Secretário de Estado da Proteção Civil deslocou-se a Ferreira do Zêzere em julho de 2018 para conhecer um dos novos Kamov Foto: mediotejo.net

Um dos três helicópteros Kamov alugados pelo Estado até 31 de outubro para o combate a incêndios encontra-se estacionado desde esta quinta-feira, 5 de julho, no Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere. O equipamento tem capacidade para 4 mil litros de água.

Kamov chegou da Ucrânia com uma equipa de cinco profissionais Foto: mediotejo.net

Os três helicópteros Kamov encontram-se em Portugal desde sábado, mas, devido ao processo de certificações, só começaram esta quinta-feira a operar. A sua função é minorar a falta dos seis Kamov do Estado que se encontram parados desde o início do ano, todos a necessitarem de reparações.

Segundo explicou o Secretário de Estado da Proteção Civil, José Neves, ao mediotejo.net, a empresa contratada em 2015 para manutenção dos helicópteros Kamov entrou em “incumprimento”, tendo sido feito um novo contrato em substituição. Este contrato, segundo a Lusa, rondará os 3,6 milhões de euros.

Kamov fica estacionado no Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere, uma estrutura municipal Foto: mediotejo.net

O dispositivo de 55 meios aéreos encontra-se assim completo, tendo-se José Neves deslocado ao Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere (posto municipal fundado em 1983) para realizar uma “receção” ao Kamov aí estacionado. Ao que o mediotejo.net apurou no local, o helicóptero pertence a uma operadora da Moldávia, mas chegou da Ucrânia, trazendo consigo cinco profissionais ucranianos (a equipa é composta ainda por um português, que fará a mediação).

O Kamov, explicou também o Secretário de Estado, “é um meio para ataque ampliado”, atuando numa fase mais profunda dos incêndios. Para o ataque inicial a Proteção Civil tem preparados 40 meios aéreos, além das brigadas helitransportadas e o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, entre outros dispositivos. “Temos os meios em maior número de que há memória na Autoridade Nacional de Proteção Civil”, salientou.

Para o responsável governamental, a aposta no combate a incêndios tem que passar cada vez mais pela prevenção. Mudar a floresta será um processo longo, admitiu, tendo sido identificadas pelo Estado cerca de 6 mil aldeias em risco. Elogiaria assim a resposta dos portugueses face às diretivas de limpeza de terrenos que decorreram nos últimos meses. Embora sem resultados absolutos, trouxeram melhorias significativas. “Estamos a sentir que estamos mais seguros, mais protegidos”, comentou.

Além de Ferreira do Zêzere, os Kamov ficam estacionados em Loulé e Macedo de Cavaleiros. O helicóptero que está em Loulé partilha a base com Santa Comba Dão, uma vez que os meios são deslocados em função do risco de incêndio.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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