Festival Dançarão meteu Ortiga a bailar durante três dias. Foto: Dançarão

A edição deste ano do Festival Dançarão meteu a bailar mais de duas mil pessoas durante três dias na freguesia ribeirinha de Ortiga (Mação), evento que ali se realizou pelo segundo ano consecutivo. A programação do festival de danças tradicionais incluiu oficinas de dança, concertos e bailes, mas também passeios, sessões de yoga, artesanato e atividades infantis.

O slogan do Festival Dançarão 2024 foi “As Andorinhas Dançarão…”, com base no título da música cuja letra foi composta especialmente para o festival, no final da primeira edição.

“Efetivamente as Andorinhas dançaram…pelas mãos, pelas vozes e pelos pés de Ortiguenses e Maçaenses e de cidadãos que vieram de vários países da Europa, fazendo deste Dançarão um festival de comunidade e comunhão”, destacou a associação Dançarém, organizadora do evento.

Festival Dançarão meteu Ortiga a bailar durante três dias. Foto: Dançarém

Mais do que um festival de verão dedicado às danças tradicionais de Portugal e do Mundo, o Dançarão, que esteve em Ortiga entre os dias 12 e 14 de julho, é um festival comunitário, intergeracional e inclusivo, feito de e para todos, tendo as atividades decorrido entre a praia fluvial, o bairro da EDP na Barragem de Belver e noutros espaços da aldeia de Ortiga.

Em comunicado, a Associação Dançarem apresentou um balanço de três dias dedicados à dança em Ortiga, tendo falado num “ambiente mágico”, de acordo com comentários de músicos e participantes. O festival incluiu oficinas de dança, com uma média de participação de 100 pessoas, atividades para crianças e jovens, que este ano ascenderam a cerca de 30, entre os dois e os 17 anos, e concertos de muita qualidade que levaram à Ortiga cerca de 2.000 pessoas ao longo dos três dias, tendo como ponto alto a noite de sábado, dia 13, com cerca de 1.000 pessoas.

A organização do Festival Dançarão’24 agradece ainda na nota informativa a todas as pessoas e entidades que direta ou indiretamente estiveram envolvidas na logística do mesmo.

O evento, multidisciplinar, e onde a dança é elemento nuclear, incluiu concertos com os Ahkorda, Duo Absynthe, Duo Claranbaux Geerinck, Geronimo & Luís Peixoto, Aurélien Claranbaux, String Fling, Gandarva, Enleios, Forró Harmonize, e DJ Gaiteirinho.

As oficinas são uma das componentes onde assenta o evento, com a realização este ano de oficinas de danças bascas, iniciação ao folk, kizomba, dança do ventre, forró, danças do Mundo, bachata, danças portuguesas e danças irlandesas.

Em paralelo, decorreram também concertos-baile, yoga, oficinas de instrumentos, mercados e oficinas de artesanato, street food, tai chi & chikung, jogos tradicionais, arruadas e passeios pedestres, sempre em redor da aldeia de Ortiga e do parque de campismo junto à praia fluvial.

Lembra a organização que o Festival Dançarão “assenta numa filosofia de envolvimento da comunidade local, tirando partido do potencial de Ortiga e proporcionando aos participantes atividades diversificadas numa lógica de inclusão, respeito e comunhão pelo meio ambiente e convívio salutar”.

Em 2023, na sua segunda edição e na estreia em solo maçaense, o Festival Dançarão juntou em Ortiga cerca de 1.200 participantes. A expectativa da associação Dançarém era que o número de participantes este ano atingisse os dois milhares de pessoas, “vindos não só de Portugal, mas de outros países europeus, nomeadamente Espanha, França, Itália e Bélgica”, o que se confirmou.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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