Alcanenense soube conservar a vantagem.

SPORT ABRANTES E BENFICA 0 – ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE 1
Campeonato Distrital da AFS – 1ªDivisão – 11ªjornada
Estádio Municipal de Abrantes
28-11-2021

Depois da derrota tangencial em Mação, O Benfica de Abrantes parecia, apesar das contrariedades, ter-se reconciliado com os bons resultados. Depois do empate em casa com o Samora Correia foi a Fazendas de Almeirim vencer e conquistar três preciosos pontos. O Alcanenense, depois de um ciclo de três derrotas consecutivas, encetou uma espetacular recuperação na tabela e chegou ao Municipal abrantino vindo de quatro jornadas sem perder, vencendo duas partidas.

Com Nuno Mata no banco e Paulo Séninho a ver o jogo à distância devido a suspensão, os “encarnados” apresentaram vários jogadores ausentes por lesão ou castigo. A equipa liderada por José Torcato, por sua vez, apresentou uma mescla de veterania com muita juventude. No banco sentaram-se sete jovens com idade de júnior!

Nuno Mata conduziu o jogo no banco dos abrantinos.

Assim que Adriano Sousa apitou para o início da partida, a equipa da casa quis tomar a iniciativa do jogo mas com cautelas, desconfiando da velocidade dos jovens de Alcanena.

Aos cinco minutos, o abrantino Miguel Catarino, como é seu hábito, subiu pela ala direita e cruzou para Bruno Gonçalves que não segurou e a bola perdeu-se pela linha de fundo.

Marchão esteve muito em jogo na partida.

O jogo começou em toada de equilíbrio, com posse repartida e poucas ocasiões de golo.
Os duelos desenrolavam-se longe das balizas, sobre o meio campo. Ainda assim, João Marchão, aparecendo em ambos os corredores, ia pondo à prova a solidez defensiva dos visitantes.

Aos sete minuto assistiu, a partir do flanco direito Bruno Gonçalves, que chegou um pouco tarde à bola. Aos nove minutos, o Alcanenense ganhou um canto e Pedro Bondo foi à área da equipa da casa subir mais alto que toda a gente e, de cabeça, abrir o ativo.

Visitantes celebraram logo aos nove minutos.

Este golo madrugador dos visitantes fez vacilar as “águias” e logo na reposição o Alcanenense ganhou o esférico e numa rápida transição chegou à área com M´Buli a rematar forte, embatendo o esférico num defesa. Pediu-se mão na bola mas Adriano Sousa não teve esse entendimento e mandou jogar.

Responderam os donos da casa aos 14 minutos através dum remate cruzado do incansável Marchão. A bola saiu a rasar o segundo poste com o guarda redes Coutinho batido. Dois minutos depois o Abrantes sofreu nova contrariedade. Pedro Gonçalves, lesionado, deu o lugar a Francisco Pereira.

A perder, os “encarnados”, fizeram pela vida.

Os abrantinos corriam atrás do prejuízo e o Alcanenense remetia-se a uma porfiada defesa, guardando a preciosa e escassa vantagem. Aos 19 minutos, Bruno Gonçalves trocou posicionalmente com Marchão e surgiu do lado direito, junto à linha de fundo, a solicitar Marchão na área, que chegou um tudo nada atrasado.

Com os “amarelos” a defenderem com bastante acerto, os da casa tinham dificuldade de progressão e à passagem da meia hora Francisco Pereira testou a meia distância. O remate saiu forte mas não encontrou a baliza de Coutinho.

Duelo aéreo no meio campo.

Só “dava” Benfica… aos 32 minutos um livre batido na zona central do campo permitiu ao capitão dos abrantinos, Toni, a cabeçada para fora.

Cinco minutos depois, novo livre, por falta dura sobre Marchão, em cima da linha de fundo. Na conversão Rui Sousa colocou na área, permitindo a cabeçada de Manuel Vitor, sem sucesso.

Pouco depois Marchão, a deambular pelo terreno oferecendo dificuldades de marcação, surgiu na esquerda a cruzar para remate de João Reis na passada. Bruno Gonçalves ainda tentou a emenda de cabeça mas chegou tarde.

Faltou eficácia atacante aos donos da casa.

Já perto do descanso, aos 42 minutos, Damas com uma trivela descobriu Marchão na área. A defensiva visitante foi lesta a afastar. Entretanto Peu ficou caído e com queixas musculares, sendo prontamente assistido pelo massagista do Benfica de Abrantes, Luís Séninho, num bonito gesto de “fair play”. Saiu para dar lugar a Mamadu Baldé.

Em cima do tempo regulamentar, Catarino subiu pela ala direita, sofreu falta que o árbitro não sancionou, permitindo o contra golpe. Apesar de desposicionada, a defensiva da casa resolveu a contento.

Ainda houve tempo para Marchão assistir Francisco Pereira que, dentro da área, permitiu a defesa por instinto a Coutinho. Ao cair do pano o Abrantes por pouco não igualava…

Peu, lesionado, foi assistido pelo massagista do Abrantes.

Com os abrantinos a regressarem ao relvado com a legítima sensação de injustiça no marcador, era de esperar para o segundo tempo um forte assédio à baliza de Coutinho. Na verdade, pelo desempenho na primeira parte, a equipa da casa merecia outro resultado.

O Alcanenense até reentrou melhor na partida mas o Abrantes depressa equilibrou mesmo sem criar grandes oportunidades. Um livre, aos 54 minutos, para a equipa da casa testou a atenção da defensiva visitante.

