Fogo bacteriano destrói muitas árvores de fruto. Foto: DR

A bactéria Erwinia amylovora, conhecida por fogo bacteriano, e que afeta árvores de fruto, foi detetada em todas as freguesias do concelho de Ferreira do Zêzere, segundo a Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) de Lisboa e Vale do Tejo. A praga afeta árvores como pereiras, macieiras, marmeleiros e algumas espécies ornamentais.

Além de Ferreira do Zêzere, há registo da praga nalguns locais do concelho de Abrantes (freguesias de Bemposta, Tramagal e União de freguesias de São Facundo e Vale de Mós), e no concelho de Sardoal (freguesia de Sardoal).

A DRAP lançou um apelo no sentido de evitar a dispersão desta bactéria, solicitando à população que informe caso detete a sua presença e observe sintomas suspeitos em vegetais de fruteiras e ornamentais da família das rosáceas. Nesse caso, deve-se contatar de imediato para o email: prospeccao@draplvt.gov.pt

A doença transmite-se a partir das árvores doentes e pode ser transportada pelo homem, chuva, vento, aves, máquinas e equipamentos agrícolas e instrumentos de poda.

Segundo a DRAP, são sintomas da fogo bacteriano o aspeto queimado de ramos e folhas, flores secas, frutos enegrecidos ou encarquilhados, curvatura dos ramos jovens em forma de cajado, exsudado branco nos órgãos afetados e formação de cancros nos ramos e tronco.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Entre na conversa

2 Comentários

  1. Caros Senhores,
    Na freguesia da Sertã verificou-se no ano passado uma praga nos Castanheiros.
    Quando me apercebi da situação nas árvores da minha propriedade, estabeleci contacto por email com a DRA Castelo Branco. Nem a uma resposta se dignaram!
    Passados uns 3 meses, sou contactado para informar que viriam avaliar a situação.
    Mais algum tempo se passou e, cá apareceram dois técnicos. Questionaram sobre qual a quantidade de árvores na zona que saem encontravam afectadas. Respondi que não tinha esse conhecimento e que, minhas, eram apenas 3 porém, o meu vizinho tinha bastante mais (e que estavam á vista).
    Transmitiram-me que viriam no início da primavera (deste ano) para proceder ao necessário tratamento e que já não era preciso eu falar de novo com a DRA!
    Naturalmente, porque entidades muito ocupadas, passou-se a primavera, o verão vai a meio e, nada!
    Já estabeleci novo contacto pelo mesmo meio e, como usual, nada de resposta!
    É tudo o que tenho a dizer de “Pragas nas Árvores”!!!
    Cordialmente

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.