A vereadora Lurdes Fernandes (PSD) relembrou que em Conselho de Ministro, em agosto de 2021, foi decidido que serviços públicos teriam de garantir pelos menos 50% do atendimento presencial e, segundo afirmou na última reunião de Câmara, os serviços de educação e ação social do concelho não estão a cumprir esses requisitos.
“Verificamos que existem nos serviços de educação e ação social a informação de que o atendimento está as ser feito por marcação no balcão único, tendo em conta que tudo o que esteve em volta da pandemia já foi levantado, e que até no Conselho de Ministros, em agosto de 2021, se decidiu que os serviços públicos tivessem pelos menos 50% do atendimento presencial, verificamos ainda à data de 2023 essa informação não está patente”, questionou Lurdes Fernandes.
A vereadora ressalvou ainda: “Foi-nos prometido que, relativamente ao atendimento desconcentrado nas freguesias, ele iria ser feito através de um plano. Essa situação nunca mais foi executada.”
Filipa Fernandes (PS) respondeu que todo o atendimento na ação social de Tomar é feito de forma presencial, a única diferença é o atendimento personalizado, que tem de ser feito por marcação com a técnica que acompanha o caso, e que as vezes há casos que nem é preciso um contacto com assistente social.
“Muitas vezes as pessoas querem tratar do cartão de idoso, não precisam necessariamente tem de ter um contacto direto com uma assistente social e, por isso, pode ser resolvido logo no balcão único . Desta forma há aqui um contacto na primeira linha de triagem, senão é encaminhado paras técnicas que acompanham os diferentes casos. Ou no imediato, ou por marcação”, explicou a vereadora do PS.
Lurdes Fernandes, após a explicação, continuou descontente e afirmou que a vereadora responsável pelo pelouro da educação e ação social não respondeu à questão das freguesias. “Provavelmente os técnicos estão desviados para fazerem outros trabalhos, tão importantes como este, mas existe um principio que deve ser cumprido, um período de atendimento.”
Filipa Fernandes voltou a explicar, sublinhando: “Em relação ao atendimento, ele é feito, e que fique claro, que nenhum cidadão em Tomar fica sem assistência social, quando a pessoa se desloca cá, e a técnica não estiver em serviço – porque as técnicas tem todo um serviço, não é só o do atendimento social, muitas vezes fazemos visitas externas – é obvio que a técnica não poderá resolver naquela altura e terá de ser agendado.”
Em relação às freguesias, Filipa Fernandes afirmou que o processo está a ser feito, não em dia marcado, porque não havia entendimento, mas que está a existir uma articulação entre as assistentes sociais e os presidentes das juntas de freguesia. Sempre que é necessário é comunicado, e a assistente social desloca-se ao local.
