Vitória justa do Abrantes e Benfica.

SPORT ABRANTES E BENFICA 2 – CLUBE ATLÉTICO OURIENSE 0
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 13ª jornada
Estádio Municipal de Abrantes – 22-12-2021

A hora tardia, o vento frio que costuma soprar em Abrantes e os últimos resultados menos conseguidos afastaram os adeptos do Estádio Municipal e as bancadas apresentavam-se despidas para a partida em atraso da 13ª jornada, realizado na noite de quarta-feira.

Os abrantinos somavam por derrotas as últimas três partidas caindo na classificação. O seu adversário não estava melhor e os jogos adiados de ambos os emblemas obrigavam a somar pontos sob pena de colocar em causa a classificação final. Na equipa da casa saúda-se alguns regressos após lesão e nos visitantes saltava à vista a presença de muita juventude no onze inicial.

Municipal de Abrantes com ar natalício.

A partida iniciou-se com um canto a beneficiar os da casa logo na primeira jogada. Miguel Vítor subiu mais alto que todos na área e cabeceou com êxito colocando o Benfica na frente do marcador muito cedo. Foi um tónico para a moral da equipa de Abrantes.

Abrantinos celebraram logo no início do jogo.

A perder precocemente, a equipa de Vítor Rodrigues tentou reagir mas os abrantinos não lhe deram muito espaço para se organizar. Aos seis minutos o Ouriense beneficiou de um livre descaído pelo lado esquerdo à entrada da área. Na cobrança o esférico embateu na barreira e a recarga de João Vieira saiu ao lado.

Cinco minutos volvidos o regressado Miguel Séninho ganhou metros na ala direita usando a sua velocidade e rematou cruzado tendo a bola passado muito perto do poste mais distante da baliza à guarda de Tiago Palaio.

Miguel Séninho com regresso em força.

Aos 13 minutos, na sequência duma reposição lateral, João Vieira não conseguiu incomodar João Rosa, rematando fraco e ao lado. À passagem do quarto de hora Mateus subiu à área contrária rematando da meia distância mas por cima da baliza do Ouriense.

Aos 21 minutos, com o jogo adormecido, sem grandes motivos de interesse, de novo Mateus tentou a sua sorte mas desta vez a bola parou nas luvas de Tiago Palaio.
O mesmo Mateus viria a ver a cartolina amarela aos 28 minutos por falta “cirúrgica” ao meio campo, impedindo o contra golpe do clube de Ourém.

Falta a meio campo valeu o amarelo a Mateus.

À meia hora Gabriel quis testar a sua meia distância e surpreender João Rosa. A bola passou longe da baliza. Pouco depois o guarda redes abrantino teve de sair, de forma destemida, a soco, de modo a anular um “venenoso” cruzamento dos visitantes.

Na resposta as “águias” executaram uma rápida transição coletiva, culminada com um remate de Barrocas por cima do travessão. O jogo continuava “morno” e nada fazia prever mexidas no marcador.

Só que aos 35 minutos os benfiquistas ganharam um canto, os visitantes não foram expeditos a afastar o esférico, e o capitão Toni aumentou a vantagem da equipa da casa.

Toni aumentou a expressão do marcador.

Nesta altura o Ouriense “eclipsou-se”. Os abrantinos pegaram no jogo e foram em busca de um resultado robusto. Aos 38 minutos um cruzamento tenso percorreu toda a área à guarda de Tiago Palaio sem que surgisse o desvio.

No minuto seguinte foi a vez de Barrocas rematar com perigo, valendo a atenção do guarda redes visitante. Com os abrantinos a carregarem, a exceção foi a iniciativa de Diogo Gameiro que, pressionado pelo seu marcador direto, rematou para fora.

Ouriense tentou reagir sem sucesso.

Com o tempo a esgotar-se no primeiro tempo, Marchão entrou na área pelo lado direito e a defensiva visitante cedeu canto. Na conversão, João Marchão rematou ao lado e Ana Rita Marques mandou os protagonistas para o descanso.

O resultado ao intervalo ajustava-se à produção das duas equipas. Foi um jogo monótono com escassos motivos de interesse. Apenas havia curiosidade em tentar perceber como o Ouriense iria tentar reduzir a expressão do marcador.

Abrantes justificava a vantagem no meio tempo.

No recomeço cedo se percebeu que a matriz do jogo se alterou um pouco. Os donos da casa continuavam cómodos no jogo, a marcar os tempos, mas os visitantes estavam mais atacantes, subiram linhas, expondo-se ao contra golpe.

