Admilson está em coma e Ariely perdeu a vida, tal como a filha mais nova do casal, Ana Júlia. A família brasileira vivia em Ferreira do Zêzere. Foto: DR

Uma família brasileira a residir em Ferreira do Zêzere foi vítima de um acidente de automóvel no Cartaxo, na manhã de quarta feira, 23 de novembro, do qual resultaram duas vítimas mortais, mãe e filha.

A mãe, Ariely Machado, de 45 anos, que seguia no lugar do pendura, teve morte imediata. A filha mais nova, Ana Júlia, de cinco anos, ainda foi transportada para o hospital, falecendo poucas horas depois.

O condutor, companheiro da mulher, e a filha mais velha, que também seguiam no mesmo carro, estão em estado grave, sendo que o homem está em coma.

Pai e filha e mais dois feridos ligeiros, ocupantes dos outros veículos, foram transportados aos hospitais de São José e Santa Maria, em Lisboa, Vila Franca de Xira e Santarém.

O acidente, que envolveu três viaturas, ocorreu perto das 9h00 na Estrada Nacional 3 (EN 3) na zona da Quinta do Gaio, na ligação Cartaxo – Cruz do Campo, adiantou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém (CDOS).

Para o local foram mobilizados 31 operacionais, apoiados por 14 viaturas, numa operação de socorro que obrigou ao corte da estrada nos dois sentidos durante toda a manhã.

De acordo com o CDOS de Santarém, foram mobilizados elementos da GNR, dos Bombeiros do Cartaxo, Azambuja e Alcoentre, também dos Bombeiros Voluntários e Sapadores de Santarém, quatro unidades do INEM, duas VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) de Vila Franca de Xira e Santarém, uma ambulância Suporte Imediato de Vida (SIV) de Torres Novas e a Unidade Móvel de Intervenção Psicológica em Emergência do INEM.

A família no Brasil, da localidade de Conquista d’Oeste no estado de Mato Grosso, já iniciou uma campanha de angariação de fundos para ajuda no pagamento da trasladação dos corpos e apoio à família.

Perante a tragédia em que sobreviveram apenas o pai, atualmente em coma, e a filha mais velha, de 13 anos, em estado de choque e revelando perda de memória, a Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere tomou a iniciativa de fazer uma angariação de fundos. Para já, o objetivo é trazer a avó da menina sobrevivente até Lisboa.

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José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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