A Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere vai proceder na segunda-feira, 29 de julho, à assinatura do auto de consignação da empreitada para a nova escola EB 2.3/S Pedro Ferreiro, ato que formaliza o início das obras deste projeto. O investimento é de 13 milhões de euros e conta com financiamento de fundos europeus.
“Esta cerimónia marca um momento muito significativo para a comunidade local e representa um passo muito importante para a área da educação de Ferreira do Zêzere”, destaca o município, em comunicado.
Na nota informativa, o município indica que o momento, que vai decorrer na segunda-feira, dia 29 de julho, pelas 10h00, terá lugar nos Paços do Concelho, com a apresentação da Escola EB 2.3/S Pedro Ferreiro, seguido da assinatura do auto de consignação da empreitada.
A construção da Escola EB 2.3/S Pedro Ferreiro é cofinanciada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência e pela União Europeia e terá um investimento de 13 milhões de euros (ME).

Nova escola apresentada em janeiro em Assembleia Municipal
A Câmara de Ferreira do Zêzere já havia apresentado publicamente o projeto de construção da Escola EB 2.3/S Pedro Ferreiro, na Assembleia Municipal que decorreu a 25 de janeiro, tendo sido salientada a necessidade de uma nova escola, sendo a obra, não só uma prioridade, como um dos principais investimentos da autarquia para 2024.
Durante a sessão, David Ribeiro, arquiteto e coordenador do projeto, da empresa projetista Linhas Ímpares, Unipessoal Lda., lembrou que o atual edifício conta com mais de 40 anos e está “bastante datado, em todos os aspetos, não só construtivo mas também funcional”.
O edifício, que se encontra ainda em funcionamento, será substituído de forma integral por uma “estrutura capaz em todos os aspetos”, com o objetivo de dar uma resposta às necessidades “contemporâneas” que os edifícios para fins escolares apresentam atualmente. De acordo com o arquiteto, procura-se construir uma escola “também capaz de fazer tantos anos como esta estrutura já fez”.
O projeto foi elaborado com a preocupação de manter a escola em funcionamento pleno, pelo que a obra será realizada de forma faseada, indicou o arquiteto, na ocasião. A comunidade escolar irá ser distribuída por partes do edifício existente, sendo complementadas com contentores, permitindo assim, sequencialmente, a concretização da obra, indicou.


“Após a instalação dos contentores, seguir-se-á a fase de demolição do pavilhão existente e de parte do edifício escolar. Em terceiro plano, segue-se a construção de grande parte da área construída do projeto, que consiste essencialmente no pavilhão desportivo e no volume que confronta o espaço público”, explicou ainda o coordenador do projeto.
Num quarto e quinto momento de construção, seguir-se-á a demolição de mais uma parte do edifício existente. Será também nesta fase que os contentores deixam de ser necessários e continuará construção da restante parte edificada, “totalizando assim toda a construção necessária”, indicou ainda David Ribeiro, na ocasião.

“No momento final há lugar à demolição do que ainda resta da escola existente e a todos os remates paisagísticos e de arranjos exteriores”, acrescentou o arquiteto. Pensado para responder às necessidades atuais, este será um edifício com orientação solar e eficiente do ponto de vista energético e “ao mesmo tempo, salubre e confortável na sua utilização diária”, disse ainda o arquiteto e coordenador do projeto.
O perímetro exterior vai manter-se na sua quase integridade, com exceção para uma “pequena bolsa de estacionamento que, no fundo, vem também servir a escola e a comunidade próxima, aumentando a capacidade do estacionamento, principalmente para funcionários e professores no dia a dia”, afirmou.

Para além disso, o estacionamento que será construído vai ainda permitir um acesso independente à zona desportiva, possibilitando a utilização deste núcleo de forma independente da escola, opção que traz “claras vantagens para toda a comunidade poder usufruir deste equipamento fora dos horários letivos”.
O Delegado Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, Pedro Florêncio, da DGEstE – Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, marcou presença na sessão e deixou uma palavra “de grande saudação e de apreço pelo trabalho que tem vindo a ser densificado” pela autarquia ferreirense, em colaboração com os serviços centrais do Ministério da Educação (ME).

“Ferreira do Zêzere tem sido um município exemplar naquilo que tem sido a estreita ligação que tem tido aos serviços centrais do ME, não só no que diz respeito a esta grande requalificação, porque nós estamos a falar de uma grande requalificação, de uma escola que vai nascer de novo. Tem sido dos municípios que mais tem solicitado intervenção, e ainda bem”, referiu.


O investimento na nova escola ferreirense vai contar com financiamento por parte do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, tendo Pedro Florêncio afirmando que, “graças ao desempenho deste município”, esta será uma das primeiras autarquias a ser financiada pela CCDR, tendo em conta a fase de desenvolvimento em que já se encontra o projeto.
“Posso-vos dizer que, desde que tomei posse, tenho vindo a trabalhar com vários municípios, mas nenhum ainda com este grau de maturidade que este projeto e escola tem, com a qualidade que nos apresentam”, afirmou, na Assembleia Municipal realizada em janeiro de 2024.

Questionado pelos deputados municipais sobre a necessidade de um maior número de salas de aula e se os existentes no projeto iriam levar ao aumento das turmas, bem como a existência de espaços exteriores para o convívio de alunos, o arquiteto explicou que, atualmente, as escolas necessitam de um menor número de espaços letivos e que o número de alunos não terá de ser aumentado em função da redução das salas.
“O número de espaços de ensino totaliza 26. Pelas indicações que temos (…) são os suficientes para atender às necessidades reais que ela tem. Bastará ser gerida em função dessa disponibilidade. (…) É uma adaptação à realidade e à projeção que se faz para o futuro do número de espaços de ensino necessários a essa programação”, declarou.
O projeto e a forma como o edifício se relaciona com o exterior procura “otimizar a utilização do espaço, não os dispersando, mas concentrando-os em momentos específicos, bem localizados, em articulação com os espaços interiores, nomeadamente a zona da sala de convívio de alunos e de refeitório”, explicou o arquiteto.
Esclarecendo as dúvidas que foram surgindo ao longo da sessão de apresentação, David Ribeiro sublinhou que estão previstas “zonas de estadias” e mobiliário urbano “necessário e suficiente” para permitir a permanência confortável dos alunos no espaço exterior.
c/Jéssica Filipe
