José Cristóvão junto da estátua do amigo José Martinho. Foto: arquivo/mediotejo.net

Os sonhos que José Cristóvão tornou realidade inspiraram José Afonso Sousa a escrever a obra biográfica “José Cristóvão – O Construtor de Sonhos”, que é partilhada com o público a partir das 17h00 deste sábado, dia 28. O lançamento tem lugar no Centro Cultural de Ferreira do Zêzere e conta com a presença do autor, com quem conversámos, assim como de João Paulo Sacadura, Guilherme Duarte e, em princípio, do próprio José Cristóvão e familiares.

A vida do empresário e construtor que esteve na génese do Grupo José Cristóvão (GJC) – hoje com unidades hoteleiras no Médio Tejo, Tomar, Cascais, Lisboa e Luanda (Angola) – é o tema da publicação conjunta do município de Ferreira do Zêzere e da Fundação Maria Dias Ferreira (FMDF). O autor, José Afonso Sousa, é também o presidente da instituição que pretende dar continuidade à obra de Maria Dias Ferreira, Benemérita de Ferreira do Zêzere.

Segundo o dirigente, o lançamento do livro “José Cristóvão – O Construtor de Sonhos” integra a missão da fundação, focada nas áreas social e cultural, nomeadamente através da “divulgação da vida e obra de personalidades marcantes deste concelho”. A nova publicação junta-se à lista onde constam “António Baião – de Ferreira do Zêzere à Torre do Tombo”, “Guilherme Soeiro – fragmentos de uma vida exemplar” e “José Martinho – do sonho à obra”.

Capa do livro “José Cristóvão – O Construtor de Sonhos”. Foto: DR

A obra literária sobre José Martinho, amigo de José Cristóvão, motivou a biografia inédita agora editada na medida em que o convite da fundação surgiu no final de uma entrevista ao empresário. A resposta não foi imediata e José Afonso Sousa recorda que este “sorriu, disfarçou, disse-me que ia pensar, mas não me deu grande abertura para isso”. A sua insistência, reforçada pela de um dos dez filhos acabou por ter o resultado esperado.

O livro levou dois anos até ficar concluído, período em que o autor destaca “a enorme disponibilidade e simpatia com que o casal José e Maria Ivone Cristóvão sempre me receberam”, a par da “defesa intransigente que os filhos fazem do legado do pai” e do “apreço que os vários amigos têm por José Cristóvão, não só pelas suas qualidades profissionais, mas sobretudo pelas suas qualidades humanas e pela sua generosidade”.

José Cristóvão não tem o concelho de Ferreira do Zêzere como terra natal uma vez que nasceu na freguesia de Olalhas, em Tomar. No entanto, o presidente da FMDF, salienta tratar-se de “uma referência incontornável na sociedade ferreirense, quer pela obra que aqui realizou e pelos empregos que criou, quer pela intervenção cívica que teve nesta região”, estando o Colégio de Nossa Senhora do Pranto e a Casa do Povo entre os exemplos apresentados.

Vista da Estalagem Lago Azul, uma das unidades hoteleiras do Grupo José Cristóvão. Foto: Grupo José Cristóvão

O papel ativo do empresário na promoção turística do concelho com a criação do conceito “Lago Azul” também é apontado. A albufeira da Barragem do Castelo de Bode é o cenário da Estalagem Lago Azul e dos Apartamentos do Lago, em Ferreira do Zêzere, e a oferta na nossa região estende-se a Tomar com o Hotel dos Templários. Às unidades hoteleiras do GJC acrescem os empreendimentos imobiliários, como a Urbanização Varandas do Lago, no concelho ferreirense.

Algumas marcas visíveis entre as muitas deixadas pelo homem que José Afonso Sousa carateriza como “humilde” e sobre o qual sublinha a importância de “fazer um livro (…) ainda em vida”. Alguém que conquistou o título de “construtor de sonhos”, acrescenta, por se ter distinguido “entre os demais por sonhar alto”, associado à visão estratégica com que o empresário viajou pelo mundo para se inspirar e desenvolver os seus projetos que, atualmente, empregam cerca de 500 pessoas.

Outro traço distinguido na personalidade de José Cristóvão é o de “self made man” e o autor conclui que o livro apresentado este sábado “ilustra a trajetória de um homem singular, de origens humildes, que, partindo do nada mas seguindo sempre a sua intuição, construiu uma obra assinalável. Esta é a história de um self made man, personagem central de uma geração de promotores/construtores tomarenses, que, com uma capacidade única de trabalho, de resiliência e de superação, sobreviveu a todas as crises e conseguiu realizar os seus sonhos”.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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