Alcanena, 25 de Setembro de 2016, 15 horas
Taça de Portugal – 2ª Eliminatória
Atlético Clube Alcanenense 1 – Grupo Desportivo de Sendim 1
(4-2 após prolongamento)
Crónica por Francisco Henriques
O Alcanenense recebia em sua casa, o Grupo Desportivo de Sendim, uma equipa dos distritais de Bragança e que tinha sido repescada da 1ª eliminatória, onde tinha perdido por 8-1 frente à Oliveirense.
Equipa do Distrital e goleada na primeira eliminatória, foi talvez a mistura mais que suficiente para que os jogadores auri-negros entrassem relaxados em excesso, tornando o jogo mais equilibrado que o esperado, complicando em muito a sua vida.
Apesar de ser sempre superior e jogar grande parte do tempo no meio-campo adversário, a equipa do Alcanenense revelou-se uma equipa apática, lenta e a demorar a reagir. Chegou ao golo aos 43 minutos por Patrick. Cruzamento de Bruno Santos da esquerda, o guarda-redes defende para a frente e Patrick na recarga atira a contar. Ai pensou-se que com o golo e com o intervalo à porta, altura em que seriam acordados pelo seu treinador no balneário e viriam com outra atitude para a segunda parte, a equipa da casa tivesse uns segundos quarenta e cinco minutos mais tranquilos. Puro engano.
A toada manteve-se e apesar da guarda-redes de Sendim ir-se contando como o melhor em campo, os alcanenenses não conseguiram desatar o nó em que estavam enredados. Foram mesmo os visitantes a empatar a partida por Grilo (recarga a defesa de Francisco) para espanto da assistência no Estádio Municipal de Alcanena. Continuou o ataque da casa a porfiar mas o tempo foi-se arrastando e até ao apito final para o tempo regulamentar o marcador não sofreu alteração.
No prolongamento o teimoso empate ia-se mantendo, até que no último minuto da primeira parte do prolongamento, 104 minutos jogados, cheirou a escândalo. Golo do Sendim. Terminava a primeira parte do tempo extra com a equipa do Distrital de Bragança a vencer e atendendo ao que se tinha visto até ai, não seria em 15 minutos, que o Alcanenense ia fazer o que ainda não tinha mostrado vontade para fazer. Outro engano.
Por magia os auri-negros despertaram da letargia e fizeram três golos sem resposta. Primeiro foi Miguel Miguel a corresponder de cabeça da melhor forma a uma assistência de Luís Tavares. Seis minutos volvidos, foi o próprio Luís Tavares a concluir em velocidade uma jogada individual começada perto da divisória do meio-campo. Fechou a contagem Ragner, apontando um golo de canto directo, em que soube aproveitar a ajuda do vento.
Vitória do Alcanenense que não merece contestação, embora a exibição, por culpa própria, tenha sido alguns furos abaixo do que estamos habituados a ver à equipa da “Capital da Pele”.
O Alcanenense chega assim à terceira eliminatória da Taça de Portugal, aguardando agora, que na “rifa” lhe saia um dos grandes do futebol português.
Ficha do jogo
Estádio Municipal Joaquim Maria Batista
Árbitro: João Pinto (AF Lisboa)
Árbitros Assistentes: Bruno Cunha e Pedro Malheiro
AC Alcanenense
Francisco, Simão Moreno (Miguel Miguel), Sandro, Merih, Bruno Santos, Faia (Léo Rosário), Patrick, Elton, Luís Tavares, Ragner e Bruno Ferreira (Eddy)
Treinador: José Torcato
GD Sendim
Latas, Rui Preto, Mário, Nélio, Vitor, Hélio, Pin (Beto), Branco, Pedro Martins (Miacel), Grilo, Ricardo (Fininho)
Treinador: Eurico Martins
Cartão amarelo: Bruno Ferreira, Miguel Miguel, Sandro e Léo Rosário ; Rui Preto, Nélio e Vitor
Marcadores: Patrick (43′), Miguel Miguel (109′), Luís Tavares (115′) e Ragner (119′) ; Grilo (57′) e Branco (104′)
A opinião do treinador:
José Torcato (Alcanenense)

