Seis autarquias do Médio Tejo formalizaram empresa intermunicipal ‘Tejo Ambiente’. Foto: CIMT

O prazo de arranque dos serviços de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e resíduos sólidos urbanos nos municípios de Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal e Vila Nova da Barquinha, através da Empresa Intermunicipal Tejo Ambiente, foi prorrogado para 1 de junho.

Com este novo prazo, aprovado pela totalidade dos municípios constituintes da Tejo Ambiente (além daqueles quatro engloba também as autarquias de Tomar e de Ourém), fica esgotado o período de transição previsto contratualmente que é de seis meses.

Depois de não se conseguir que a Tejo Ambiente arrancasse em simultâneo para os seis municípios aderentes, no primeiro adiamento apontava-se para o início de abril o arranque daqueles serviços. Mas houve um problema no final de março que inviabilizou o cumprimento desta data.

“O Conselho de Administração tomou conhecimento de factos relevantes que inviabilizam o arranque das atividades nos citados Municípios na data prevista para 01.04.2020, porque não estão reunidas todas as condições que se previam ver garantidas”, lê-se num email assinado pelo Presidente da Assembleia Geral da Tejo Ambiente, Vasco Estrela, autarca de Mação.

É que a empresa selecionada para a prestação de serviços de recolha e transporte de resíduos urbanos e lavagem e desinfeção de contentores nos quatro concelhos veio declarar não lhe ser possível iniciar a tarefa “devido às consequências da Pandemia covid-19, consequentemente, aos efeitos da declaração do estado de Emergência Nacional”.

Pelo mesmo motivo, outras empresas fornecedoras manifestaram à Tejo Ambiente a sua incapacidade para assegurar serviços essenciais, destacando-se os serviços de manutenção de redes de abastecimento de água e de águas residuais e de reposição de valas após intervenção em avarias.

A empresa intermunicipal não teve outro remédio senão anular o procedimento e iniciar novo processo de concurso que, entretanto, já foi lançado.

No email enviado a todos os autarcas da Tejo Ambiente e à entidade reguladora ERSAR, Vasco Estrela considera que “as restrições provocadas pela Pandemia que obrigaram a adoção de Planos de Contingência com serviços mínimos, quer pelas entidades fornecedoras quer pela Tejo Ambiente, resultaram em sérios constrangimentos para operacionalização dos serviços e arranque da atividade na referida data (1 de abril)”.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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