Festival Dançarão regressa de 11 a 13 de julho à zona ribeirinha de Mação. Foto: Carlos Álvares 

O recinto divide-se entre vários espaços, nomeadamente a praia fluvial, o Bairro EDP da Barragem de Belver/Ortiga e o Salão e Jardim da Liga Regional de Ortiga.

Em declarações à Lusa, a presidente da associação Dançarém, Fátima Vargas, disse que o objetivo do festival é “proporcionar às pessoas um leque variado de danças, com oficinas durante o dia onde aprendem a dançar, podendo à noite colocar em prática aquilo que aprenderam, com concertos e bailes com bandas portuguesas e europeias”, nomeadamente de Espanha e França.

“Este é um festival de verão de danças tradicionais de Portugal e do mundo que inclui oficinas de danças tradicionais e sociais, bailes com música ao vivo e dj’s de música folk, mas também atividades paralelas como yoga, alongamentos, caminhada, observação de aves, oficina de instrumentos, artesanato e atividades infantis”, salientou Fátima Vargas.

Festival Dançarão regressa de 11 a 13 de julho à zona ribeirinha de Mação. Foto: Carlos Alvares

ÁUDIO | FÁTIMA VARGAS, ORGANIZAÇÃO DO FESTIVAL DANÇARÃO:

Em comunicado, a Dançarém destaca os concertos com os Groove Factory, Duo Brotto Milleret, Dona Branca, A Salto à Rua, Malotira, Trio Exactamente, Plan B e DJ Deão, a par de um “concerto de fado que vai ser dançado”, com a atuação da fadista Francisca Gomes com o guitarrista João Vaz.

As oficinas serão outra das componentes da iniciativa, estando previstas oficinas de danças de iniciação ao folk, zouk brasileiro, forró, danças portuguesas e danças europeias, entre outras, como as variações em danças de roda, escuta ativa nas danças a pares, danças mediterrânicas e balcânicas, Lindy Hop e Biodanza.

Em paralelo, haverá também concertos-baile, yoga do riso, hatha yoga, oficinas de instrumentos, ensemble de música, mercados e oficinas de artesanato, ‘street food’, jogos tradicionais, alongamentos e vitalidade, caminhada, observação de aves, atividades infantis, arruadas e passeios pedestres, sempre em redor da aldeia de Ortiga e do parque de campismo existente junto à praia fluvial.

“Mais do que um festival de verão dedicado às danças tradicionais de Portugal e do mundo, é um festival comunitário, intergeracional e inclusivo, feito de e para todos”, salienta a organização.

Festival Dançarão regressa à Ortiga para três dias dedicados à dança e convívio intergeracional. Foto: Carlos Alvares

A primeira edição do Festival Dançarão decorreu em 2022 em Valada, Cartaxo, e contou com a participação de cerca de 1.000 pessoas, tendo as segunda e terceiras edições decorrido nos anos seguintes em Ortiga, Mação, com cerca de 1.200 e 2.000 participantes, respetivamente.

Para a edição deste ano, novamente em Ortiga, a expectativa é que o número “suba para os 2.500 participantes”, vindos não só de Portugal, mas de vários países europeus, nomeadamente de Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Suíça.

O Festival Dançarão, indica ainda a organização, “assenta numa filosofia de envolvimento da comunidade local, tirando partido do potencial de Ortiga e proporcionando aos participantes atividades diversificadas numa lógica de inclusão, respeito e comunhão pelo meio ambiente e convívio salutar”.

Festival Dançarão regressa de 11 a 13 de julho à zona ribeirinha de Mação. Foto: Carlos Alvares

Com origem em Santarém, a Dançarem visa promover as tradições através da dança, organizando eventos mensais com oficinas de dança e concertos-baile e colaborando com entidades como câmaras municipais e escolas, em eventos pontuais.

Com um investimento de cerca de 30 mil euros e a envolvência de mais de 70 voluntários, a quarta edição do Festival Dançarão irá decorrer “numa ótica de continuidade para os próximos anos”, assentando no “trabalho de sinergias locais que está a ser desenvolvido” na freguesia, indicou a Associação Dançarém.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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