Ferreira do Zêzere celebra Abril com arruada, simbolismo e música em Dornes. Foto: CMFZ

As comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril em Ferreira do Zêzere ficaram marcadas por um ambiente de grande proximidade e simbolismo, unindo gerações em torno dos ideais de 1974.

A manhã festiva começou com as notas da Filarmónica Frazoeirense. A tradicional arruada percorreu as principais ruas da vila, trazendo o espírito da Revolução dos Cravos à população e criando um ambiente de celebração coletiva que culminou nos Paços do Concelho.

Seguiu-se o momento solene do hastear das bandeiras. Ao som do Hino Nacional, autarcas, representantes de entidades locais e muitos munícipes reuniram-se para honrar os símbolos da República e os 52 anos de democracia em Portugal.

Como manda a tradição, a cerimónia incluiu a distribuição de cravos por todos os presentes. Este gesto, mais do que uma tradição estética, serviu como um lembrete vivo da importância de preservar e defender os valores da liberdade e da democracia conquistados há mais de meio século.

A celebração não terminou no centro da vila. O programa de comemorações prosseguiu durante a tarde com um dos momentos mais aguardados: o concerto “25 de Abril na Voz de Ferreira”.

O espetáculo, agendado para junto à emblemática Torre de Dornes, às 16h00, foi transferido, devido às condições meteorológicas adversas, para a Associação de Dornes, em momento que visou unir o património histórico do concelho à música que deu voz à revolução.

Com estas iniciativas, Ferreira do Zêzere reafirmou o seu compromisso em manter viva a memória de Abril através da cultura e da participação cívica.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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