Na extensão de saúde da Frazoeira a médica está de baixa há mais de um ano e na de Areias, o médico reformou-se no final de fevereiro. Estas situações foram analisadas pelos eleitos na Câmara de Ferreira do Zêzere, que não esconderam a sua preocupação.
O problema foi levantado pelo vereador Hugo Azevedo (PSD-CDS) que se mostrou “muito preocupado” com a situação vivida em Areias no que respeita aos serviços de saúde, temendo que se repita o que já aconteceu na Frazoeira, em que os utentes ficaram sem médico de família.
ÁUDIO | AUTARCAS DE FERREIRA DO ZÊZERE DISCUTEM TEMA DA SAÚDE:
O autarca referiu que o atual médico que presta serviço em Areias, Rafael Sanches, iria aposentar-se a 28 de fevereiro, solicitando que o executivo interceda junto dos responsáveis para que a freguesia não deixe de ter serviços de saúde a partir de março.
O presidente da Câmara adiantou a informação de que dispunha segundo a qual o ACES – Agrupamento de Centros de Saúde iria fazer um contrato com o médico para que continuasse a exercer na freguesia.
Bruno Gomes (PS) reconheceu que “há problemas no polo da Frazoeira”, mas garantiu: “estamos atentos, a acompanhar e a fazer a pressão devida”.
“O Dr. Rafael não vai deixar Areias na mão. Isso é um compromisso que ele tem e eu sei que é um compromisso sério”, garantiu a vereadora Elisabete Ferreira, que tem falado com a diretora do ACES, referindo que qualquer pedido de contratação, só podia dar entrada após 28 de fevereiro, ou seja, a 1 de março, data da aposentação do médico.
“Frazoeira é uma situação muito mais complicada”, sublinhou a eleita. É que a médica ali colocada é de carreira, tem à sua responsabilidade 1500 utentes, mas está de baixa há mais de um ano.
“Enquanto ocupar essa vaga, apesar de estar de baixa e continuar de baixa pelo menos até três anos, eu não tenho como dizer ao Ministério que nós não temos médico, porque o facto é que nós temos médico”, explica Elisabete Ferreira, que defende a deslocalização da médica, aguardando o início de funções do novo Governo para que se possa iniciar os necessários contactos nesse sentido.
“São 1500 utentes que têm médico de família, mas que não realidade não têm. É uma situação mais complicada de resolver”, reconheceu.
Na sua opinião, em Areias “a situação será mais fácil de resolver”. “Estamos mal, mas vamos gerindo e fazemos o melhor que podemos”, concluiu.

