Foi lançada esta quarta-feira a primeira pedra da Escola EB 2.3/S Pedro Ferreiro, em Ferreira do Zêzere, assinalando o arranque da empreitada de construção de uma “nova escola” e de uma “nova era”. Para Bruno Gomes, presidente do município, esta é mais do que “uma simples empreitada”, sendo um reflexo de “um novo caminho” e de “renovar a dedicação” para com os ferreirenses. A obra tem um prazo de execução de 20 meses e vai ser feita em duas fases.
O investimento de 13 milhões de euros, financiado integralmente pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, tem um prazo de execução de 20 meses. No ano letivo de 2026/2027 deverá estar ao serviço da comunidade de Ferreira do Zêzere um novo edifício escolar, contribuindo para impulsionar a oferta educativa no concelho.
A cerimónia que reuniu dezenas de pessoas no exterior do edifício, em que se incluíram membros da comunidade educativa e cidadãos ferreirenses, assinalou o arranque daquela que é, de acordo com a autarquia, uma das “mais importantes obras para o concelho” de Ferreira do Zêzere.





Após quase meio século de funcionamento, a nova Escola EB 2.3/S Pedro Ferreiro irá agora ser transformada num edifício de aprendizagem com um ambiente mais moderno, eficiente e adaptado às exigências atuais.
“Hoje inicia-se uma nova era na nossa terra. Mais do que o simples lançamento da 1ª pedra da nova escola, estamos a avançar em direção a um futuro mais promissor. É um futuro a pensar nas próximas gerações, no seu crescimento e na sua prosperidade. Porque nós devemos aos mais jovens a preservação de um futuro, por mais conturbado que seja o destino dos nossos filhos, netos e bisnetos. Tudo se constrói na infância”, afirmou o autarca, Bruno Gomes.
Perante os presentes, o edil comprometeu-se com dois objetivos: o “fomento das gerações vindouras” e a “cimentação de um espírito de comunidade ferreirense”.
Nas suas palavras, o início da construção da nova escola é mais do que “uma simples empreitada”, sendo um reflexo de “um novo caminho” e de “renovar a dedicação” para com os ferreirenses.
Permitindo garantir melhores condições para o desenvolvimento dos mais jovens, a escola será “um verdadeiro centro de inspiração e crescimento, simbolizando o nosso profundo compromisso com a educação e proporcionando um ambiente onde os alunos poderão crescer, aprender e criar memórias duradouras”, sublinha Bruno Gomes.
Espera-se que a nova infraestrutura venha oferecer melhores condições de estudo para os alunos, integrando recursos tecnológicos avançados que prepararão os estudantes para os desafios do futuro. A empresa Nov Pro Construções S.A. será a empresa responsável pela execução da obra, com um prazo de execução de 20 meses.
Para o secretário de Estado da Administração e Inovação Educativa, Pedro Dantas da Cunha, o lançamento da 1ª pedra representa um “voto de esperança” em Ferreira de Zêzere, nas crianças e jovens e na escola pública.

“O que aqui estamos a fazer é a plantar Portugal. É assim que se constrói Portugal, é com a educação, com conhecimento, com investimento público e com equidade”. Dirigindo-se ao autarca ferreirense, parabenizou-o por ter “sabido aproveitar a oportunidade” e por “ter colocado a ideia no terreno”.
“Nós hoje sabemos que o sucesso escolar depende do espaço onde as crianças estão”, acrescentou. “É parte do sucesso escolar (…). Precisamos de espaços renovados, com qualidade, espaços onde nos apeteça todos os dias de manhã levantar cedo e vir par o espaço para aprender o melhor possível”.
Segundo Pedro Dantas da Cunha, a escola de Ferreira do Zêzere representa a primeira de um total de 75 obras de requalificação lançadas pelo país, num volume que irá ultrapassar, numa primeira fase, os 450 ME.
“O exemplo que o senhor presidente hoje aqui nos deixa é o de um autarca que percebeu muito cedo que é através da educação que este concelho vai crescer, vai prosperar e se vai afirmar localmente, regionalmente, nacionalmente e internacionalmente”, destacou o membro do governo.

Lina Serra, diretora do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere, afirmou que a cerimónia marcou o “início do futuro”, mas também de “dois anos conturbados” para os quais a comunidade educativa foi sensibilizada e para os quais a diretora afirma ser necessária “resiliência”.
A sessão contou com a presença do vice-presidente da CCDR-LVT que considerou que a empreitada da escola ferreirense corresponde a um caso de sucesso, devido à celeridade com que a autarquia procedeu à candidatura. “Esperamos que as fases seguintes deste processo também decorram dessa forma célere”, acrescentou José Alho.
O novo estabelecimento de ensino vai ter 17 salas de aula, uma sala de informática, uma de ciências, uma de música, duas de Educação Visual e Tecnológica, um laboratório de química, um laboratório de física, um pavilhão, um gabinete médico, uma biblioteca, um auditório, dois gabinetes de direção, duas salas de professores, uma sala de direção de turma, uma sala de convívios para alunos, um refeitório, uma cozinha, uma papelaria e diversas instalações sanitárias.
Esta infraestrutura, integralmente financiada pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), está avaliada em cerca de 13 milhões de euros e o executivo espera concluir as obras em junho de 2026.
A construção da nova escola Pedro Ferreiro vai ser feita em duas fases, sendo que a primeira prevê a demolição de metade do atual edifício para dar lugar à construção de uma nova ala. Assim que a nova ala estiver concluída, os alunos serão transferidos para essa área recém-construída, permitindo que a segunda metade do antigo edifício seja demolida e reconstruída.
Aquela que é a “maior obra de sempre” representa o “mais alto investimento” realizado pela Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e irá transformar um edifício que conta já com 42 anos ao serviço da comunidade.
A obra implica um investimento de 8.6 milhões de euros no edifício, sendo os restantes 4.4 milhões destinados ao “recheio do equipamento”.

















