Hoje fui ao pão no final da manhã. Entre o ir e vir são apenas 500 metros.
Passei pelo Talho da Alzira Damas que já tinha a vitrine vazia e ia fechar a porta. Ainda de máscara posta, ia começar a limpar tudo e voltar a casa.
Logo depois encontrei o Martinho a passear o seu cão junto à porta da Farmácia. Aproveitei estar ali e entrei. Estavam de serviço a Diretora Técnica Emília Leitão e a Manuel Grácio. Lá só podem estar dois clientes em simultâneo. Tive de aguardar que saísse uma e que não estivesse mais gente para ser atendida.

E fui ao pão. A padaria/pastelaria Sabores do Ti’ Pereira encerra às 14 horas e só permite 4 pessoas. À porta estava o Paulo Garcia a beber café. Só pode fazer cá fora e em copos de plástico.
Entramos e vemos as mesas arrumadas junto a uma parede. Apenas ficou uma ao centro.
Depois de alguns telefonemas para obter as devidas autorizações, lá pude fazer a fotografia à Carolina Leitão e à Melanie Santos, que hoje estavam de serviço.
Já que estava ali, desci até ao Pelourinho, à Praça da República para ver como estava a praça mais central e onde eventualmente se encontra sempre mais gente.

Pelo caminho encontrei o Paulo Costa a desinfetar a entrada do seu estabelecimento com líxivia. É mais uma ajuda, dizia ele. Mais à frente cruzei-me com a Margarida Cardoso, tinha ido ao pão e ia para casa.
Mais abaixo a praça estava praticamente deserta, apenas passava uma pessoa de vez em quando.
Ali ao lado o Rogério Nunes, ainda de máscara, agarrava a vassoura e a esfregona para dar inicio à limpeza da entrada do espaço de que é proprietária a sua esposa, a Isilda Nunes ou, como cá a chamamos, a Ti Isilda. Entretanto, sai do carro que estava estacionado há já alguns minutos o Elísio Gaio, olha para mim e pergunta se é proibido andar na rua. Respondo que não, mas que há limitações. Responde que como me tinha visto de máquina fotográfica na mão pensava que eu andava a tirar fotografias às pessoas que andavam na rua.

Bem, estava na hora de eu regressar a casa. E é nessa altura que chega a senhora Helena Moleirinho que ia buscar o almoço ao restaurante Sabores da Miquelina que, embora tenha fechado, continuou a garantir as refeições por take away. Ainda me cruzo com o Artur Belo que bebia café no exterior do café/padaria Parami, do Paulo Costa.
No Sardoal, como eventualmente noutros locais, comprova-se que grande parte da população está a cumprir escrupulosamente as indicações de isolamento, embora em determinadas alturas ainda se note que há algumas pessoas que ainda não peceberam o que se está a passar.
