A população de Ferreira do Zêzere reuniu-se no sábado para uma cerimónia que assinalou o lançamento da primeira pedra do novo Moinho de Avecasta, um ícone do concelho destruído num incêndio em julho de 2022, sendo o momento de reconstrução muito aguardado pela comunidade.
Contribuíram financeiramente para esta recuperação o município de Ferreira do Zêzere, com 50 mil euros, e a União de Freguesia de Areias e Pias, com 14 mil euros, indicou a autarquia, em nota informativa. O Centro Cultural e Recreativo de Avecasta é a responsável pela cerimónia de inauguração do Moinho.
A empresa responsável pela obra, Silva e Raúl, de Almoster, informou que prevê a conclusão do novo Moinho de Avecasta no final do presente ano 2024.





Comunidade articulou esforços para recuperação do Moinho de Avecasta
Inteiramente consumido pelas chamas num incêndio em 2022, o Moinho de Avecasta, em Ferreira do Zêzere, aguardava desde então pelos trabalhos de intervenção com vista à sua recuperação. A obra avança agora com envolvência de toda a comunidade, que ficou responsável por decidir quando, de que forma e com que meios se faria a recuperação do icónico Moinho.
Em julho de 2023, teve lugar uma reunião com vista à definição de uma estratégia que viabilizasse a reconstrução do Moinho de Avecasta, que ardeu num incêndio florestal, ocorrido no dia 9 de julho de 2022, tendo marcado presença o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, Anabela Silva, em representação da União de Freguesias de Areias e Pias, e Manuel Freitas, em representação do Centro Cultural e Recreativo de Avecasta.
Foi decisão unânime que deveria ser a comunidade a decidir quando, de que forma e com que meios se faria a recuperação do Moinho, enquanto elemento identitário e turístico do concelho.

Localizado numa elevação na aldeia de Avecasta, o Moinho, em estrutura triangular e formado por troncos de madeira, girava assente num eixo à volta de um círculo de pedra, movendo-se de acordo com a direção do vento.
A curta distância, encontra-se baloiço panorâmico, que não foi destruído, e a gruta com o mesmo nome, uma estação arqueológica com vestígios de ocupação desde o paleolítico.

