Festival Popular Inatel leva 'Raia' [Quarteto] ao Teatro Virgínia. Foto: DR

Raia é o projeto-síntese do músico alentejano António Bexiga, que percorre as sonoridades da viola campaniça, nas suas fronteiras acústica e elétrica, analógica e digital, tradicional e experimental, ensaiada e instantânea, frequentemente em diálogo com outras formas de arte, visuais ou de performance.

O projeto teve início em 2019 e conta com a edição de um single, Homem de duas Cabeças (edição digital) e de um CD/EP gravado ao vivo para a CULTURAS 360º, uma plataforma de festivais de todos os continentes, em representação do Festival Artes à Rua.

Raia tocou em nome próprio em Festivais como Soam as Guitarras (Setúbal e Évora), Maré (Póvoa de Varzim), MUM (Mérida, Espanha, com a bailarina Fuensanta), no Sibelius Museum (Turku, Finlândia) e com músicos como Omiri, O Gajo, A Cantadeira, Um Corpo Estranho, Tiago Manuel Soares, entre outros.

No dia 20 de maio de 2022, RAIA apresentou-se pela primeira vez em formato Quarteto no Festival Islâmico, em Mértola, e segue depois, a solo, para Moçambique para participar na Residência artística do Festival Raiz e fazer vários concertos, durante o mês de junho.

Festival Popular Inatel leva ‘Raia’ [Quarteto] ao Teatro Virgínia. Foto: DR

António Bexiga [Tó-Zé Bexiga] nasceu em Évora em 1976. Estudou piano, guitarra clássica e guitarra jazz. Passou por vários projetos, desde o rock à música experimental, fusão e música improvisada. Descobriu depois a música de raiz e o prazer de a virar do avesso.

Há vários anos que se dedica à exploração de repertórios tradicionais e de um instrumento em particular: a viola campaniça, que tem colocado em diferentes contextos musicais, desde a música popular ao rock ou à música experimental e paisagem sonora.

Tó-Zé Bexiga tem vários trabalhos em cinema, teatro, dança contemporânea e teatro de marionetas. Faz oficinas regulares de guitarra, viola campaniça, exploração sonora e criatividade musical. Foi membro ativo de projetos como Uxu Kalhus e No Mazurka Band, fundador de Há lobos sem ser na serra, Bicho do Mato, entre outros.

Recentemente, gravou com Kepa Junkera para a Ath Thurda, Celina da Piedade, António Caixeiro, Cantadores de Paris, O Gajo, Omiri e Orfeão Sónico de Um Corpo Estranho e Satúrnia e European Ghosts.

É membro fundador da Cia Boa Companhia – teatro para todos. Participa em todos os espetáculos como músico e/ou ator e é membro do grupo Lusitanian Ghosts desde 2021.

Fundou o projeto RAIA: Planeta Campaniça, solo, mas frequentemente em diálogo com outras artes.


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Natural de Torres Novas, licenciada em jornalismo, apaixonada pelas palavras e pela escrita, encontrou na profissão que abraçou mais do que um ofício, uma forma de estar na vida, um estado de espírito e uma missão. Gosta de ouvir e de contar histórias e cumpre-se sempre que as linhas que escreve contribuem para dar voz a quem não a tem. Por natureza, gosta de fazer perguntas e de questionar certezas absolutas. Quanto ao projeto mais importante da sua vida, não tem dúvidas, são os dois filhos, a quem espera deixar como legado os valores da verdade, da justiça e da liberdade.

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