Minutos depois, no outro lado do campo, um livre quase permitia a Faia a cabeçada vitoriosa. Foi por muito pouco…

Os abrantinos entraram decididos a inverter a tendência do marcador.

O jogo estava “vivo” e interessante de seguir. Com os abrantinos balanceados no ataque, os homens que viajaram de Alcanena espreitavam o contra golpe.

À hora de jogo Rui Sousa cruzou para Damas que rematou por cima dos ferros da baliza.
Rui Sousa era agora o “motor” que alimentava o ataque dos “encarnados” pelo lado esquerdo. Aos 65 minutos, com um centro remate, criou dificuldades a Coutinho que agarrou nas alturas.

O Alcanenense só respondeu quando se jogava à 69 minuto através dum perigoso livre frontal, perto da área. M´Buli rematou contra a barreira.

Alcanenense só incomodou João Rosa através de livres.

Aos 71 minutos foi a vez da equipa de Abrantes beneficiar de um livre, descaído pelo lado esquerdo. Rui Sousa colocou na área, o guarda redes socou para a zona de tiro e Marchão não se fez rogado. Rematou forte mas por cima.

No minuto seguinte o nigeriano Innocent tentou surpreender um tranquilo João Rosa mas o remate saiu sem direção. Com o aproximar do final da partida, o Abrantes e Benfica começou a dar sinais de alguma fragilidade física e psicológica e os visitante sacudiram a pressão, começando a aparecer em zonas mais subidas do terreno.

Aos 75 minutos, Sentieiro cruzou do lado direito para a cabeça de Dárcio Santos que disparou ao lado. Pouco depois, o mesmo Sentieiro voltou a cruzar com boa conta obrigando João Rosa a arrojar-se no solo, evitando males maiores.

Perto do final o Alcanenense equilibrou a contenda.

Os últimos minutos iam ser penosos mas os atletas não regatearam esforços. Aos 78 minutos, João Marchão encetou um “raid” à área contrária, driblando os adversários que lhe saíram ao caminho até descobrir Bruno Gonçalves em boa posição. Endossou-lhe o esférico mas a defensiva chegou primeiro.

No minuto seguinte, um livre para os da casa obrigou Coutinho a defesa atenta. Aos 84 minutos Rui Sousa, na transformação dum livre, serviu Francisco Salgueiro no segundo poste. Rematou por cima.

Os abrantinos atacavam com todas as armas que dispunham e Damas, a três minutos do tempo regulamentar, rematou ao lado.

Coutinho esteve à altura dos acontecimentos.

O juiz da partida concedeu quatro minutos de compensação e logo de seguida, num lance aéreo na área alcanenense, Faia fica caído enquanto Francisco Salgueiro rematou ao lado.

Já com Faia recuperado, o Abrantes ganhou uma falta a meio campo e Rui Sousa colocou na área onde a defesa tirou para, na segunda vaga, Salgueiro rematar ao lado.

Já para lá do tempo de compensação, Innocent fez falta sobre Diogo Esteves e a defensiva visitante cedeu canto. Com toda a gente na área, incluindo o guarda redes João Rosa, do canto nada resultou, dando o árbitro o jogo como finalizado.

Abrantinos só se podem queixar de si mesmos.

Boa partida de futebol. Os benfiquistas de Abrantes, pelo labor e postura, mereciam um resultado positivo. Pecaram na finalização. Os pupilos de José Torcato marcaram cedo e souberam conservar a preciosa vantagem, deixando uma boa imagem, alcançando o quinto jogo sem conhecerem o sabor da derrota.

Estão agora no sétimo posto, recebendo o vizinho Amiense na próxima jornada. Os abrantinos viram-se ultrapassados pelo Mação e ocupam agora a quarta posição, deslocando-se a Rio Maior na 12ª jornada. Arbitragem sem problemas e sem influência no resultado.

Arbitragem sem problemas.

Ficha do Jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
João Rosa, Miguel Catarino, Toni, Pedro Gonçalves (Francisco Pereira, depois Diogo Esteves), Rui Sousa, Pedro Damas, Manuel Vítor, Francisco Salgueiro, Bruno Gonçalves (Elísio Mendes) João Marchão e João Reis.
Suplentes não utilizados: Ricardo Canais, Diogo Rocha e Pedro Lopes.
Treinador: Paulo Séninho.

Sport Abrantes e Benfica.

ATLÉTICO CLUBE ALCANENENSE:
José Coutinho, Bertier, Peu (Mamadu Baldé), Filipe Faia, Abulai Sanha, Innocent Ejifor, Francisco Salgueiro, Pedro Bondo, Tomás Sentieiro (Joaquim Serrano), M´Buli Nhaga e Dárcio Santos (Francisco Branco.
Suplentes não utilizados: Fábio Martins, Miguel Bernardino, Isaac Rodrigues e Eduardo Stanziola.
Treinador: José Torcato.

Atlético Clube Alcanenense.

GOLO:
Pedro Bondo (Alcanenense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Adriano Sousa, João Fonseca e Afonso Silva.

Equipa de Arbitragem: Adriano Sousa, João Fonseca e Afonso Silva com os capitães.

No final fomos falar com os técnicos de ambas as equipas:

PAULO SÉNINHO (Abrantes)

Paulo Seninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica. Foto: mediotejo.net

 

José Torcato, treinador do Alcanenense. Foto: mediotejo.net

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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