Montargil recebe "Les P'tits Bras – La Panne", da companhia francesa Les P'tits Bras. Foto: DR

O Festival Sete Sóis Sete Luas entrou em agosto com um programa diversificado que leva música, circo contemporâneo e intercâmbio cultural internacional a várias localidades do concelho de Ponte de Sor. Depois dos espetáculos realizados entre junho e julho, a programação concentra-se agora em seis iniciativas de entrada livre, distribuídas por Ponte de Sor, Longomel, Foros de Arrão, Tramaga, Vale de Açor e Montargil, localidade que recebe, dia 29, o espetáculo de circo contemporâneo “Les P’tits Bras – La Panne”.

O primeiro espetáculo de agosto aconteceu no dia 1, em Longomel, com o concerto “Jeunesse IX das Cidades 7Sóis”, uma produção original do festival que reúne jovens músicos de diferentes países da rede Sete Sóis Sete Luas. O mesmo espetáculo foi apresentado nos dias 8 e 9, em Foros de Arrão e em Tramaga.

A programação prossegue no sábado, dia 29 de agosto, às 18h00, no Centro Cultural de Montargil, com o espetáculo de circo contemporâneo “Les P’tits Bras – La Panne”, da companhia francesa Les P’tits Bras, que promete momentos de grande impacto visual através das artes aéreas.

Em setembro, o festival prolonga-se com novas propostas culturais. No dia 4, Vale de Açor recebe, às 21h30, o concerto “Luso 7Sóis-26”, produção internacional que reúne músicos de vários países lusófonos e mediterrânicos. No dia seguinte, 5 de setembro, o Anfiteatro do Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor acolhe, às 17h00, a atuação do Barcelona Flamenco Ballet com o espetáculo Romeo y Julieta, seguindo-se, às 18h00, o concerto da banda espanhola La Banda de Otro – Rodeo.

A edição de 2026 termina a 19 de setembro, em Foros de Arrão, com o concerto da cantora italiana Florenza Calogero.

A cantora italiana Florenza Calogero atua a 19 de setembro em Foros do Arrão. Foto: DR

Paralelamente à programação principal, o Festival volta a promover concertos solidários em instituições do concelho, aproximando os artistas da comunidade e reforçando a vertente social do projeto.

Presente em dezenas de cidades de vários países do Mediterrâneo e do espaço lusófono, o Festival Sete Sóis Sete Luas continua a afirmar-se como um projeto de intercâmbio artístico e cultural, promovendo a mobilidade de criadores e o encontro entre diferentes tradições musicais e cénicas, com todos os espetáculos de entrada gratuita.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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