Festival Bons Sons leva milhares a Cem Soldos para viver a aldeia. Foto: Zé Paulo Marques

O festival Bons Sons fecha hoje na aldeia de Cem Soldos (Tomar) com Teresa Salgueiro, Surma, The Legendary Tiger Man, Ana Lua Caiano e Máquina, entre muitos outros  projetos de música portuguesa que prometem encerrar com chave de ouro um evento que regressou após um ano de interregno com cerca de 35 mil pessoas a ‘Viver a Aldeia’.

O Bons Sons regressou este ano com um espaço renovado e com novos palcos para cerca de 50 concertos de música portuguesa e para uma celebração dos 50 anos do 25 de Abril.  Até este domingo são esperadas 35 mil pessoas num festival que tem a particularidade de ser feito em comunidade, envolvendo toda uma aldeia, com palcos espalhados pela localidade e com uma escolha transversal de artistas na música portuguesa.

A aldeia está fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe 10 palcos integrados nas ruas, praças, largos, auditório, igreja e até em garagens e lagares. Este ano, ao mote habitual do Bons Sons – “vem viver a aldeia” – é acrescentado este ano um outro propósito.

“O tema deste ano é viver a diversidade, acho que o 25 de Abril também permitiu esta descoberta por aquilo que é diferente, este direito que as pessoas têm de descobrir novos territórios nesta área da música, com uma componente estilística muito determinante”, vincou Miguel Atalaia, diretor artístico do Bons Sons.

Nos 18 anos do Bons Sons estão nomes como os de Gisela João, Valete, Club Macumba, Adiafa, Estilhaços, The Legendary Tigerman, Ana Lua Caiano, Rafael Toral, Cara de Espelho, a guitarrista Luísa Amaro e o Coro das Mulheres da Fábrica, num total de cerca de 50 concertos.

Confira AQUI o programa completo do festival.

O Bons Sons é organizado desde 2006 pelo Sport Clube Operário de Cem Soldos e manteve-se bienal até 2014, passando depois a realizar-se anualmente, “mantendo uma programação exclusiva da música portuguesa, completamente aculturada e diversa”, disse o diretor artístico.

O festival regressa este ano depois de uma paragem devido a obras de requalificação urbana do Largo do Rossio, área habitualmente ocupada pelo festival, que surge nesta edição completamente renovado.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Natural e residente na freguesia de Sabacheira, Tomar, militar na reforma, amante da arte da fotografia, gosta de retratar atividades culturais e desportivas para fazer a sua divulgação, colaborando com vários meios na imprensa local. É um amante inveterado dos animais, da natureza, do silêncio e da leitura.

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