“Quero, antes de me ir embora, deixar essa obra feita”, disse o Presidente da câmara de Ferreira do Zêzere na sessão da Assembleia Municipal realizada no dia 19 de fevereiro, no Centro Cultural. Jacinto Lopes referia-se ao novo cemitério da vila para o qual já há duas possibilidades de localização.
O autarca está a terminar o seu último mandato permitido por lei, pelo que não será candidato nas próximas eleições de outubro, e fez questão de anunciar que não abandona o cargo sem antes ter concluído o novo cemitério. É uma necessidade, uma vez que o espaço do atual “tem ainda alguma capacidade, mas não é ilimitada”, realça Jacinto Lopes, que diz temer uma quarta vaga da pandemia que, com as novas variantes do vírus, pode fazer aumentar o grau de mortalidade.
O assunto foi trazido pelo deputado municipal Carlos Salgado (PS), que questionou sobre o ponto da situação deste processo que tanta celeuma tem levantado pelo facto de o atual regulamento não permitir que se sepultem defuntos que não estejam recenseados na freguesia.
O Presidente da Câmara garante que apenas houve um caso em que um defunto não foi sepultado no cemitério, desafiando todos a provar o contrário. “Não façam folclore com não assuntos”, apelou.
Argumentou que na ocasião não permitiu a inumação devido à pandemia e até como sinal de alerta de que há leis a cumprir. “Limitei-me a cumprir o regulamento”, refere o autarca, que reconhece ser um documento a precisar de alterações, processo que está a ser trabalhado.

Jacinto Lopes lembrou que já há um terreno definido para o novo cemitério no plano de urbanização da vila. Além disso, está-se a tentar incluir outro terreno no PDM como alternativa. Até porque os solos desses terrenos têm de ser analisados para se verificar se têm características indicadas para o fim a que se destina.
Revelou ainda que já foi contactado um arquiteto da vila para fazer o projeto para uma obra que o autarca não considera complicada. A única dificuldade que teme é a falta de empreiteiros.
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