Em Portugal, só o Sport Abrantes e Benfica é que continua sem saber perder.

SPORT ABRANTES E BENFICA 1 – CASA DO POVO DO PEGO 0
Campeonato Distrital 2ª Divisão / Série A – 13ª Jornada
Estádio Municipal de Abrantes
20-01-2019

Bastou um golo à formação sénior do Sport Abrantes e Benfica para cimentar a liderança da Série A da 2ª Divisão Distrital.

Bastou um golo à formação sénior do Sport Abrantes e Benfica para cimentar a liderança da Série A da 2ª Divisão Distrital e, dessa forma, manter-se como a única equipa portuguesa masculina 100% vitoriosa. Desta vez, a seus pés caiu o conjunto da Casa do Povo do Pego que segue na segunda posição, mas já a dez pontos do líder.

Boa casa para aquecer a fria e ventosa tarde no Estádio Municipal de Abrantes.

Tarde fria e ventosa, mas que não assustou o público afecto às duas equipas que compuseram de forma agradável as bancadas do Estádio Municipal de Abrantes que recebeu mais um dérbi concelhio de Abrantes e onde o equilíbrio foi uma das notas dominantes. A direcção do S.A.B. decidiu experimentar uma nova fórmula, “separando” os adeptos dos dois conjuntos o que deu para perceber que, também na assistência, havia um equilíbrio de forças e entusiasmo.

Desfalcado de alguns dos seus mais influentes jogadores, Fernando Rosado teve de efectuar algumas alterações no xadrez do Pego e modificar um pouco aquilo que costuma ser a sua forma de jogar até porque a qualidade do adversário assim o exigia.

Por sua vez, “Seninho” podia contar com praticamente todo o “onze” na máxima força. O jogo iniciou-se com a habitual fase de estudo onde a Casa do Povo do Pego tentava equilibrar a contenda, jogando sem receio e espreitando aberturas em direcção à baliza contrária, mas com dificuldades nítidas em alvejá-la.

O Sport Abrantes e Benfica estava melhor as era muita a ansiedade para chegar ao golo.

A primeira situação de maior perigo surgiu junto à baliza do Pego à passagem da meia hora de jogo, quando Zé Pedro conseguiu escapar à marcação dos defesas contrários mas, mais lesto, o guardião João Rosa consegue antecipar-se arrojando a seus pés, segurando o esférico com segurança.

O Abrantes e Benfica começou a dar sinais de superioridade e dois minutos depois, o mesmo Zé Pedro, explorando o seu flanco direito, surgiu apenas com João Rosa pela frente, mas “atrapalhou-se” com a bola e o lance morreu ali mesmo.

A equipa da Casa do Povo do Pego jogava sem receio e espreitando aberturas em direcção à baliza contrária ia tentando a sua sorte mas sem sucesso.

Sem mais oportunidades claras de golo, o embate arrastava-se para o intervalo com alguns lances mais disputados que levaram o árbitro Miguel Marques a ter que chamar a atenção dos intervenientes, indo ao bolso mesmo sobre a hora de fecho do primeiro tempo para apresentar a cartolina amarela a Diogo Rosado, da equipa pegacha.

O empate no final dos primeiros 45 minutos justificava-se pela coragem da equipa do Pego que encarou a partida nos olhos do adversário, mas também pela falta de eficácia dos abrantinos que, ainda assim, dispuseram das melhores oportunidades para facturar.

O descanso fez bem à equipa encarnada que entrou disposta a resolver o resultado de imediato.

O descanso fez bem à equipa encarnada que entrou para o segundo tempo muito mais serena e com maior esclarecimento no seu trabalho de campo e entrosamento entre jogadores. Resultado disso mesmo o golo do aniversariante Marcos Patrício aos 51 minutos de jogo. Na melhor jogada de todo o encontro, a bola circulou de flanco a flanco, aproveitando o momentâneo desnorte do Pego. Belo golo e uma boa maneira de celebrar o seu 27º aniversário com uma festa colectiva dentro e fora do relvado.

Em dia de aniversário, Marcos Patrício resolveu o jogo aos 51 minutos sendo rendido pouco depois por lesão, mas sem gravidade.