Aos 49 minutos o Ouriense dispôs de boa ocasião para reduzir, de bola parada. Um livre em zona frontal permitiu ao capitão Dino assistir João Batista que surgia vindo de trás. A defesa dos abrantinos, atenta, resolveu a contento.

Foi preciso esperar pelo minuto 55 para se assistir à melhor jogada de ataque do Ouriense com excelente resposta dos donos da casa. Ao remate de Diogo Gameiro, já dentro da área, respondeu João Rosa com boa defesa, desviando o esférico sobre o travessão.

João Rosa garantiu a inviolabilidade da sua baliza.

Aos 58 minutos, na sequência da cobrança dum pontapé de canto, João Marchão rematou ao lado. Com uma hora jogada, em novo canto, Mateus cabeceou mas sem encontrar o alvo. As bolas paradas podiam ser uma opção para fazer mover o marcador que teimosamente estava “congelado” no 2-0.

Um livre, marcado muito rápido, apanhou a defensiva da casa desposicionada. Diogo Gameiro rematou contra um defesa ganhando um canto. Na cobrança a defensiva benfiquista afastou.

Aos 67 minutos houve “mosquitos por cordas” com troca de galhardetes juntos aos bancos. A juíza da partida, com espírito natalício, optou por não usar de competência disciplinar.

Apesar dos arrufos o jogo foi pautado pela correção.

Entretanto Damas entrou sobre um adversário de forma negligente e viu ser-lhe exibida a cartolina amarela. Aos 73 minutos Miguel Séninho executou um movimento que lhe é peculiar. Fez uma diagonal interior, enquadrou-se com a baliza e rematou forte. O esférico não passou longe.

Com o jogo a caminhar para o final, aos 81 minutos, Beko rematou de longe com o esférico a acabar por sair pela linha lateral! Três minutos depois Diogo Gameiro recebeu um passe longo e ficou em boa posição. O domínio da bola com a mão inviabilizou o lance.

Boa segunda parte do Ouriense.

Os abrantinos ainda introduziram o esférico na baliza de Tiago Palaio mas o auxiliar de Ana Rita Marques já havia assinalado a posição irregular ao ataque da casa.

Já nos descontos, uma falta a travar contra ataque dos ourienses valeu a amostragem do cartão amarelo a Manuel Vítor. Pouco depois o último apito de Ana Rita na partida deu por terminada a partida sem que se registasse alteração no resultado exibido ao intervalo.

Abrantes venceu com mérito.

Foi um jogo com um justo vencedor que fez dois golos em modo de “serviços mínimos” contra um Ouriense sem capacidade de resposta. Com este resultado os abrantinos aproximaram-se dos lugares cimeiros enquanto a equipa de Ourém já amealhou pontos suficientes para passar o Natal num posição relativamente tranquila na tabela.

Ambas as equipas ainda têm um jogo em atraso por realizar. Arbitragem tranquila da jovem equipa chefiada por Ana Rita Marques. Sem motivos para reparo soube conduzir o jogo dentro das leis do jogo exercendo a competência disciplinar com parcimónia. Valor seguro para o futuro…

Boa arbitragem de Ana Rita Marques.

Ficha do Jogo:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
João Rosa, Toni, Diogo Mateus, Rui Sousa, Diogo Barrocas, João Reis, João Marchão, Pedro Gonçalves, Pedro Damas, Miguel Séninho e Manuel Vítor.
Suplentes: Elisbão, Diogo Rocha, Hugo Costa, Diogo Esteves, Elísio Menezes e Francisco Salgueiro.
Treinador: Paulo Séninho.

Sport Abrantes e Benfica.

CLUBE ATLÉTICO OURIENSE:
Tiago Palaio, Zé Pereira, João Batista, Portugal, Frazão, Dino, João Vieira, Dylan, André Sousa, Diogo Gameiro e Gabriel.
Suplentes: Manuel Jorge, Luís Pedro, Diogo Henriques, Gonçalo Costa, Diogo Pereira, Beko e Daniel.
Treinador: Vítor Rodrigues.

Clube Atlético Ouriense.

GOLOS:
Manuel Vítor e Toni (Abrantes).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Ana Rita Marques, Ricardo Mendes e André Silva.

Equipa de Arbitragem: Ana Rita Marques, Ricardo Mendes e André Silva com os capitães.

No final fomos ouvir os técnicos de ambas as equipas:

PAULO SÉNINHO (Abrantes):

Paulo Séninho, treinador do Sport Abrantes e Benfica. Foto: mediotejo.net

VÍTOR RODRIGUES (Ouriense):

Vítor Rodrigues, treinador do Ouriense. Foto: arquivo mediotejo.net.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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