Os MotherFlutters atuam no sábado em Ferreira do Zêzre, no Festival Z. Foto: Cecile Lopes

“Queremos que seja um festival diferenciador, singular, e que venha colmatar uma lacuna, uma vez que Ferreira do Zêzere não tinha nenhum festival com esta especificidade e que queremos que seja inclusivo e direcionado para um público-alvo de várias gerações”, disse hoje à Lusa Bruno Gomes, presidente do município de Ferreira do Zêzere.

Salientando que o Festival Z “não é um evento para massas”, o autarca disse, contudo, ter a expectativa de uma “boa adesão” a um projeto cultural de “compromisso com a promoção de jovens talentos e de bandas emergentes, com novas músicas e novas perspetivas de arte”, e a “interligação de artistas nacionais com os artistas locais”.

ÁUDIO | BRUNO GOMES, PRESIDENTE CM FERREIRA DO ZÊZERE:

A iniciativa, que representa um investimento na ordem dos 30 mil euros, vai realizar-se no parque verde da Casa do Adro e apresenta um programa com concertos de Vasco Ribeiro & Os Clandestinos, Fulano Tal, MotherFlutters, Jhon Douglas, Javisol, e DJ Maboku, entre outros.

Em comunicado, o município indica que, “além da música, o evento tem como uma das suas principais missões criar uma ligação entre quem vem de fora e os locais, promovendo a integração e a troca de experiências”.

Assim, lê-se na nota, a par das tradicionais tasquinhas, o festival “estabeleceu colaborações com empreendedores e talentos da região que irão dinamizar diversas atividades ao longo dos três dias”, como aulas de yoga, ‘workshops’ de música e dança, espetáculos de artes circenses, teatro, desporto e um campeonato de skate.

Sob o mote “Sentir de A a Zêzere”, o Festival Z, com entradas gratuitas, apresenta um cartaz “desenhado para agradar a todos os gostos”, numa “viagem sonora que vai desde os sons tradicionais da música popular portuguesa até à cumbia argentina, passando pelos ritmos do samba”, destaca a autarquia.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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