SPORT ABRANTES E BENFICA 1 – CLUBE DESPORTIVO TORRES NOVAS 1
Campeonato Distrital da 1ª Divisão da AFS – 11ª jornada
Estádio Municipal de Abrantes
25-11-2019
Num jogo nem sempre bem disputado e onde houve mais transpiração do que inspiração, o Abrantes e Benfica recebeu um desfalcado Torres Novas que lutou muito para sair com um resultado positivo de Abrantes, o que viria a conseguir. A equipa da casa, que tem sido a sensação da prova, lutou muito para conseguir somar os três pontos, mas o empate acabou por subsistir até final, num resultado que se aceita.

Foram vários os motivos para que não se tivesse assistido a uma boa partida de futebol na tarde deste domingo no Municipal de Abrantes. Relvado muito mal tratado a dificultar a ação dos protagonistas, algum frio e pouco público nas bancadas, uma arbitragem bastante contestada por ambas as equipas e alguns atletas mais focados em aspetos que não são propriamente a essência do futebol.
Tudo isto conjugado, resultou num jogo de pouca qualidade e em que o empate acaba por assentar bem a ambos os conjuntos.

Com as equipas a estudarem-se e a tentarem-se adaptar ao relvado bastante mal tratado, foram poucas as ocasiões de perigo nas áreas dos guarda redes. O primeiro grande momento, acabou por resultar no primeiro golo da partida para o Sport Abrantes e Benfica, por Marcos Patrício, que, numa jogada de inspiração, executou de forma primorosa, colocando os encarnados em vantagem aos 14 minutos de jogo.
Quatro minutos depois, foi a equipa de Torres Novas a poder restabelecer a igualdade. Livre a meio do terreno apontado por Miguel Miguel para o segundo poste, onde, de cabeça, Ivan falha por muito pouco. O guardião Joel Dias terá confiado no seu golpe de vista e a teve alguma sorte neste lance.

O jogo decorria mastigado com imensas faltas e predominavam os lances de bola parada, quer por livres bombeados para dentro das áreas ou por pontapés de canto que foram imensos ao longo de todo o jogo, quer para uma quer para outra equipa.
Contudo, na hora da finalização, faltava sempre a última chamada para golo. Até que aos 38 minutos, João António recupera a bola no centro do terreno, acredita que pode ser feliz e corre até à linha de fundo com oposição do abrantino Diogo Rocha que acaba por ficar “nas covas”.
João António, no último momento, cruza com qualidade para Miguel Miguel finalizar ao segundo poste e empatar a partida, levando o jogo para intervalo com justiça no marcador.

Na segunda metade, o clube de Torres Novas apresentou-se mais acutilante e ganhou novo pontapé de canto, logo no primeiro minuto. Marcado muito chegado à baliza, a bola seguiu fácil para as mãos de Joel Dias.
Sucederam-se uma série de bolas de canto para os dois lados, tendo o Sport Abrantes e Benfica estando muito perto do segundo com Hélio Ocante a testar a atenção do guarda redes torrejano, com um belo cabeceamento. Estavam decorridos 52 minutos de jogo e raramente as equipas conseguiam construir jogadas de bola corrida que pudessem causar perigo às defensivas. Era mesmo apenas através de lances de bola parada que o conseguiam fazer.

Foi então que o nervoso começou a apoderar-se de alguns atletas de ambas as equipas e várias faltas mais duras obrigaram o trio de arbitragem a intervir com a amostragem de alguns cartões para contestação de atletas, dirigentes e público.
O culminar foi com a expulsão com duplo amarelo a Christian, de Torres Novas, e com vermelho direto a Hélio Ocante, por resposta a tentativa (ou consumação) de agressão. O certo é que apenas o atleta abrantino recebeu ordem para recolher aos balneários mais cedo.
Não muito mais cedo, pois o jogo terminaria pouco depois sem que ocorressem mais situações de perigo, exceção feita a um livre direto a favor dos locais, com Pedro Basílio a atirar forte mas contra a densa barreira dos canarinhos de Torres Novas.

Um ponto para cada conjunto que castiga a ineficácia das equipas, mas que se pode considerar justo pelo que se viu no Estádio Municipal de Abrantes. Com este resultado, os homens de Abrantes descem de terceiro a quinto na classificação geral, agora com 23 pontos (a par do Fazendense) e os torrejanos fazem parte de um conjunto de quatro formações em oitavo lugar com 13 pontos ao cabo de onze jornadas.

FICHA DO JOGO:
SPORT ABRANTES E BENFICA:
Joel, Miguel Catarino, Toni (cap.), Duarte Basílio, Diogo Rocha, Manuel Vitor, (Pedro Damas) Rui Sousa, José Pedro, Diogo Barrocas, Hélio Ocante e Marcos Patrício.
Suplentes não utilizados: Bernardo, Willy, Bélé e Diogo Mateus.
Treinador: Paulo “Séninho”

CLUBE DESPORTIVO DE TORRES NOVAS:
Nabais, Timor, João Alves, Luís André, Ivan, Gomes (Lista), João António (André Pedro), Dias (cap.), Cláudio Major, Christian e Miguel Miguel.
Suplentes não utilizados: Cristian, Dani, Chico, Cerqueira e Ricardo Major.
Treinador: Afonso Alves.

Golos: Marcos Patrício (SAB); Miguel Miguel (TORRES NOVAS).
Arbitragem: Nélson Andrade, Diogo Pereira e João Mendes.

Disciplina:
Cartões Amarelos: Rui Sousa (SAB); Christian (2) e João António (TORRES NOVAS).
Cartões Vermelhos: Hélio Ocante (SAB); Christian (TORRES NOVAS).

No final do encontro, falámos com os dois técnicos que se mostraram divergentes quanto à justiça do resultado, embora ambos reconhecessem que não fora um jogo bem disputado por diversos motivos, como explicaram ao mediotejo.net:


A 12ª jornada disputa-se a 1 de dezembro, com o Sport Abrantes e Benfica a deslocar-se ao terreno do “lanterna vermelha” Moçarriense, ao passo que o Clube Desportivo de Torres Novas irá receber o Atlético Riachense no seu reduto.

