Apesar do empenho o jogo ficou abaixo da expectativa.

SPORT ABRANTES E BENFICA 1 – CLUBE ATLÉTICO RIACHENSE 0
Campeonato Distrital de Santarém- 2ª Divisão- Série A- 17ª jornada
Campo nº 1 do Complexo Desportivo Municipal
Abrantes
24-02-2019

Estádio Municipal de Abrantes.

O bonito Estádio de Abrantes, em tarde de sol e temperatura amena, aprontou-se para receber duas equipas no topo da Série A da divisão secundária. Com ambas as equipas já apuradas para a fase de subida e apuramento de campeão, a curiosidade residia no facto de saber se o Atlético Riachense teria argumentos para quebrar a invencibilidade ao Benfica de Abrantes.

Apesar de ter um difícil compromisso para a Taça do Ribatejo com o Coruchense, líder da divisão maior, a equipa de Paulo Seninho não poupou ninguém e apresentou o seu melhor onze. Paulo Costa foi obrigado a mexidas por indisponibilidade de alguns titulares habituais.

Riachense bem tentou acabar com a invencibilidade do Benfica de Abrantes.

Ainda assim foi a equipa que entrou melhor e aos quatro minutos, na sequência de um cruzamento bem medido, Daniel Pires enviou o esférico ao poste e foi encontrar o guarda redes Pascoal. Pediu-se golo mas a equipa de arbitragem mandou jogar. Lance de difícil análise. Ninguém ficou com uma ideia clara da justeza, ou não, da decisão.

O cronómetro marcava quatro minutos. Pouco depois, aos seis minutos, um pontapé de canto favorável à equipa da casa obrigou Rui Galrinho a aplicar-se e a afastar a bola com uma oportuna “sapatada”.

Assédio à baliza de Rui Galrinho.

Os “encarnados”, com muita mudança posicional entre os seus elementos mais atacantes, iam criando dificuldades no acerto nas marcações dos riachenses. Nas bolas paradas iam obrigando a um acréscimo de atenção da defensiva forasteira. Num canto, o remate de cabeça de Bexiga voltou a pôr à prova Rui Galrinho.

Reagiram os “alvi-negros” e aos 11 minutos, num livre de muito longe, obrigaram a defesa atenta de Pascoal. Após dez minutos de equilíbrio nova situação prometedora para os abrantinos. Em boa jogada de entendimento, Hélio Ocante ficou na cara do guarda redes de Riachos que corajosamente se lançou aos pés do atacante. A bola sobrou para Zé Pedro que, com um remate cruzado, fez o esférico passar muito perto da base do poste.

Zé Pedro (encoberto) quase marcava em remate cruzado.

O Riachense ia apresentando boa coesão defensiva, subindo em bloco quando na posse da bola, criando algumas dificuldades à equipa da casa. Na hora de decidir faltou discernimento e os lances iam-se gorando. As “águias” de Abrantes decidiram aproveitar as “costas” do adversário e Marcos Patrício isolou-se aos 26 minutos.

Na cara de Rui Galrinho tentou o chapéu mas as medidas não foram as certas. Passou por cima. Jogava-se muito sobre o meio campo, longe das balizas e nesta fase os guarda redes eram meros espectadores.

Até que aos 37 minutos um cruzamento milimétrico do lado direito do ataque abrantino encontrou Zé Pedro no “coração” da área solto de marcação. Não perdoou e colocou a sua equipa na frente do marcador.

Zé Pedro foi o marcador de serviço.

O Riachense acusou o golo e o Benfica de Abrantes descontraiu, passando o jogo a ter poucos motivos de interesse. Aguardava-se o intervalo que não demorou a chegar.
Resultado aceitável premiando a equipa que mais procurou o golo. O empate não escandalizaria.

Houve mais Abrantes no primeiro tempo.Empate não escandalizaria.