Os homens da casa estavam bem mais confiantes que os pegachos e tomaram conta do jogo. Aproveitando também o “factor” vento, iam construindo lances que lhes poderiam ter dado maior tranquilidade até final. Mas foram os homens da margem sul do concelho abrantino que vieram para cima na busca do empate, resultado que poderia ter acontecido ao minuto 68 com Paulito a rematar forte para a defesa da tarde protagonizada por Joel Dias.

A partir deste momento começou a “dança” das substituições de parte a parte com o destaque para a saída prematura do autor do golo benfiquista que apresentava algumas queixas depois de ter sofrido falta num lance um pouco mais viril. Aliás, esta foi uma nota dominante ao longo de todo o jogo. Sem ser agressiva, a partida foi disputada com muita entrega por parte dos jogadores o que ia causando, aqui e ali, alguns lances mais duros e de difícil juízo para o trio de arbitragem, bastante benevolente quanto à questão disciplinar.

No último quarto de hora da partida, os pupilos de Fernando Rosado ainda tentaram chegar ao empate.

Até final do jogo, destaque para uma perdida incrível de Fábio Rodrigues que teve tudo para “matar” a partida aos 60 minutos. No último quarto de hora da partida, os pupilos de Fernando Rosado ainda tentaram o tudo por tudo, mas os mais de 90 minutos de jogo chegavam ao fim com nova perdida, desta feita por Hélio Ocante com a baliza à sua mercê.

Vitória certa da equipa mais esclarecida mas há que dar evidência ao conjunto de Fernando Rosado, aliás elogiado por Paulo “Seninho” no final do encontro onde disse ficar feliz se ambos os conjuntos passarem à próxima fase, considerando que estas são as melhores equipas desta Série A:

Fernando Rosado (técnico da Casa do Povo do Pego), enaltece o espírito da sua equipa e também não tem dúvidas de que estas são as duas formações mais bem preparadas para enfrentar a primeira divisão distrital na próxima época. Para o treinador da equipa pegacha, a subida de escalão continua a ser o objectivo principal apesar da derrota desta jornada:

Os rapazes do Sport Abrantes e Benfica continuam a sua senda de vitórias e com o “estatuto” de equipa “a abater” pelos adversários, somando por vitórias todos os jogos já disputados esta época (quer para Campeonato Distrital da 2ª Divisão de Santarém quer para a Taça do Ribatejo que regressa no próximo domingo) enquanto que para a formação da Casa do Povo do Pego, só uma hecatombe lhes retirará a proeza de regressarem ao escalão maior do futebol do distrito…

A vitória foi celebrada em duplicado com o aniversário de Marcos Patrício, autor do único golo da partida.

Já descontraídos e ambiente de grande festa, houve lugar aos cantar de parabéns ao aniversariante do dia, com destaque para o facto de ter sido o marcador do golo solitário do encontro que deu mais três pontos aos encarnados de Abrantes, o que os mantém como única equipa 100% vitoriosa todos os jogos disputados. Não podíamos de deixar de falar com o “homem do jogo” e do dia que se mostrou triplamente feliz:

FICHA DO JOGO

SPORT ABRANTES E BENFICA:

Joel Dias, Miguel Catarino, Toni (cap.), Duarte Basílio, Diogo Rocha, Diogo Mateus, Bernardo Bexiga, Diogo Barrocas, Rui Sousa, José Pedro e Marcos Patrício.

Suplentes: Diogo Pascoal, Rafael Silva, Fábio Rodrigues, Luís Silva, Hélio Ocante e Miguel Victor.

Treinador: Paulo Fernando “Séninho”.

CASA DO POVO DO PEGO:

João Rosa, Daniel Patrício, Fábio Duque, Bruno Ferreira, João Roldão, André Baptista, Pedro Rosado (cap.), João Rodrigues, Paulito, Diogo Rosado e Ricardo Alves.

Suplentes: Mário Lopes, Luís Vieira, Diogo Magalhães, André Neves, Gonçalo Silva, Pedro Alves e Rúben Fernandes.

Treinador: Fernando Rosado.

GOLOS: Marcos Patrício (SAB).

Trio de arbitragem: Miguel Marques, Pedro Abelho e Ricardo Ramos.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:

Miguel Marques, Pedro Abelho e Ricardo Ramos.

 

José Belém

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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