do Pego raramente conseguiam subir no terreno.

E terminavam por aqui as forças dos pegachos. Aproveitando esse facto, o SAB puxou do galões e instalou-se no meio terreno adversário, acabando por dispor de algumas situações em que poderia criar muito mais perigo junto do último reduto pegacho, mas as forças físicas e anímicas também já não eram as melhores.

Porém, ao minuto 81, novamente Duarte Basílio é chamado à marcação de novo pontapé livre a castigar falta sobre Diogo Barrocas. A execução é primorosa, mas Toni ao segundo poste falha por muito pouco a emenda com o guardião pegacho desenquadrado do lance.

Duarte Basílio mostrou-se empre bastante activo, principalmente na cobrança de bolas paradas.

Gorou-se uma grande oportunidade para o Abrantes e Benfica se adiantar no marcador, o que viria a acontecer já em período de compensação dado por Hugo Silva e quando já (quase) ninguém esperava que o resultado se alterasse.

Com a equipa da Casa do Povo do Pego a defender com onze e com o Sport Abrantes e Benfica a atacar com dez (apenas Joel Dias permaneceu no seu posto), o esférico rola de atleta em atleta até que, quase sobre a linha e em ponto de mira, Pedro Damas não se fez rogado e, aos 90+4 minutos, selou o resultado final, para desespero de uns e felicidade de outros.

Celebração do único tento do jogo, apontado por Pedro Damas.

As celebrações foram de tal modo efusivas que acabaram por gerar alguns desentendimentos entre atletas e dirigentes de ambos os clubes, obrigando o trio de arbitragem a intervir a mostrar algumas cartolinas vermelhas de modo a serenar os ânimos que continuavam exaltados.

A bola ainda foi ao centro do terreno, mas segundos depois o jogo era dado por terminado. Dizer que o árbitro Hugo Silva e seus pares, apesar de alguma contestação, estiveram bem, intervindo quando foi necessário até porque o jogo foi rijo mas não teve entradas mal intencionadas, exceção feita ao momento após à obtenção do golo dos encarnados de Abrantes. Nota positiva para Hugo Silva, Francisco Pereira e Pedro Sousa.

O Abrantes e Benfica mantém o 3º lugar na classificação e o estatuto de equipa revelação da época, ao passo que o Pego mostrou ter argumentos para ocupar lugares mais condizentes com a valia do seu plantel.

Não foi um grande jogo de futebol, mas a entrega do atletas foi total.

FICHA DO JOGO:

CASA DO POVO DO PEGO:
João Rosa (cap.), Gil e Gil, Diogo Rosado, Pavlov Cruz, Pedro Rosado, Willian Flores, Ronaldo Ca, Ermis Tavares, Flávio Calado, Bernardo Barreiros e Weslei Silva.
Suplentes: Diogo Pascoal, Fábio Santos, Tiago Marchante, David Pascoal, André Batista, Pedro Alves e Vitor Lúcio.
Treinador: Nuno Bernardo.

Casa do Povo do Pego.

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel Dias, Miguel Catarino, Toni (cap.), Duarte Basílio, Diogo Rocha, Diogo Mateus, Diogo Barrocas, Rui Sousa, José Pedro, Hélio Ocante e Marcos Patrício.
Suplentes: Canais, Witsel, Pedro Damas, Manuel Victor, Rodrigo Carraceno, João Macieira e Will Intumbi.
Treinador: Paulo “Séninho”

Sport Abrantes e Benfica.

GOLOS: Pedro Damas (SAB).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Hugo Silva, Francisco Pereira e Pedro Sousa.

Árbitros e capitães escolhem campo antes do início da partida.

No final ouvimos os treinadores das duas equipas:

Nuno Bernardo, novo técnico da equipa da Casa do Povo do Pego.

 

Treinador do Sport Abrantes e Benfica. Paulo “Séninho”.

*Com David Belém Pereira (fotos e áudio).

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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