O técnico riachense Paulo Costa, sentindo que teria de fazer algo para inverter a história do jogo, lançou de uma assentada,após o reatamento, nada mais que três jogadores frescos. E o Atlético pareceu tomar conta do jogo nos primeiros momentos da segunda parte.
Logo aos 48 minutos Leandro isolou-se, fez passar o esférico por Pascoal que ainda conseguiu agarrar. Acabou por ser assinalada falta atacante pelo contacto na área de proteção do guarda redes.

Leandro foi dos mais esclarecidos do Riachense.

Após dez minutos com os visitantes a terem melhores iniciativas foi a vez do Benfica responder. Hélio Ocante ensaiou a meia distância, aos 58 minutos, para boa “parada” do veterano Galrinho. No minuto seguinte foi a vez de Bexiga se isolar e com o guarda redes pela frente disparou por cima. Aos 63 minutos, Hélio Ocante respondeu a um canto com uma cabeçada desenquadrada, por cima.

Hélio Ocante podia ter figurado nos marcadores do encontro.

Corria o minuto 66 quando Luís Alves arriscou o pontapé de longe que passou acima da trave da baliza de Pascoal. Em jeito de resposta, Bexiga apareceu de novo na área Riachense e de novo Galrinho esteve melhor. Aos 71 minutos os abrantinos beneficiaram de um pontapé de canto. Marcos Patrício “penteou” ao primeiro poste e Hélio Ocante falhou a emenda ao segundo.

Hélio Ocante sempre muito em jogo.

Os técnicos começaram a gerir o seu potencial humano e as alterações não acrescentaram valia ao jogo. Partido, com as equipas a darem espaços no meio campo, a solução era o futebol mais direto. Aos 72 minutos Rafa disparou por cima. Logo a seguir, Rui Sousa foi à esquerda do seu ataque arrancar um centro-remate que passou centímetros acima da trave. Aos 77 minutos Marcos Patrício ganhou na raça e na cara de Rui Galrinho permitiu o “carrinho” deste, antecipando-se. O árbitro decidiu a favor do guarda redes e marcou falta atacante.

Rui Sousa fez um jogo de bom nível.

Com o tempo de jogo a esgotar-se, aos 88 minutos o Atlético beneficiou de um livre direto que passou longe da baliza de Pascoal. Na resposta, Hélio Ocante, no centro da área, respondeu a um cruzamento da direita com um bonito pontapé acrobático que não passou longe. Foi o “canto do cisne” para ambos os conjuntos. Física e psicologicamente no limite as equipas deambularam até esgotar os três minutos de compensação dados por Hélder Carvalho.

Jogo abaixo do expectável com um vencedor justo. O Riachense deixou a promessa de uma boa campanha na próxima fase. Boa arbitragem.

Equipa de Abrantes somou mais uma vitória.

FICHA DO JOGO:

SPORT ABRANTES E BENFICA:
Pascoal, Miguel Catarino (Ricardo Amaral), Tony, Diogo Mateus (Rafa), Basílio, Diogo Rocha (Fábio Rodrigues), Bexiga, Rui Sousa, Zé Pedro (Diogo Barrocas), Marcos Patrício e Hélio Ocante.
Suplentes não utilizados: Joel, Luís Loureiro e Wilson.
Treinador: Paulo Seninho.

Sport Abrantes e Benfica.

CLUBE ATLÉTICO RIACHENSE:
Rui Galrinho, Simão (Cláudio Pereira), David Martins, Paulo Ponte, Emanuel (Sérgio Sousa), João Gouveia, João Rosa, Luís Alves, Daniel Pires (Ivo Miguel), Leandro (João Lopes) e Márcio Rito (Leo).
Suplentes não utilizados: Monteiro e Paulo Carreira.
Treinador: Paulo Costa.

Clube Atlético Riachense.

GOLO: Zé Pedro (SA Benfica)

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Hélder Carvalho, Rui Ferreira e Rafael Escudeiro.

Equipa de Arbitragem: Hélder Carvalho, Rui Ferreira e Rafael Escudeiro com os capitães.

No final fomos ouvir os responsáveis técnicos:

Seninho, treinador Sport Abrantes e Benfica (foto: mediotejo.net)

 

Paulo Costa-Treinador do Riachense.

*Com David Belém Pereira.

Jorge Santiago

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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