O Presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere anunciou que já há terreno para o novo cemitério, com uma área quatro vezes superior à do atual, situado à entrada da vila. O anúncio foi feito na sessão do dia 18 de dezembro da Assembleia Municipal realizada no Centro Cultural.
No entanto, a localização definitiva do terreno está dependente dos resultados das análises ao solo para avaliar as características e as capacidades de decomposição de corpos. “Espero ter algumas novidades daqui a alguns meses”, adiantou Jacinto Lopes.
O assunto foi espoletado pelo Deputado municipal Carlos Salgado (PS) que manifestou a sua indignação com o caso recente de uma mulher residente em Portomar, perto da vila, que faleceu e não foi permitido a sua inumação no cemitério local. Acabou por ser sepultada em Águas Belas.
O argumento utilizado para a proibição foi o facto de a mulher não estar recenseada na freguesia. O Presidente da Câmara referiu que apenas estava a dar cumprimento a um regulamento aprovado em 2003 e que estava em vigor. Segundo esse regulamento apenas podem ser sepultados no cemitério da vila pessoas que estejam recenseadas e a residir na freguesia.
O assunto gerou uma discussão entre Jacinto Lopes (PSD) e Carlos Salgado (PS) em que este se mostrava indignado por não ser permitido que pessoas residentes na freguesia não possam ser sepultadas no cemitério apenas porque não estão aqui recenseadas.
“O recenseamento não obriga a pessoa a viver no mesmo local”, argumentou Carlos Salgado, ele próprio recenseado em Ferreira do Zêzere mas a viver fora.
O Presidente da Câmara reconheceu as limitações do cemitério atual e que o regulamento precisa de ser atualizado, já tendo dado instruções para se preparar o processo, alteração que pode ainda acontecer antes do fim do mandato, anunciou.
Relacionado com o tema, a futura Casa Mortuária também esteve em foco. O projeto deve avançar em 2021, havendo um donativo de 50 mil euros doados para esse fim por uma benemérita que atribuiu a verba à Junta de Freguesia.
Jacinto Lopes lembrou que há em Ferreira do Zêzere duas casas mortuárias da mesma religião (católica), uma no interior de uma igreja e outra no interior de uma capela, mas reconhece que nenhuma satisfaz plenamente. Por isso, defende que deve haver uma casa mortuária em condições, que possa ser utilizada por todos os tipos de religião.
