Fundação EDP leva "Pintura. Provocação." à Galeria do Parque. Foto: Salvador Santos

O município de Vila Nova da Barquinha celebrou um protocolo de colaboração a três anos com a Fundação EDP, e que visa a realização de uma exposição anual de parte da Coleção de Arte da Fundação no espaço cultural barquinhense, protocolo que reforça a aposta do município. “É um passo adiante na aposta na arte e na cultura em Vila Nova da Barquinha”, salienta o presidente do município, Fernando Freire.

“Este novo desafio vem permitir ao público regional e nacional rever obras da programação do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia e, certamente, entusiasmar famílias, ou simplesmente curiosos, a visitar a nova vila que tem como máxima “sentir ciência e arte”, destacou o autarca.

“A Fundação EDP desenvolve com o Município uma colaboração de longa data que foi iniciada em 2011 com criação do Parque de Esculturas Contemporânea Almourol”, notou Freire, tendo referido que “esse contributo tem vindo a cimentar-se nas residências artistas, no projeto Centro de Estudos de Arte Contemporânea, nas Conversas Arte & Imagem, no Projeto ‘Arte Pública’, difundindo por todas as freguesias com obras de Vills, Manuel João Vieira, Violant, Carlos Vicente, entre outros”.

Fundação EDP leva “Pintura. Provocação.” à Galeria do Parque em Vila Nova da Barquinha. Foto: CMVNB

Por outro lado, acrescenta, “ao nível da programação da Galeria do Parque foi possível trazer à Barquinha vários nomes consagrados convidando o público da região a conhecer a diversidade da prática artística portuguesa, como são exemplo as últimas exposições, “largo Rio” de Ilda David, e “O peso do mundo” de Graça Morais”, dando conta que o município “pretende ir mais adiante” e que este protocolo “vem reafirmar o compromisso comum de colaboração”.

Fundação EDP estreita parceria com município de Vila Nova da Barquinha. Foto: CMVNB

Nesse sentido, a Fundação EDP apresenta pela primeira vez na Galeria do Parque, em Vila Nova da Barquinha, uma exposição da sua Coleção de Arte com obras de Adriana Proganó, Álvaro Lapa, Eduardo Batarda, Gabriel Abrantes, Horácio Frutuoso, João Marçal, José Almeida Pereira, José Loureiro, Maria Beatriz, Mariana Gomes, René Tavares, Sara Chang Yan e Tiago Baptista. A mostra, que vai estar patente ao público de 8 de junho a 14 de setembro, convida a conhecer “a diversidade da prática artística da pintura”, diz Margarida Almeida Chantre, da Fundação EDP.

Este conjunto faz parte das mais de 2.540 obras de mais de 345 artistas que “constituem hoje a nossa Coleção de Arte, que iniciámos no ano 2000 com o propósito de abranger as várias gerações de artistas portugueses a partir dos anos 60 do século XX e de forma a incluir as várias disciplinas da criação artística até à atualidade. Ao longo destes anos, fomos enriquecendo a coleção em estreita articulação com as atividades culturais que desenvolvemos, apresentando-a nacional e internacionalmente, sendo esta presença regular na programação do nosso MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia”, acrescenta.

MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa. Foto: Pixabay

Recordamos que a Fundação EDP tem vindo a desenvolver com o Município uma colaboração iniciada em 2011 com a curadoria e financiamento parcial do Parque de Esculturas Contemporânea Almourol, um dos mais notáveis exemplos de arte pública do país, com 11 dos mais importantes escultores nacionais incluindo autores e obras cujo trabalho se desenvolveu da década de 60 até à atualidade. Integram este projeto: Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Carlos Nogueira, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, Xana e Zulmiro de Carvalho.

O Parque de Escultura Contemporânea Almourol foi aberto ao público em 2012, pelo então Presidente da República, tendo existido uma colaboração permanente desde a curadoria de exposições de artes visuais na Galeria do Parque, na seleção de artistas para um programa de Residências de Verão, na integração de algumas das freguesias do concelho no Projeto “Arte Pública’, desenvolvido, também, pela Fundação EDP em várias regiões do nosso país.

Esta exposição começou a ser pensada na tela de Mariana Gomes ‘Isto não é uma pintura é uma provocação’ (2013). “Obras que contam histórias, que são registo de memória, que são metáforas, que não são pintura, mas que nos parecem ser, que são pinturas e não nos parecem ser, …. pinturas que são e podem ser tudo: as possibilidades da pintura dentro de si própria”, conclui.

O conjunto de obras da Coleção de Arte Fundação EDP é para descobrir, e apreciar, em Vila Nova da Barquinha.

Horário:
Terça a sexta-feira – 11:00 às 13:00, 15:00 às 18:00
Sábado – 15:00 às 19:00
Encerra ao domingo e segunda-feira
Entrada gratuita

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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