A vila de Ferreira do Zêzere está transformada num estaleiro devido a obras em várias frentes que prometem melhorar a atratividade da vila e a qualidade do ambiente urbano. São esses os principais objetivos das três fases da empreitada de “Requalificação do Espaço Público em Ferreira do Zêzere” que estão a decorrer em diferentes artérias da vila, num investimento superior a 1 milhão e 156 mil euros, comparticipado por fundos comunitários em pouco mais de metade desse valor.
A 1ª fase abrange intervenções nas ruas Fonte da Prata, Maria Vasques, Dr. Rui Pena Monteiro Batista, Eng.º Lopo de Carvalho e sua Transversal, a Rua das Camélias, Dr. Guilherme Félix e Alfredo Keil.

Segundo a Câmara, esta 1ª fase da obra visa “o desenvolvimento de intervenções no espaço público de Ferreira do Zêzere, com o objetivo de dinamizar ações capazes de contribuírem para a melhoria da atratividade da vila, em particular e do Concelho de Ferreira do Zêzere, em geral, por forma a melhorar a qualidade do ambiente urbano”.
Tem como objetivo “efetuar uma intervenção de fundo ao nível da sua valorização, mobilidade, acessibilidade, modernização, atratividade que se consubstancia num total de 25.715 metros quadrados”.
Em resposta a um pedido de informação do mediotejo.net, a Câmara especifica que se procura “a capacidade regenerativa da vila de Ferreira do Zêzere, no sentido de estimular a atratividade da vila, das suas atuais e novas atividades económicas, promovendo, igualmente, a fruição e lazer das zonas a intervir”.
Além disso, pretende-se “a qualificação e modernização do espaço público existente no concelho, criando-se novas dinâmicas de desenvolvimento, para estimular a atratividade e o desenvolvimento de atividades económicas/ individuais na sua envolvente”.

Em termos de sustentabilidade ambiental, segundo a autarquia, a intervenção “fomenta a mobilidade pedonal, em alternativa ao trânsito automóvel da situação pré-existente, pelo facto de o desenho urbano projetado no âmbito desta ação prever áreas consideráveis de passeios e largos adjacentes, que envolvem as faixas de rodagem dos arruamentos”.
Por outro lado, “melhora a qualidade do ar, face à já referida diminuição do trânsito automóvel e também pela plantação de grande número de árvores e pelo arrelvamento de algumas áreas”, além de “contribuir para a reutilização de resíduos, por criar condições para a sua recolha, pela instalação das papeleiras”.
Destaque ainda para a plantação de árvores, o arrelvamento de espaços públicos, a iluminação pública através de luminárias em LED, de baixo consumo, a instalação da rede de gás natural e a melhoria da rede de abastecimento de água.
Com esta investimento, aquilo que eram vias de pavimento em mau estado e sem passeios, nalguns casos bastante estreitas, com grande parte das suas infraestruturas aéreas e quase sem arborização e espaços de lazer vai transformar-se “em espaço público no qual estas deficiências são supridas, melhorando sem dúvida, e em muito, a sua qualidade”, garante a autarquia.
