Foto: mediotejo.net

Em 2003, Fátima foi durante alguns horas concelho, até que o veto presidencial sobre a decisão parlamentar viria gorar as esperanças dos que haviam lutado pela independência administrativa. 14 anos depois deste episódio, o movimento cívico arrefeceu, mas, garante o presidente da junta de freguesia de Fátima, Humberto Silva, o tema permanece vivo e continua a ser discutido na casa dos fatimenses.

Humberto Silva falou à comunicação social à margem da assinatura de um contrato com a Câmara de Ourém para a criação do Parque da Cidade de Fátima. Tendo lembrado no seu discurso das aspirações da população nos últimos 40 anos para ascender a sede de concelho, foi questionado se esse espírito ainda existia.

Humberto Silva lembrou que o seu papel é procurar minorar no dia a dia os problemas da população, mas “no dia em que houver novamente uma comissão como houve já em tempos de elevar Fátima a cidade” irá participar. “Seria bom para toda a região se Fátima fosse concelho e se libertasse da mãe para ser concelho”, comentou.

A causa “Fátima a Concelho” esmoreceu, mas não morreu. “Não é um desejo adormecido, não é um desejo que se fale de boca aberta mas fala-se em todas as casas”, constatou, “nos jantares, nas festas, tudo fala nisso” e seria fácil de encontrar entre os que passam pelo Festival da Paz por estes dias quem comentasse essa ambição, comentou.

Questionado se será candidato às autárquicas de 1 de outubro, Humberto Silva adiantou que vai ser operado e que não avança para já qualquer informação.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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